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Palmeiras faz treino tático e ajusta time para enfrentar o Fluminense

O Palmeiras realiza nesta terça-feira (24) um treino tático no campo de treino do clube, em São Paulo, para se ajustar aos desfalques antes de enfrentar o Fluminense, pela 4ª rodada do Brasileirão. A comissão técnica trata a atividade como decisiva para definir a formação titular e a estratégia que irá a campo no fim de semana, em um duelo direto por posições na parte de cima da tabela.

Comissão técnica aperta o ritmo em semana decisiva

O trabalho desta terça-feira marca a virada de chave na preparação alviverde. Depois de sessões voltadas à recuperação física e ajustes leves com bola, o elenco passa a treinar cenários de jogo em ritmo mais intenso, com foco em organização coletiva. O objetivo é dar respostas rápidas à ausência de peças importantes e preservar a sequência positiva no campeonato.

A movimentação em campo se concentra em dois eixos: compactação defensiva e saída de bola mais vertical. Os auxiliares dividem o elenco em blocos, simulam pressão alta do Fluminense e cobram tomadas de decisão em poucos toques. O treinador orienta zagueiros e volantes a encurtar espaços entre as linhas, enquanto pontas e laterais recebem instruções para atacar as costas da defesa adversária.

O treino tático desta terça é o primeiro em que a comissão esboça, por inteiro, a formação pensada para domingo. A definição leva em conta o desgaste acumulado nas últimas semanas, que inclui viagens longas e jogos em sequência de três em três dias. Jogadores com maior minutagem, alguns com mais de 270 minutos em campo no mês, têm carga controlada, mas participam ativamente das atividades de posicionamento.

Treino mira tabela e tenta blindar time dos desfalques

O contexto de tabela ajuda a explicar o grau de exigência no treino. Em um Brasileirão que oferece 38 rodadas e costuma ser decidido em detalhes, perder pontos em casa na 4ª rodada pode pesar na conta de novembro. O Palmeiras entra na partida com o objetivo explícito de manter o aproveitamento alto e evitar oscilações causadas por lesões e suspensões.

A comissão técnica trabalha com o cenário de pelo menos dois a três desfalques entre titulares habituais, número suficiente para mexer na espinha dorsal da equipe. A resposta vem no desenho tático: a formação é ajustada para proteger o setor mais desfalcado e explorar o ponto mais vulnerável do adversário. Meias recebem a orientação de se aproximar mais dos zagueiros na saída de bola, enquanto atacantes têm papel reforçado na primeira linha de marcação.

Nos treinos fechados, a conversa repete um mantra conhecido em temporadas longas: elenco ganha campeonato, não apenas os 11 titulares. Reservas e jovens da base são testados em situações de maior responsabilidade, inclusive em jogadas ensaiadas de bola parada, que costumam decidir partidas apertadas. Em disputas diretas na parte alta da tabela, um gol de escanteio ou falta lateral pode significar três pontos e mudança de posição imediata na classificação.

O treino também tem efeito simbólico. A preparação detalhada para enfrentar o Fluminense sinaliza ao elenco que o jogo vale mais do que apenas três pontos. Uma vitória diante de um rival direto, em fevereiro, costuma fortalecer o ambiente interno, reduzir a pressão externa e dar margem para rotações futuras sem abalar a confiança da torcida.

Palmeiras busca manter sequência e controlar o roteiro do campeonato

Os próximos dias no centro de treinamento serão dedicados a ajustes finos. A comissão pretende repetir a formação principal em ao menos dois trabalhos com bola até a véspera da partida, para consolidar movimentos automáticos. A ideia é chegar a domingo com uma equipe que saiba exatamente como reagir quando estiver pressionada, em vantagem ou precisando virar o placar.

O jogo contra o Fluminense tende a funcionar como termômetro da profundidade do elenco palmeirense no início da temporada. Se o time responde bem aos desfalques e mantém o padrão de desempenho, ganha fôlego para enfrentar um calendário que, entre estaduais, Brasileirão e competições continentais, pode ultrapassar 70 partidas no ano. Se tropeça em casa, aumenta a margem de dúvida sobre a capacidade de atravessar meses de maratona sem queda brusca de rendimento.

O treino tático desta terça, desenhado para antecipar problemas e testar soluções, não garante resultado no fim de semana, mas expõe a estratégia do clube para seguir competitivo em um campeonato de regularidade extrema. A resposta virá nos 90 minutos diante do Fluminense e nos desdobramentos imediatos na tabela. Até lá, a bola rola apenas no campo de treino, onde cada ajuste de posição pode significar, lá na frente, a diferença entre brigar pelo título ou apenas por vaga em torneios continentais.

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