Resident Evil Requiem leva em média 10 horas para ser concluído
Resident Evil Requiem, novo capítulo da franquia da Capcom, chega oficialmente nesta sexta-feira (27) com uma campanha de cerca de 10 horas na média. Em testes extensivos com diferentes modos de jogo, o tempo varia de pouco mais de 3 horas a até 16 horas, dependendo do estilo de cada jogador e do nível de dificuldade escolhido.
Uma jornada de 30 anos condensada em até 16 horas
O lançamento de Requiem marca os 30 anos de Resident Evil com uma proposta clara: revisitar o passado da série enquanto oferece uma aventura direta, intensa e acessível. No centro da história está Grace Ashcroft, agente do FBI e filha de Alyssa Ashcroft, de Resident Evil Outbreak, acompanhada pelo retorno de Leon S. Kennedy, agora mais experiente e confiante.
Ao longo das últimas semanas, sessões completas de jogatina ajudam a medir o fôlego da nova campanha. Em uma primeira partida mais cadenciada, voltada à exploração de cenários, testes das duas câmeras, resolução de quebra-cabeças e busca por segredos, o tempo total de jogo chega a 16 horas. É a experiência de quem caminha devagar, observa os ambientes e se recusa a sair de um corredor sem antes abrir cada gaveta digital.
Nas tentativas seguintes, o retrato muda. Com o mapa já memorizado e os enigmas dominados, Requiem se transforma em um jogo de ritmo muito mais agressivo. Em uma corrida específica para cumprir o desafio de terminar a campanha em menos de quatro horas, o relógio para em 3 horas e 30 minutos. A mesma estrutura narrativa, agora comprimida, evidencia o quanto o jogo favorece speedrunners e jogadores que gostam de otimizar trajetos.
No modo Insano, a maior dificuldade disponível no lançamento, o tempo de conclusão fica em 5 horas e 40 minutos. A duração é maior que a da corrida cronometrada, mas ainda distante das 16 horas da primeira jogada exploratória. A combinação de inimigos mais letais, recursos escassos e necessidade de reposicionar estratégias força uma cadência mais cautelosa, sem transformar a experiência em uma maratona interminável.
Desafio, enigma e o retorno da velha tensão
Considerando diferentes estilos de jogo, a média de 10 horas coloca Resident Evil Requiem em linha com outros capítulos recentes da série. É uma duração que se aproxima do padrão de remakes como Resident Evil 2 e 4, mantendo a tradição de campanhas compactas, mas rejogáveis. Para quem acompanha a franquia desde os anos 1990, o novo título soa familiar: tenso, concentrado e projetado para ser revisitado em dificuldades mais altas.
A Capcom aposta nessa estrutura para ampliar o alcance do jogo. A campanha não exige uma dedicação de dezenas de horas, o que facilita a vida de quem joga em sessões noturnas ou fins de semana. Ao mesmo tempo, desafios como o modo Insano e a busca por tempos cada vez menores alimentam uma camada competitiva silenciosa, feita de prints de cronômetros e vídeos de speedrun no YouTube e na Twitch.
Entre os pontos que devem concentrar boa parte da atenção da comunidade está “O Enigma Final”, um desafio complexo embutido no jogo. A Capcom não detalha oficialmente sua solução, e essa ausência de respostas abre espaço para teorias, fóruns movimentados e vídeos de análise quadro a quadro. Em um cenário em que muitos jogos entregam tudo em tutoriais longos, Requiem escolhe deixar algumas perguntas sem guia imediato.
Na análise publicada pelo IGN Brasil, o veredito resume o espírito do projeto: “Resident Evil Requiem combina tudo o que a franquia teve de melhor ao longo de 30 anos, somado ao excelente protagonismo de Grace e Leon”. A frase sintetiza a estratégia da Capcom de equilibrar novidade e nostalgia, sem inflar artificialmente o tempo de jogo com tarefas repetitivas.
O que muda para a comunidade e para o futuro da série
O impacto prático dessa duração controlada já aparece nas primeiras conversas de comunidade. Um jogo com média de 10 horas, que pode ser finalizado em 3 horas e 30 minutos nas mãos de jogadores experientes, incentiva múltiplas campanhas, testes de rotas e comparações de desempenho. O mesmo título que ocupa dois fins de semana de quem explora tudo vira laboratório para quem persegue recordes.
A Capcom ganha fôlego em mais de uma frente. Mantém a tradição do survival horror enxuto, reforça o valor de replay e alimenta um fluxo constante de conteúdo gerado por jogadores. Vídeos destrinchando “O Enigma Final”, guias de como enfrentar o modo Insano em menos de 6 horas e discussões sobre a história de Grace e Leon tendem a dominar redes como YouTube, X (ex-Twitter), Threads e TikTok nas próximas semanas.
Para os fãs de longa data, o lançamento funciona como uma espécie de balanço dos 30 anos de Resident Evil. A presença de Leon, agora dividindo holofotes com Grace, sinaliza um esforço de transição geracional dentro da própria franquia. O protagonismo da filha de Alyssa Ashcroft também costura um elo direto com Resident Evil Outbreak, resgatando uma fase menos lembrada do universo, mas ainda querida por parte da base.
No mercado, Requiem reforça a posição da série em um momento de competição intensa por atenção. Enquanto jogos de mundo aberto disputam centenas de horas de jogo, a Capcom insiste em uma fórmula mais concentrada, apoiada em ritmo, atmosfera e curva de aprendizado. O tempo que separa as 16 horas de uma primeira jornada das 3 horas e 30 minutos de uma corrida contra o relógio vira parte da narrativa sobre domínio de sistemas e compreensão de espaço.
A próxima etapa da experiência Resident Evil Requiem
Com o lançamento oficial em 27 de fevereiro de 2026, a corrida agora deixa os bastidores e passa às mãos do público. As médias de duração tendem a se ajustar à medida que mais jogadores compartilham seus dados em fóruns, redes sociais e plataformas de estatísticas. Os 10 horas de referência podem subir ou cair, mas já oferecem uma base clara para quem decide se aventurar.
O passo seguinte depende da reação da comunidade a desafios como “O Enigma Final”. Se o quebra-cabeça se firmar como um dos enigmas mais discutidos da franquia, Requiem pode consolidar um novo padrão de participação coletiva em lançamentos futuros. O aniversário de 30 anos dá à Capcom um palco privilegiado; cabe agora ao estúdio decidir se esse tempo bem medido de campanha será a regra daqui para frente ou apenas um capítulo específico em uma série que ainda encontra formas de se reinventar.
