Puma decide, e Vasco vence Boavista por 3 a 0 e assume vice do Grupo A
O Vasco derrota o Boavista por 3 a 0 neste domingo (25), em Saquarema, e assume a vice-liderança do Grupo A do Carioca. Puma Rodríguez marca dois gols e Andrés Gómez completa o placar, em noite que reforça a boa fase cruzmaltina às vésperas da estreia no Brasileirão.
Vasco sofre no início, mas encontra o caminho do gol
O jogo no estádio Elcyr Resende começa com o roteiro menos confortável para o Vasco. O Boavista se impõe fisicamente, acelera pelos lados e encontra espaços entre as linhas vascaínas. Aos 15 minutos, Berê puxa contra-ataque rápido pela esquerda, corta para dentro e finaliza rente ao gol de Daniel Fuzato, num aviso claro de que o mandante não se intimida.
Aos 31, o Vasco responde com força. Puma Rodríguez avança pela direita e cruza rasteiro. GB desvia, a bola desvia na zaga e sobra para Tchê Tchê, já dentro da pequena área. O meio-campista toca firme, mas Lucas Maticoli se estica e faz uma defesa que muda o clima da partida. O goleiro evita o gol e segura o Boavista no jogo.
O time de Saquarema chega a balançar a rede aos 40 minutos. Tito cruza rasteiro pela esquerda, Brunão finaliza de carrinho, Fuzato defende e, na sequência, Isael empurra para dentro. O árbitro Pierry Dias dos Santos marca falta de Brunão no lance e anula o gol, gerando reclamação dos jogadores do Boavista.
O castigo vem nos acréscimos. Aos 46, Andrés Gómez recebe na ponta esquerda e levanta na segunda trave. Puma aparece livre na pequena área, domina com calma e solta a perna direita para fazer 1 a 0. O gol muda o ambiente no estádio e dá ao Vasco a confiança que faltava nos primeiros 45 minutos.
Pressão do Boavista, travessão e resposta letal do Vasco
O intervalo não esfria o Boavista. Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Felipinho recebe na área, corta para o meio e bate colocado, buscando o ângulo. A bola sai por muito pouco, mantendo o time visitante sob pressão. O Vasco recua alguns metros, tenta controlar o ritmo, mas segue vulnerável em bolas rápidas.
Aos 11, o susto é ainda maior. Brunão recebe passe de Isael na entrada da área, chuta forte e obriga Fuzato a espalmar. A bola ainda toca no travessão antes de sair. O lance simboliza o momento do jogo: o Boavista fica perto do empate, mas esbarra na falta de precisão e em uma noite segura do goleiro vascaíno.
A resposta cruzmaltina é cirúrgica. Aos 19 minutos, Johan Rojas costura pela direita, atrai a marcação e encontra um passe preciso para Puma Rodríguez dentro da área. O lateral domina com pouco ângulo e solta um chute forte, no alto, sem chances para Maticoli. O 2 a 0 derruba o ímpeto do Boavista e abre espaço para o Vasco controlar o placar.
Aos 24, o erro do Boavista transforma vitória tranquila em goleada. Maticoli tenta sair jogando curto, se atrapalha e entrega a bola para Rojas, que lê o lance com rapidez. O atacante rola de primeira para Andrés Gómez, que arrisca de muito longe. A finalização sai alta, com curva, encobrindo o goleiro e fechando o marcador em 3 a 0, um golaço que consolida a atuação do colombiano.
O Vasco reduz o ritmo depois do terceiro gol, troca passes, protege a defesa e administra o resultado até o apito final. O Boavista tenta reagir com alterações de Gilson Kleina, mas já não encontra a mesma força ofensiva e termina a noite sem conseguir furar a defesa de Fernando Diniz.
Vice-liderança garantida e moral em alta para o Brasileirão
O placar de 3 a 0 leva o Vasco a sete pontos no Grupo A do Campeonato Carioca. O time assume a vice-liderança, dois pontos atrás do Fluminense, e se firma na parte de cima da tabela depois de um início ainda oscilante. A vitória em Saquarema vale mais do que a estatística: oferece ao elenco uma prova concreta de evolução coletiva.
A atuação de Puma Rodríguez se destaca em números e em peso simbólico. O lateral-direito marca dois gols decisivos, participa com volume ofensivo e se candidata a protagonista da equipe neste início de temporada. A dobradinha com Rojas pela direita e a conexão com Andrés Gómez pelo outro lado desenham um Vasco mais agressivo pelos lados, característica que Fernando Diniz tenta consolidar desde a pré-temporada.
Do outro lado, o Boavista estaciona nos seis pontos e segue em terceiro lugar no Grupo B. O time mostra capacidade de competir contra um grande, cria chances claras e acerta o travessão em momento-chave, mas paga caro pelos erros na saída de bola e pela falta de eficácia nas finalizações. A partida evidencia a necessidade de ajustes defensivos e maior frieza nas decisões do terço final do campo.
O resultado também reacende a confiança da torcida cruzmaltina, que vê a equipe combinar solidez defensiva, com Fuzato em noite segura, e eficiência no ataque. O Vasco sai de Saquarema com saldo de gols reforçado, jogadores em alta e um esboço mais nítido de equipe titular para a sequência da temporada.
Estreia no Brasileirão e reação do Boavista no horizonte
O calendário pressiona e não dá margem para celebrações prolongadas. O Vasco volta a campo já na próxima quinta-feira, dia 29, quando estreia no Campeonato Brasileiro da Série A contra o Mirassol, fora de casa. O time carrega para o nacional a sequência positiva no estadual, a confiança de uma goleada e a consolidação de peças como Puma e Andrés Gómez em um sistema que começa a ganhar identidade.
O desempenho em Saquarema oferece a Fernando Diniz um ponto de partida mais estável. A equipe ainda comete erros de marcação e dá espaços entre as linhas, mas mostra capacidade de se reorganizar durante o jogo e de ser letal quando encontra brechas. A forma como o Vasco transforma um duelo equilibrado em vitória segura é o tipo de sinal que dirigente, comissão técnica e torcida costumam valorizar no início de um ano longo.
O Boavista volta a campo um dia depois, na sexta-feira, quando enfrenta o Sampaio Corrêa pelo Carioca. A tabela ainda é favorável na briga por vaga, mas a atuação diante do Vasco expõe o limite entre competir e pontuar. A reação imediata vira uma espécie de teste de maturidade para um elenco que já somou seis pontos, mas precisa provar consistência para seguir vivo até a fase decisiva.
O 3 a 0 em Saquarema deixa claro que o Vasco entra em 2026 em outro tom. A dúvida que fica é se o padrão exibido no Carioca resiste ao salto de exigência que o Brasileirão impõe já na próxima semana.
