S&P 500 7.417 ↓ -3,54%Nasdaq 24.566 ↓ -4,55%Dow Jones 51.833 ↓ -2,85%Ibovespa 166.615 ↓ -0,57%FTSE 100 10.783 ↓ -0,43%DAX 26.325 ↓ -0,43%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,49 ↑ +0,54%Euro R$ 6,16 ↑ +0,43%Bitcoin R$ 416.577 ↓ -5,13%S&P 500 7.417 ↓ -3,54%Nasdaq 24.566 ↓ -4,55%Dow Jones 51.833 ↓ -2,85%Ibovespa 166.615 ↓ -0,57%FTSE 100 10.783 ↓ -0,43%DAX 26.325 ↓ -0,43%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,49 ↑ +0,54%Euro R$ 6,16 ↑ +0,43%Bitcoin R$ 416.577 ↓ -5,13%
Brasil

Quadrilha é presa após golpe milionário com celulares comprados pela internet

Grupo é suspeito de causar prejuízo de R$ 4 milhões a plataformas de comércio eletrônico ao conseguir reembolsos fraudulentos e revender aparelhos adulterados

Quadrilha é presa após golpe milionário com celulares comprados pela internet

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes em grandes plataformas de comércio eletrônico. O grupo é investigado por comprar celulares, solicitar a devolução do dinheiro e permanecer com os aparelhos, que depois eram adulterados e revendidos. O prejuízo estimado chega a R$ 4 milhões.

As prisões ocorreram nesta quinta-feira (5), durante a segunda fase da Operação OFFService, conduzida pela Divisão de Falsificações e Defraudações (Difraudes). A ação teve como objetivo interromper o esquema conhecido como “golpe do reembolso”, que explorava os procedimentos de devolução de compras realizadas pela internet.

Leia também: Chuva extremamente forte atinge BH e coloca motoristas em risco

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e sete de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, computadores e dois veículos que poderão contribuir para o avanço das investigações.

LEIA MAIS

Grupo usava falso anúncio de garota de programa para extorquir vítimas no Lago Norte

 

Como a quadrilha conseguia celulares sem pagar por eles

Segundo a PCDF, os investigados utilizavam CPFs falsos para realizar compras de smartphones em plataformas de comércio eletrônico. Depois de receber os produtos, entravam em contato com os vendedores e solicitavam o reembolso, alegando que os aparelhos apresentavam defeitos.

Quando a devolução do dinheiro era autorizada, os suspeitos não enviavam os celulares de volta. Dessa forma, permaneciam com os aparelhos e recuperavam o valor gasto na compra.

A investigação aponta que a prática era repetida para obter novos produtos, provocando prejuízos às empresas responsáveis pelas vendas.

Celulares tinham identificação alterada antes da revenda

Após conseguir os aparelhos, o grupo modificava o número de Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI), código utilizado para identificar individualmente cada celular.

A adulteração tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos smartphones e esconder sua ligação com as operações fraudulentas.

Com a identificação modificada, os aparelhos eram comercializados no mercado paralelo ou encaminhados para lojas que, segundo a polícia, mantinham ligação com o apontado líder da organização criminosa.

Esse processo permitia que os investigados lucrassem com produtos adquiridos por meio de reembolsos fraudulentos, enquanto os vendedores e as plataformas acumulavam prejuízos.

Prejuízo milionário é alvo das investigações

A Polícia Civil estima que as fraudes tenham provocado perdas de aproximadamente R$ 4 milhões a grandes empresas do comércio eletrônico.

A segunda fase da Operação OFFService busca aprofundar a identificação dos envolvidos e reunir provas sobre a atuação da organização, especialmente em relação à compra, adulteração e revenda dos aparelhos.

Os celulares, computadores e demais materiais apreendidos poderão passar por análises para esclarecer a movimentação dos produtos e a participação de cada investigado.

A apuração é conduzida pela Difraudes, unidade vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), da PCDF.

O caso também evidencia um risco para consumidores que compram celulares usados sem verificar sua procedência. Aparelhos com IMEI adulterado podem apresentar problemas de identificação e estar associados a irregularidades.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a identidade dos cinco presos ou sobre a quantidade total de celulares comercializados pelo grupo.

Leia também

Mais em Brasil →