Polícia prende últimos três suspeitos de integrar quadrilha especializada em furtos de Hilux no DF
Segunda fase da Operação Rota 060 localizou investigados em três regiões de Brasília; grupo é suspeito de furtar ao menos 11 caminhonetes de luxo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (5), três homens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada no furto de caminhonetes Toyota Hilux e SW4. As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Rota 060, realizada na Vila Telebrasília, no Setor de Garagens Oficiais Norte (SGON) e no Sol Nascente.
Os investigados eram os últimos integrantes identificados pela polícia que permaneciam em liberdade. A localização dos suspeitos foi possível após a análise de novas provas reunidas durante a primeira etapa da operação, realizada em 8 de outubro. Com o avanço das investigações, os agentes identificaram a participação de outras três pessoas no esquema.
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Segundo a PCDF, a quadrilha atuou entre julho de 2025 e agosto de 2026 e é investigada por pelo menos 11 furtos de caminhonetes no Distrito Federal. Além de retirar os veículos de circulação, o grupo é suspeito de adulterar placas e chassis e negociar os automóveis no mercado clandestino.
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As investigações apontam que os suspeitos mantinham uma estrutura organizada, com diferentes funções distribuídas entre os participantes. Enquanto alguns eram responsáveis por planejar e executar os furtos, outros cuidavam da movimentação, ocultação e adulteração dos veículos.
Depois de furtadas, as caminhonetes eram levadas para locais utilizados como esconderijos temporários. Nesses espaços, os criminosos aguardavam antes de realizar alterações nos sinais de identificação dos automóveis.
A etapa seguinte envolvia a substituição de placas, a modificação de chassis e o transporte das caminhonetes para outros estados. O objetivo, segundo os investigadores, era dificultar o rastreamento e permitir que os veículos fossem comercializados ilegalmente.
A polícia também identificou indícios de que parte dos automóveis era utilizada em negociações envolvendo entorpecentes.
Primeira fase da operação revelou funcionamento do esquema
A investigação ganhou força após uma ocorrência registrada em agosto, quando policiais recuperaram uma caminhonete furtada na região do Guará.
Na ocasião, três suspeitos foram detidos, e um automóvel utilizado para dar apoio à ação criminosa também foi apreendido. As informações obtidas durante a abordagem ajudaram os investigadores a identificar outros integrantes e compreender o funcionamento da organização.
Em 8 de outubro, a PCDF realizou a primeira fase da Operação Rota 060, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços do Distrito Federal e de Goiás.
Naquela etapa, sete investigados foram presos. Outros três permaneceram em liberdade e passaram a ser procurados pelas autoridades.
Justiça determinou prisão preventiva dos investigados
Com a identificação dos suspeitos que ainda estavam soltos, a Polícia Civil solicitou novas medidas judiciais.
Em 19 de outubro, os envolvidos foram denunciados, e a Justiça decretou a prisão preventiva dos três investigados que ainda não haviam sido capturados.
As ordens foram cumpridas nesta quinta-feira, encerrando as buscas pelos integrantes identificados na investigação.
Os suspeitos deverão responder por organização criminosa, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
As penas previstas para esses crimes variam de três a dez anos de prisão, dependendo da infração. Em caso de condenação por mais de um delito, as punições poderão ser somadas, conforme a decisão judicial.
Polícia avança na desarticulação do grupo
Com as três novas prisões, a Polícia Civil considera que deu mais um passo na desarticulação da quadrilha responsável pelos furtos de caminhonetes de alto valor no Distrito Federal.
A investigação revelou um esquema que envolvia não apenas a retirada dos veículos, mas também sua ocultação, adulteração e posterior negociação clandestina.
Os procedimentos judiciais seguem para a apuração das responsabilidades individuais dos investigados. As prisões preventivas não representam condenação, e os suspeitos têm direito à defesa durante o processo.


