Pokémon FireRed e LeafGreen chegam ao Switch em 27 de fevereiro
A The Pokémon Company lança em 27 de fevereiro as versões remasterizadas de Pokémon FireRed e Pokémon LeafGreen para Nintendo Switch. Os jogos chegam à Nintendo eShop como parte das comemorações dos 30 anos da franquia e miram tanto fãs nostálgicos quanto novos jogadores.
Remasterização mira nostalgia e novo público
As duas versões, clássicos do Game Boy Advance, ganham nova vida no console híbrido da Nintendo com preço sugerido de R$ 120,99 cada na loja digital. Quem quiser levar o pacote completo paga R$ 241,98 pelas duas edições, em pré-venda já liberada na Nintendo eShop.
O relançamento devolve ao centro da cena a região de Kanto, cenário da primeira geração de monstros de bolso. Jogadores voltam a percorrer ginásios, enfrentar líderes conhecidos e montar times que ajudaram a transformar Pokémon em um fenômeno global, agora com recursos adequados ao hardware atual, mas preservando a estrutura do original.
Fidelidade ao original e limites de idioma
As versões para o Brasil seguem o padrão da eShop, com edições específicas em inglês, espanhol e francês. Em regiões PAL, a oferta inclui ainda italiano e alemão, o que amplia o alcance europeu da remasterização. A The Pokémon Company mantém a lógica da época do Game Boy Advance: cada versão é vendida em um único idioma, sem opção de troca posterior dentro do jogo.
Essa escolha reforça o compromisso de fidelidade histórica, mas também expõe uma limitação que não existe em títulos mais recentes da série. Ao comprar a versão em inglês, por exemplo, o jogador precisa conviver com o idioma definido desde o primeiro acesso. Essa estratégia preserva a sensação de estar diante do mesmo cartucho de 2004, agora em formato digital, mas pode frustrar parte do público acostumado a menus multilíngues.
Ilhas Sevii e recursos online conectam gerações
O pacote inclui as ilhas Sevii, área extra introduzida originalmente em FireRed e LeafGreen e tratada agora como conteúdo digital padrão. As ilhas ampliam a campanha principal e oferecem novos desafios para quem já conhece Kanto de ponta a ponta. O foco é alongar a jornada e dar fôlego a partidas mais longas, com captura de criaturas adicionais e batalhas acima do nível comum da liga Pokémon.
As remasterizações trazem ainda suporte a comunicação sem fio local para trocas, batalhas e interação entre jogadores. Em vez de cabos, o encontro de treinadores acontece por meio da conexão nativa do Switch, o que favorece partidas presenciais em eventos, escolas e encontros de fãs. Nos bastidores, a expectativa da comunidade se concentra em outra peça-chave do ecossistema atual: a integração com Pokémon HOME, o serviço que funciona como um grande depósito online da série.
Integração com Pokémon HOME redefine o ciclo de jogo
A conexão com Pokémon HOME, ainda tratada como recurso “esperado”, tende a determinar o peso do relançamento no longo prazo. Se confirmada, a funcionalidade permite que criaturas capturadas em FireRed e LeafGreen migrem para o hub digital usado por títulos recentes, como Pokémon Scarlet e Violet. Essa ponte liga diretamente a experiência clássica do Game Boy Advance ao ambiente competitivo moderno, em campeonatos e trocas globais.
Jogadores veteranos ganham a chance de reconstruir times históricos com ferramentas atuais, enquanto novatos descobrem Kanto já inserida em um ecossistema conectado. A medida também fortalece o valor de colecionismo da franquia, em um momento em que a Nintendo revisita suas origens para manter a relevância diante de jogos de mundo aberto mais complexos e serviços por assinatura que disputam atenção e tempo de tela.
Tradição, mercado retrô e próximos movimentos
O lançamento de FireRed e LeafGreen no Switch se encaixa em uma estratégia mais ampla de explorar o apelo retrô com preços de jogo atual. Ao cobrar R$ 120,99 por cada versão, a The Pokémon Company se apoia no prestígio da marca e na disposição de pagar por nostalgia em formato acessível, sem dependência de cartuchos antigos, emuladores ou consoles descontinuados. O movimento também pode aquecer o mercado secundário de jogos clássicos e impulsionar debates sobre preservação de catálogo em plataformas modernas.
Com a comemoração dos 30 anos, a empresa testa até onde a memória afetiva sustenta relançamentos com ajustes pontuais e poucos riscos estruturais. A recepção de FireRed e LeafGreen no Switch tende a influenciar os próximos passos da franquia, seja em novas remasterizações, seja em possíveis coleções que reúnam diferentes gerações em um único pacote. A pergunta que fica para os próximos aniversários é se Pokémon continuará apenas revisitando o passado ou se usará essa base para arriscar formatos realmente novos.
