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Putin atenderia ligação de Zelensky, diz assessor do Kremlin

Yuri Ushakov afirmou que o presidente russo não se recusaria a conversar com o líder ucraniano; declaração ocorre em meio a esforços para retomar negociações de paz.

Putin atenderia ligação de Zelensky, diz assessor do Kremlin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, atenderia uma ligação telefônica do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, caso o líder ucraniano entrasse em contato. A afirmação foi feita neste domingo (1º) pelo assessor do Kremlin Yuri Ushakov, em meio às movimentações diplomáticas para tentar retomar as negociações sobre a guerra entre os dois países.

“Acho que ele responderia, claro. Putin nunca se recusou a dialogar”, declarou Ushakov.

Segundo informações divulgadas pela agência russa Interfax e reproduzidas por veículos de imprensa.

A fala representa uma sinalização de abertura do governo russo para uma conversa direta entre os presidentes. No entanto, não houve anúncio de uma ligação agendada, nem confirmação de que Zelensky pretende telefonar para Putin.

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O que disse o assessor do Kremlin?

Yuri Ushakov afirmou que Putin não teria problemas em atender uma ligação do presidente ucraniano. A declaração foi interpretada como uma indicação de que Moscou não descarta a possibilidade de comunicação direta entre os dois líderes.

O posicionamento ocorre em um momento de novas tentativas de reaproximação diplomática. Apesar da sinalização, o assessor não apresentou detalhes sobre possíveis condições para a conversa ou sobre os assuntos que poderiam ser discutidos.

Também não foi anunciado qualquer compromisso para interromper os combates. Uma eventual ligação, portanto, não representa um acordo de cessar-fogo nem uma negociação de paz concluída.

Estados Unidos tentam retomar negociações de paz

A declaração ocorre após novas articulações diplomáticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Em outubro, o presidente ucraniano informou que Steve Witkoff, enviado especial do presidente norte-americano Donald Trump, trabalhava na apresentação de uma nova proposta de paz aos dois países.

Zelensky afirmou que as garantias de segurança estão entre os pontos considerados prioritários por Kiev, mas não divulgou os detalhes da proposta mencionada.

As conversas mediadas por Washington enfrentaram dificuldades nos últimos meses. A última rodada de negociações trilaterais entre representantes dos três países havia ocorrido em fevereiro, e as tratativas foram interrompidas em meio à mudança de prioridades do governo norte-americano após a escalada envolvendo o Irã.

Quais são os obstáculos para um acordo entre Rússia e Ucrânia?

Apesar das manifestações sobre a possibilidade de diálogo, Rússia e Ucrânia continuam divergindo sobre as condições necessárias para encerrar a guerra.

Entre os principais pontos de impasse estão o controle dos territórios ocupados, as garantias de segurança exigidas pelo governo ucraniano e as condições para estabelecer um cessar-fogo duradouro.

Kiev defende mecanismos que reduzam o risco de uma nova ofensiva russa. Moscou, por sua vez, apresenta exigências relacionadas aos seus interesses territoriais e de segurança.

Essas divergências dificultam a construção de um entendimento e mostram que a disposição para uma conversa telefônica não significa, por si só, que as partes estejam próximas de um acordo.

Putin e Zelensky podem voltar a conversar?

A declaração de Ushakov abre espaço para a possibilidade de um contato telefônico, mas ainda não existe confirmação de que a conversa acontecerá.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também havia afirmado anteriormente que Putin estava aberto ao diálogo, mas ressaltou que nenhum contato havia sido iniciado naquele momento.

Enquanto isso, a Ucrânia mantém a defesa de uma solução diplomática que inclua garantias de segurança. A Rússia também participa das articulações internacionais, mas os dois governos ainda não anunciaram um entendimento sobre os termos para encerrar o conflito.

A guerra em larga escala começou em fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano. Desde então, diferentes iniciativas diplomáticas foram realizadas, mas sem um acordo definitivo para interromper os combates.

Por enquanto, a declaração do assessor russo representa uma possibilidade de diálogo entre Putin e Zelensky, e não a confirmação de uma negociação direta ou de um avanço concreto para o fim da guerra.

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