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Palpites dividem especialistas para Palmeiras x São Paulo no Paulistão

Palmeiras e São Paulo entram em campo neste sábado (24), na Arena Barueri, pela 5ª rodada do Campeonato Paulista, cercados por desconfiança e expectativa. Em um cenário de pressão dos dois lados, comentaristas renomados se dividem sobre o favorito no clássico.

Clássico sob pressão e mesa de palpites rachada

O Choque-Rei de janeiro não trata apenas de três pontos na tabela. O encontro, marcado para a noite de 24 de janeiro de 2026, vira teste imediato para dois elencos cobrados por reação após tropeços recentes. A dinâmica de palpites, exibida na sexta-feira (23), traduz em números a divisão que hoje domina o debate entre torcedores e analistas.

Sete nomes participaram da rodada de previsões: Renata Fan, Ronaldo Giovanelli, Cicinho, Edu Dracena, João Pedro Sgarbi, João Paulo Cappellanes e Marco Aurélio Cunha. O grupo se reparte quase de forma milimétrica. Dois analistas apostam em empate, três enxergam vitória do Palmeiras e dois cravam triunfo do São Paulo. A diferença é mínima, mas suficiente para sustentar a ideia de equilíbrio absoluto às vésperas do jogo.

Cicinho, ex-lateral tricolor, reforça a confiança na capacidade de reação do São Paulo, que tenta reorganizar o time em meio a críticas e mudanças constantes. Do outro lado da mesa, Edu Dracena, ex-zagueiro do Palmeiras, valoriza a força do elenco alviverde, mesmo sob pressão, e destaca a possibilidade de resposta rápida depois da goleada sofrida no interior. As leituras distintas ajudam a alimentar o clima de clássico grande, mesmo em começo de temporada.

Palmeiras tenta resposta após goleada; São Paulo busca estabilidade

O Palmeiras chega ao Choque-Rei com feridas abertas. A derrota por 4 a 0 para o Novorizontino, na rodada anterior, acende o alerta no clube e pressiona o elenco a dar uma resposta imediata. A expectativa nos bastidores é de força máxima enviada por Abel Ferreira, que planeja escalar o que tem de melhor fisicamente disponível para tentar retomar o controle da narrativa ainda em janeiro.

O recado interno é claro: perder outro jogo em sequência, ainda mais para um rival direto, compromete não só a classificação como também o ambiente no vestiário. A comissão técnica trata o clássico como ponto de virada simbólico. Três pontos na Arena Barueri podem diminuir o peso da goleada sofrida e recolocar o Palmeiras na disputa pela liderança de seu grupo no Paulistão, a poucos jogos do fim da fase de classificação.

O São Paulo não vive situação muito diferente. A derrota por 3 a 2 para a Portuguesa, dentro do Morumbis, expõe fragilidades defensivas e deixa a torcida inquieta com o rendimento recente. Hernán Crespo tenta lidar ao mesmo tempo com oscilações em campo e ruídos fora dele, enquanto ajusta a equipe em meio a um calendário apertado de início de temporada.

O treinador argentino trabalha para reorganizar o sistema defensivo, alvo preferencial de críticas após sofrer três gols em casa. Ao mesmo tempo, busca preservar a confiança de um ataque que mostra capacidade de criação, mas ainda falha na consistência. O clássico surge como termômetro imediato para testar se o time absorve as correções propostas nos treinos desta semana.

A soma de um 4 a 0 contra o Palmeiras e de um 3 a 2 sofrido pelo São Paulo cria um Choque-Rei diferente, em que nenhum dos lados chega confortável. A percepção de que ambos jogam por recuperação ajuda a explicar por que a mesa de especialistas não encontra consenso. Cada palpite carrega uma leitura distinta sobre qual das duas crises pesa mais neste momento.

Equilíbrio nos palpites, impacto direto na tabela e no clima

O resultado do clássico tem efeito imediato na tabela da 5ª rodada do Campeonato Paulista. Uma vitória alviverde, por exemplo, tende a recolocar o Palmeiras na parte de cima de seu grupo, com margem para administrar os jogos seguintes. Ao mesmo tempo, empurra o São Paulo para uma sequência ainda mais tensa, com pressão multiplicada sobre Crespo e sobre o elenco.

Se o desfecho for tricolor, o cenário se inverte. O São Paulo ganha fôlego, recupera parte da confiança após o tropeço diante da Portuguesa e transforma o Choque-Rei em marco de retomada. O Palmeiras, por sua vez, acumula dois resultados negativos em sequência, com um saldo de pelo menos cinco gols sofridos nas últimas duas partidas, e passa a conviver com questionamentos sobre escolhas táticas, escalação e até gestão de elenco.

O empate, defendido por dois dos sete comentaristas na dinâmica, mantém o roteiro de incerteza. Um ponto para cada lado preserva a sensação de campeonato em aberto, mas não dissolve a pressão. As críticas à defesa são-paulina e ao desempenho recente do Palmeiras seguiriam na pauta, com o clássico visto mais como oportunidade desperdiçada do que como alívio.

Os palpites, embora não alterem o que acontece em campo, ajudam a moldar o clima antes da bola rolar. Quando ex-jogadores como Cicinho e Edu Dracena se posicionam, levam consigo o peso de quem já viveu jogos decisivos entre Palmeiras e São Paulo. A presença de figuras populares como Renata Fan, Ronaldo Giovanelli, João Pedro Sgarbi, João Paulo Cappellanes e Marco Aurélio Cunha amplia o alcance da discussão, movimenta redes sociais e alimenta conversas em grupos de mensagens até a noite de sábado.

O que está em jogo depois do apito final

O clássico deste sábado pode funcionar como divisor de águas no estadual. Uma atuação convincente, com vitória clara, tende a redefinir a percepção externa sobre o trabalho de Abel Ferreira ou de Hernán Crespo já nas próximas rodadas. O impacto não se limita à tabela: atinge diretamente o humor das arquibancadas, a confiança dos elencos e a margem de manobra da diretoria em eventuais ajustes.

A continuidade dos projetos em cada clube passa, em parte, pelo que acontece na Arena Barueri. Um resultado negativo prolonga o debate sobre eventuais mudanças de estratégia, reforços para a temporada e prioridades no calendário de 2026. Um resultado positivo, por outro lado, permite que o vencedor use o Paulistão como laboratório com menos barulho externo.

Os especialistas já colocam suas fichas, mas o enredo segue aberto. Restará ao Palmeiras provar que a goleada em Novorizonte é apenas um acidente de percurso, e ao São Paulo mostrar que a derrota para a Portuguesa não é prenúncio de algo maior. Quando o apito final soar em Barueri, a tabela do Paulistão muda, e a narrativa da temporada de 2026 ganha um novo capítulo para ser debatido na próxima rodada de palpites.

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