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Paulinho treina com elenco do Palmeiras pela 1ª vez após cirurgia

Paulinho participa nesta terça-feira (7) do primeiro treino completo com o elenco do Palmeiras em Cartagena, na Colômbia, a menos de 24 horas da estreia na Libertadores. O atacante volta a trabalhar com o grupo após a segunda cirurgia na canela direita e alimenta a expectativa de reforçar o time na fase de grupos do torneio continental.

Treino leve, símbolo pesado na véspera da estreia

No campo do Colégio Jorge Washington, em Cartagena, o camisa 10 se junta aos companheiros pela primeira vez em uma atividade integral desde julho do ano passado. A reaparição no gramado com o restante do elenco, mesmo sob controle rígido de carga, muda o clima na concentração palmeirense antes do duelo com o Junior Barranquilla, marcado para esta quarta-feira (8), às 21h30 (de Brasília), no estádio Jaime Morón León.

O treino mistura trabalho tático posicional, complemento físico e uma atividade recreativa, sem ações de alta intensidade ou choque mais forte. É exatamente esse desenho, com baixo grau de exigência, que permite a liberação de Paulinho, ainda em fase de recondicionamento físico após a segunda cirurgia na canela direita. O clube trata cada minuto em campo como etapa de um plano que se estende por meses.

Recuperação longa, elenco em ajuste e disputa continental

A lesão na perna direita interrompe a trajetória de Paulinho em 2025 e exige duas intervenções cirúrgicas, a última em julho. A partir dali, o atacante encara um roteiro de fisioterapia diária, reforço muscular e retomada gradual de corrida em campo, sempre sob supervisão conjunta de departamento médico e fisiologia. O retorno ao treino completo, ainda que em uma sessão controlada, fecha um ciclo e abre outro, mais próximo da competição.

O Palmeiras desembarca na Colômbia com um grupo que mistura titulares consolidados e peças recém-chegadas, enquanto monitora ausências importantes. Vitor Roque, principal referência de velocidade no ataque, segue fora. O atacante mantém o cronograma individual, faz trabalhos específicos no gramado, mas não participa de nenhuma sessão com o elenco nos últimos dias e tende a ser baixa na estreia da Libertadores.

O desenho provável da equipe indica Carlos Miguel no gol; Giay, Gustavo Gómez, Murilo e Arthur na linha defensiva; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan e Arias pelo meio; Maurício e Flaco López no ataque. A formação preserva um time competitivo e experiente, mas a presença de Paulinho no treino cria uma alternativa que até pouco tempo parecia distante. A possibilidade de, ao menos, figurar no banco de reservas entra no debate interno.

Nos bastidores, o discurso é de cautela. A comissão técnica repete que não acelera etapas por causa da estreia e que a prioridade é ter o jogador inteiro na parte decisiva da temporada. A resposta física ao treino desta terça, medida em números de GPS, testes de força e feedback direto do atleta, ajuda a definir se ele já reúne condições mínimas de ser relacionado em Cartagena ou se a volta oficial fica para as próximas rodadas da fase de grupos.

Impacto esportivo e psicológico no elenco

A presença de um titular técnico e carismático mexe com a hierarquia do elenco e com a forma de atacar. Paulinho oferece repertório diferente, com capacidade de finalização de média distância e movimentos entre as linhas, algo que o time perde sem Vitor Roque. Em um torneio de mata-mata e viagens longas, ter mais uma opção decisiva no terço final do campo reduz a dependência de poucos nomes e distribui responsabilidades.

O retorno gradual também tem efeito psicológico. A imagem do atacante completando todas as etapas do treino, participando da parte recreativa e interagindo com o grupo funciona como sinal de retomada para um vestiário pressionado por desempenho imediato. Para a torcida, o registro de Paulinho em campo, publicado nas redes do clube, alimenta o otimismo às vésperas da primeira de, no mínimo, seis partidas na fase de grupos.

O controle de carga segue rígido. O departamento físico monitora o tempo de participação em cada exercício, ajusta a intensidade de deslocamentos e evita contato mais pesado. A ideia é fazer com que o jogador ganhe minutos de qualidade sem reviver o histórico recente de dores na canela. Qualquer sinal de desconforto muda o plano na hora e adia a ambição de colocá-lo em campo pela Libertadores.

O que vem depois de Cartagena

A estreia contra o Junior Barranquilla inaugura uma sequência de viagens e jogos decisivos para o Palmeiras em abril e maio. A comissão técnica trabalha com um horizonte de semanas, não de dias, para considerar Paulinho plenamente integrado à rotina competitiva. A participação no treino em Cartagena é um marco, não um ponto final.

O desempenho físico do atacante nas próximas sessões, a resposta da perna direita ao aumento progressivo de intensidade e o calendário da Libertadores vão determinar o ritmo da volta. Se o corpo responder bem, a tendência é que ele ganhe minutos controlados ainda na fase de grupos, em cenários específicos. A torcida observa cada passo e transforma um treino leve em símbolo de esperança; o clube tenta equilibrar essa expectativa com a prudência de quem sabe que uma recaída pode custar uma temporada inteira.

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