Resident Evil Requiem terá campanha de 10 a 12 horas, diz diretor
A Capcom confirma que a campanha principal de Resident Evil Requiem dura entre 10 e 12 horas, afirmou o diretor Koshi Nakanishi em entrevista divulgada antes do lançamento de 27 de fevereiro de 2026. O estúdio promete forte rejogabilidade, apoiada em múltiplos níveis de dificuldade e conteúdos extras pensados para incentivar mais de uma rodada de jogo.
Campanha segue padrão da franquia e mira equilíbrio
Resident Evil Requiem chega em 27 de fevereiro de 2026 com uma missão clara: entregar uma experiência de terror compacta, mas intensa, em linha com o histórico da série. Nakanishi afirma que o jogo não tenta inflar artificialmente a duração e prefere seguir o modelo que consolidou títulos recentes como Resident Evil 7 e Resident Evil Village.
“A quantidade de conteúdos é a tradicional de um jogo dentro da franquia Resident Evil e vocês podem esperar um tempo de jogo muito similar ao de qualquer outra campanha”, explica o diretor. A referência prática está nos últimos capítulos numerados: tanto RE7 quanto Village oferecem campanhas de 10 a 12 horas na primeira jogada, número que Requiem agora assume publicamente como métrica.
A fala funciona como um recado direto a um público acostumado a medir custo-benefício em horas de gameplay. Em vez de apostar em um mundo aberto inchado, a Capcom mantém o foco no formato que consagrou o survival horror da casa: progressão linear, tensão constante e espaço para exploração, mas sem desvios excessivos.
O tempo estimado também ajuda a calibrar expectativas de quem acompanha a franquia há quase três décadas. Desde o primeiro Resident Evil, de 1996, a série alterna entre campanhas relativamente curtas, pensadas para múltiplas jogadas, e projetos mais expansivos, como alguns spin-offs e remakes recentes. Requiem se posiciona claramente nesse primeiro grupo.
Rejogabilidade no centro da experiência
Nakanishi destaca que a verdadeira duração de Requiem não se mede apenas na primeira passagem pela campanha. Segundo o diretor, o jogo é construído para convidar o jogador a voltar. “Vocês terão a oportunidade de revisitar o jogo graças a várias características implementadas”, afirma, ao comentar os sistemas pensados para ampliar a vida útil do título.
A Capcom confirma a presença de múltiplos modos de dificuldade, recurso tradicional da franquia, mas tratado aqui como peça central da proposta. Jogadores iniciantes podem ajustar a experiência para focar na história e na atmosfera, enquanto veteranos encontram níveis mais punitivos, com inimigos agressivos, menos recursos e janelas menores para erros. Nessas condições, a mesma campanha de 10 horas pode se transformar em um desafio muito mais longo.
Na prática, esse desenho abre espaço para diferentes perfis de público sem fragmentar o jogo em modos desconectados. Um fã que conclui a história no nível padrão, por exemplo, tende a retornar em uma dificuldade superior em busca de novos sustos, rotas alternativas e usos diferentes do arsenal. Em RE7 e Village, essa abordagem já dobra facilmente o tempo de tela para quem persegue segredos e conteúdos extras.
O estúdio também revisita uma tradição da marca: recompensas para quem finaliza a campanha mais de uma vez, seja por tempo, seja por desempenho. Itens especiais, variações de armas ou modos adicionais costumam empurrar a comunidade para desafios cronometrados e competições informais nas redes. Ao assumir desde já a intenção de reforçar essa estrutura, Requiem reforça seu vínculo com o DNA clássico da série.
Durante o desenvolvimento, o projeto chegou a seguir outro caminho criativo. Nakanishi revela que a equipe considerou um jogo de terror estrelado por Leon Kennedy, personagem popular desde Resident Evil 2, mas essa versão foi descartada. A decisão indica um processo de ajustes internos até chegar ao conceito atual, pensado especificamente para o tom e o ritmo que a Capcom deseja em 2026.
Lançamento amplo, expectativa alta e próximos passos
Requiem estreia simultaneamente em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e no aguardado Switch 2, movimento que amplia o alcance da nova aposta de horror da Capcom. A presença no console da Nintendo, ainda inédito no mercado, coloca o jogo desde já no radar de debates sobre desempenho técnico e qualidade de porte, fatores que podem influenciar a recepção em cada plataforma.
A divulgação antecipada da duração da campanha e do foco em rejogabilidade funciona como estratégia de transparência em um mercado pressionado por preços altos e lançamentos anuais. Consumidores que calculam cada compra ganham uma referência objetiva de tempo, enquanto fãs de longa data encontram a confirmação de que o estúdio preserva um formato que equilibra narrativa, tensão e desafio sem se estender além do necessário.
O anúncio também alimenta discussões nas redes e fóruns especializados sobre o que se espera de um grande lançamento em 2026: mais horas de conteúdo ou experiências mais concentradas e refinadas. Ao cravar o intervalo de 10 a 12 horas e apostar no retorno por meio de dificuldades e extras, a Capcom se alinha claramente à segunda opção.
Nas próximas semanas, novas prévias jogáveis, trailers e detalhes de modos adicionais devem definir com mais precisão o fôlego real de Resident Evil Requiem. A resposta do público a essa combinação de campanha compacta e alto potencial de rejogabilidade vai indicar não apenas o futuro da franquia, mas também até que ponto o modelo tradicional de survival horror ainda dita o ritmo em uma indústria obcecada por mundos cada vez maiores.
