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Palmeiras goleia Capivariano e vai à 13ª semifinal seguida do Paulistão

O Palmeiras vence o Capivariano por 4 a 0 neste sábado (21), na Arena Crefisa Barueri, e avança à semifinal do Campeonato Paulista pela 13ª vez seguida. O time mantém a rotina de decisões no Estado e reforça a própria hegemonia recente na competição.

Domínio em campo e sequência histórica

O placar elástico nasce de uma atuação madura. Vitor Roque marca duas vezes, Andreas Pereira e Ramón Sosa completam a goleada, e o Palmeiras transforma uma noite de mata-mata em demonstração de força. O Capivariano resiste enquanto aguenta, mas sucumbe à intensidade alviverde e deixa Barueri sem reação.

O resultado coloca o clube na penúltima fase do Paulistão em todas as edições desde 2014. É a 13ª semifinal consecutiva, marca que nenhum outro rival atinge no período. De lá para cá, o Palmeiras disputa seis finais seguidas e ergue a taça em 2020, 2022, 2023 e 2024, além dos vices em 2015, 2018, 2021 e 2025. Quando não chega à decisão, para apenas nas semifinais, como em 2014, 2016, 2017 e 2019.

A escolha pela Arena Crefisa Barueri, em vez do Allianz Parque, não altera a rotina de mando. O time chega a 20 jogos de invencibilidade em casa, com 15 vitórias e cinco empates desde agosto de 2025. Em Barueri, a sequência é ainda mais simbólica: são oito partidas sem derrota, com seis triunfos seguidos, série que supera qualquer outra do clube no estádio em toda a história.

As vitórias em sequência em Barueri ajudam a consolidar a arena como segundo lar. Corinthians, São Paulo, Santos, Mirassol, Vitória, Guarani e agora o Capivariano formam a lista recente de adversários que saem sem vencer. A atual série de seis vitórias rompe o antigo recorde de cinco triunfos entre 2012 e 2022 e projeta o estádio como peça estratégica no calendário do clube.

Abel acumula marcas e defesa mantém padrão

O roteiro em campo passa por Abel Ferreira. O treinador chega a 84 partidas de Campeonato Paulista pelo Palmeiras e se isola como o sétimo técnico com mais jogos do clube no torneio. Ao alcançar 53 vitórias, iguala Luiz Felipe Scolari na quarta posição do ranking histórico de triunfos alviverdes na competição.

A consistência nos números ajuda a explicar a sensação de controle. Desde o início de 2022, o Palmeiras disputa 73 jogos de Paulistão e perde apenas sete. São 48 vitórias, 18 empates, 116 gols marcados e só 43 sofridos. As derrotas se concentram em cenários pontuais: as partidas de ida das finais de 2022, 2023, 2024 e 2025, além dos tropeços para Novorizontino, em duas edições, e Botafogo-SP em 2026.

A solidez defensiva entra em destaque em mais uma noite sem sustos para Carlos Miguel. O goleiro sai de campo sem levar gol pela 12ª vez em 22 partidas com a camisa alviverde. O índice de 54,5% de jogos com a meta intacta o coloca à frente de todos os outros 17 goleiros que defendem o Palmeiras neste século. Weverton, referência recente, aparece logo atrás, com 48%, seguido por Marcelo Lomba, com 40%.

Os números médios também puxam a curva para cima. Carlos Miguel sofre apenas 16 gols nesses 22 jogos, média de 0,72 por partida. Entre arqueiros alviverdes em campeonatos desde 2001, ninguém tem desempenho melhor. Weverton, com 0,73, lidera a tropa de elite que ainda inclui Jailson, Marcelo Lomba e Fernando Prass. A comparação mostra que a atual versão do sistema defensivo mantém o padrão de excelência que marca a era recente do clube.

Pressão sobre rivais e próximos capítulos do Paulistão

A nova classificação alimenta a sensação de inevitabilidade em torno do Palmeiras no cenário estadual. O time entra na fase decisiva de 2026 como favorito declarado, somando quatro títulos nas últimas seis edições e presença constante em semifinais e finais. A sequência pressiona rivais, que se veem obrigados a elevar investimento, planejamento e desempenho para romper a hegemonia alviverde.

O impacto vai além das quatro linhas. A regularidade em mata-matas valoriza o elenco, fortalece a posição de Abel Ferreira no mercado e consolida o clube como protagonista em qualquer discussão sobre futebol brasileiro. Para a torcida, a expectativa deixa de ser apenas chegar às semifinais e passa a ser o modo como o time vai administrar a vantagem técnica que exibe nos números. A campanha até aqui indica um Palmeiras pronto para mais uma decisão. A resposta agora depende de quem consegue, enfim, oferecer resistência real ao domínio verde no Estado.

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