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Preso por feminicídio em Nova Iguaçu disse que vítima se machucou sozinha

Investigação contesta explicação apresentada pelo suspeito sobre os ferimentos da mulher; caso é apurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Preso por feminicídio em Nova Iguaçu disse que vítima se machucou sozinha

Um homem foi preso suspeito de feminicídio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Durante a investigação, ele alegou que a vítima teria provocado os próprios ferimentos. A versão, no entanto, foi descartada pelos investigadores, que apuram as circunstâncias da morte da mulher.

O caso foi divulgado nesta quinta-feira (22) e é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A explicação apresentada pelo suspeito passou a ser um dos pontos centrais da apuração, diante da conclusão dos investigadores de que os ferimentos não foram provocados pela própria vítima.

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O homem permanece sob suspeita de envolvimento na morte. A prisão não representa uma condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça.

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Suspeito alegou que mulher se machucou sozinha

A versão apresentada pelo homem buscava atribuir à própria vítima a responsabilidade pelos ferimentos que antecederam sua morte.

A investigação, entretanto, descartou essa hipótese. A conclusão contraria a explicação do suspeito e mantém o caso sob apuração como feminicídio.

Para esclarecer as circunstâncias do crime, a investigação precisa estabelecer como os ferimentos foram provocados, a dinâmica da morte e a eventual responsabilidade do homem preso.

O que caracteriza o crime de feminicídio?

O feminicídio é o assassinato de uma mulher por razões relacionadas à sua condição de mulher, incluindo situações de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação.

Desde a entrada em vigor da Lei nº 14.994, de 2024, o feminicídio passou a ser um crime autônomo no Código Penal brasileiro, com pena de 20 a 40 anos de prisão.

A legislação também prevê situações que podem aumentar a pena, dependendo das circunstâncias do crime.

A classificação de uma morte como feminicídio exige a apuração dos elementos previstos em lei. Por isso, a investigação deve reunir provas capazes de esclarecer a motivação e as circunstâncias do assassinato.

Próximos passos

A Polícia Civil deverá dar continuidade à apuração para esclarecer a dinâmica da morte e reunir os elementos necessários à responsabilização criminal.

A versão apresentada pelo suspeito já foi descartada pela investigação, mas o caso ainda depende dos procedimentos policiais e judiciais para a definição de responsabilidades.

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