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Palmeiras recusa oferta do Al-Ittihad por Luighi e adia decisão

O Palmeiras recusa, nos primeiros dias de fevereiro de 2026, uma proposta oficial do Al-Ittihad, da Arábia Saudita, pelo atacante Luighi. A diretoria segura a joia da base e adia qualquer decisão sobre o futuro do jovem.

Palmeiras adota cautela com joia da base

A oferta saudita chega ao clube em meio à janela internacional e coloca o nome de Luighi, formado na base alviverde, no radar do mercado externo. A proposta, feita diretamente pelo Al-Ittihad, é formal, envolve valores superiores aos praticados em negociações nacionais e expõe o apetite financeiro do futebol saudita. Mesmo assim, o Palmeiras responde com um não, ao menos por enquanto.

Nos bastidores, a decisão é tratada como estratégica. A diretoria entende que ainda é cedo para cravar o próximo passo da carreira do atacante, um dos principais ativos do elenco para os próximos anos. A recusa abre espaço para novas conversas, ajustes de valores e, principalmente, para uma reflexão interna sobre o papel de Luighi no projeto esportivo do clube. Dirigentes apontam que o momento do mercado, com o real desvalorizado frente ao dólar e ao euro, torna qualquer venda definitiva uma equação delicada.

Interesse internacional e disputa por valorização

O movimento do Al-Ittihad não acontece por acaso. Clubes sauditas ampliam investimentos desde 2023, com contratos longos e cifras milionárias para atrair nomes de diferentes perfis, dos medalhões europeus a jovens promessas sul-americanas. O interesse em Luighi sinaliza que o atacante, ainda no início da trajetória profissional, já desperta atenção além das fronteiras brasileiras. No mercado, o caso é visto como mais um capítulo da pressão externa sobre talentos formados no país.

A postura do Palmeiras indica que o clube tenta inverter a lógica da venda rápida. Ao recusar a primeira investida, a diretoria busca ganhar tempo para avaliar desempenho esportivo, potencial de valorização e cenário da próxima janela. Em conversas reservadas, a cúpula alviverde reforça que não pretende abrir mão de jogadores formados em casa sem contrapartidas robustas, tanto em valores fixos quanto em percentuais de revenda futura. O entendimento é que, se Luighi assumir protagonismo em campo ao longo de 2026, qualquer nova oferta pode superar em muitos milhões o que chega agora.

Impacto no elenco e no mercado

A recusa ao Al-Ittihad tem efeito imediato no vestiário. O técnico ganha fôlego para seguir contando com uma opção jovem de ataque, em um calendário apertado que inclui Campeonato Paulista, Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. A permanência de Luighi também reduz, por ora, a necessidade de buscar uma reposição no mercado, o que exigiria investimento alto e negociação acelerada em uma janela curta.

No mercado, agentes e clubes observam. A movimentação saudita reforça a tendência de assédio sobre jogadores em formação, muitas vezes antes de se firmarem como titulares. A resposta do Palmeiras, mais dura, pode servir de referência para outras diretorias que lidam com propostas de fora: ou se paga o preço pretendido, com cláusulas bem amarradas, ou o talento fica. Em meio a receitas de bilheteria, direitos de transmissão e patrocínios pressionados, preservar ativos técnicos passa a ser também uma forma de proteção financeira.

Futuro em aberto e pressão por definição

O futuro de Luighi permanece em aberto. A recusa não encerra o assunto e deve provocar nova rodada de contatos entre representantes do jogador, Palmeiras e interessados do exterior nas próximas semanas. Uma mudança na proposta, com bônus por metas, gatilhos de desempenho ou aumento do percentual de venda, pode recolocar a negociação em outro patamar ainda em 2026.

Enquanto isso, o jovem atacante entra na temporada sob holofotes. Cada atuação passa a ser lida não só pelo que representa em campo, mas também pelo impacto em eventuais ofertas. A diretoria caminha entre duas pressões: a necessidade de montar um time competitivo e a de equilibrar as contas com eventuais vendas. Até que surja uma proposta considerada irrecusável, ou que o clube opte por construir um ciclo mais longo com Luighi, a pergunta segue sem resposta definitiva: o próximo passo do garoto será no Allianz Parque ou em um estádio saudita.

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