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Palmeiras mantém time titular e deixa Arias no banco contra o Flu

Palmeiras e Fluminense entram em campo às 21h30 desta quinta-feira (26), na Arena Barueri, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro. Abel Ferreira mantém o time titular em boa fase e volta a deixar Jhon Arias no banco, em duelo direto por posição entre os líderes na largada do torneio.

Abel banca a base e segura Arias como arma

A Arena Barueri recebe um Palmeiras que aposta na continuidade. Depois de emendar boas atuações em fevereiro de 2026, Abel Ferreira repete a formação que encaixa rendimento e resultados, mesmo com a pressão natural para escalar um reforço de peso como Jhon Arias desde o início. O colombiano, que estreia pelo clube no mata-mata do Paulista contra o Capivariano, volta a aparecer como opção para o segundo tempo.

O Palmeiras inicia a partida com Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan e Maurício; Flaco López e Vitor Roque. A base tem protagonistas em boa fase recente, com a dupla de zaga consolidada, laterais estáveis e meio-campo de alta competitividade. Na frente, Flaco e Vitor Roque vivem sequência rara de minutos juntos, o que pesa na balança para manter a formação.

O cenário confirma a leitura de Abel de que o time precisa, neste momento, de estabilidade, não de ruptura. A opção por Arias no banco protege a estrutura que responde em campo e oferece ao técnico uma carta forte para mudar o jogo na segunda etapa, seja em busca de velocidade pelos lados, seja para explorar espaços se o Fluminense se abrir mais.

Os desfalques ajudam a explicar o desenho. Paulinho, em recuperação de cirurgia na perna direita, segue fora e ainda não tem data exata para retorno, o que tira do treinador um jogador versátil para o meio-campo. Emiliano Martínez, com lesão na panturrilha, também desfalca o time e limita alternativas na defesa. Mesmo assim, Abel prefere mexer o mínimo possível e preservar a base que sustenta a arrancada no Brasileirão.

Fluminense poupa, mira o Carioca e altera o equilíbrio

Do outro lado, o Fluminense chega a Barueri com um olho em São Paulo e outro no Rio. Luis Zubeldía decide poupar peças importantes, de olho no segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca contra o Vasco, marcado para domingo (1), e mexe no peso do confronto. Jemmes, Renê, Samuel Xavier e Jhon Kennedy começam no banco, sinal claro de que o planejamento do clube prioriza também o calendário local.

O time tricolor inicia o duelo com Fábio; Guga, Ignácio, Freytes e Guilherme Arana; Bernal, Martinelli, Lucho Acosta e Savarino; PH Ganso e Kevin Serna. A formação mistura jogadores consolidados, como Fábio e Ganso, com atletas que ainda buscam afirmação contínua como titulares. A escolha tenta equilibrar competitividade no Brasileirão e desgaste físico em uma sequência que inclui decisão regional em menos de 72 horas.

A partida ganha contornos de teste de profundidade de elenco. O Palmeiras se apoia em um time considerado ideal neste início de competição, enquanto o Fluminense mede a capacidade de suas chamadas “segundas opções” em segurar um candidato ao topo da tabela. Em torneios de pontos corridos, decisões tomadas em finais de fevereiro podem pesar em outubro e novembro, quando a disputa pelo título costuma afunilar.

A renúncia a uma escalação máxima hoje não significa abandono do Brasileiro, mas explicita o dilema que se repete ano após ano: como dividir força entre estadual, nacional e, em breve, competições continentais. O jogo em Barueri acaba funcionando como termômetro da estratégia tricolor e como oportunidade para o Palmeiras explorar uma possível vantagem competitiva já na 4ª rodada.

Briga pela liderança e pressão por resposta imediata

O duelo vale mais do que três pontos. As duas equipes chegam à 4ª rodada com ambição declarada de brigar pela parte de cima da tabela, e um tropeço agora pode custar posições importantes numa largada em que cada detalhe conta. Três vitórias em quatro jogos, por exemplo, costumam projetar o time vencedor para a faixa de liderança, enquanto uma combinação de derrotas e empates abre espaço para concorrentes diretos.

No Palmeiras, a escolha por manter Arias na reserva também conversa com a relação com a torcida. O atacante chega cercado de expectativa e tem preço e peso de protagonista, mas encontra um vestiário com hierarquias definidas. Se o time vence e mantém desempenho alto, Abel fortalece seu discurso de meritocracia e de respeito ao momento de quem já está em campo. Se o rendimento cai, a cobrança por mudanças rápidas, com o colombiano entre os 11, tende a crescer de forma imediata.

No Fluminense, a opção por preservar nomes como Jhon Kennedy abre espaço para jovens e reservas mostrarem serviço em um palco de pressão. Uma boa atuação fora de casa, contra um Palmeiras em força máxima, oferece argumento sólido para Zubeldía na rotação do elenco ao longo da temporada. Uma derrota com atuação apagada coloca luz sobre a decisão de poupar em um campeonato que não perdoa sequência ruim.

O compromisso em Barueri também dialoga com o calendário pesado de 2026. Com Brasileirão, estaduais e competições continentais comprimidos em pouco mais de oito meses, a gestão de minutagem ganha peso quase de título. Times que conseguem manter intensidade acima de 90 minutos, mesmo com trocas ao longo da partida, tendem a disputar as primeiras posições. Nesse contexto, a presença de Arias no banco e de nomes importantes na reserva tricolor pode decidir não apenas o jogo, mas o fôlego das equipes nas próximas semanas.

Ensaio para a temporada e cobranças adiante

O encontro entre Palmeiras e Fluminense nesta 4ª rodada funciona como uma espécie de ensaio geral para o que os dois clubes pretendem ser em 2026. Abel Ferreira testa até onde consegue levar a ideia de estabilidade máxima, mesmo com reforços à disposição. Zubeldía mede a capacidade de seu elenco de responder em diferentes frentes, sem abrir mão de protagonismo regional e nacional.

O apito inicial em Barueri não encerra o debate sobre escalações, apenas o inaugura em novo capítulo. Se o Palmeiras confirma a boa fase, Abel reforça o capital político junto à diretoria e à arquibancada e ganha margem para seguir rodando pouco a equipe titular. Se o resultado escapa, a pressão por Arias entre os 11 e por ajustes mais profundos ganha corpo já na próxima rodada. No Fluminense, a resposta vem no domingo, no Maracanã lotado, quando a semifinal contra o Vasco dirá se a conta de poupar hoje fecha no fim de semana. A tabela do Brasileirão, daqui a alguns meses, mostrará quem acertou a mão neste início de percurso.

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