Oppo lança A6x no Brasil com bateria de 6.500 mAh por R$ 989
A Oppo começa a vender no Brasil, nesta quarta-feira (25), o celular A6x, modelo de entrada com bateria de 6.500 mAh que promete mais de um dia longe da tomada. O aparelho chega às lojas oficiais da marca e a redes como Magazine Luíza e Casas Bahia, com preço a partir de R$ 989,10 no Pix.
Entrada agressiva com foco em autonomia
O lançamento coloca a chinesa em uma disputa direta com rivais populares na faixa dos R$ 1.000, ao apostar em um componente que pesa cada vez mais na escolha do consumidor: a bateria. Com 6.500 mAh, uma das maiores capacidades entre os celulares básicos vendidos no país, a Oppo promete até 22,4 horas de streaming contínuo de vídeo e cerca de 11 horas de jogos sem recarga.
Na prática, a marca mira usuários que passam o dia inteiro na rua, como motoristas de aplicativo, entregadores e profissionais que dependem do celular para trabalhar. A empresa afirma que a bateria mantém desempenho consistente por até quatro anos mesmo com recargas diárias, argumento que tenta afastar o temor de perda rápida de autonomia, comum em modelos mais baratos.
Tela veloz, NFC e funções pensadas para o dia a dia
O A6x traz tela de 6,75 polegadas com resolução HD+ e taxa de atualização de 120 Hz, recurso ainda raro em celulares de entrada. Essa frequência mais alta deixa animações, rolagem de páginas e jogos compatíveis com aparência mais fluida, mesmo com um processador intermediário. Por dentro, o aparelho roda um Snapdragon 685, chip lançado em 2023, combinado com 4 GB de memória RAM, suficiente para tarefas do dia a dia, redes sociais e jogos leves.
O celular chega em duas cores, púrpura e azul, e inclui recursos focados em uso intenso fora de casa. O modo Outdoor 2.0 ajusta o brilho automaticamente para melhorar a leitura da tela sob sol forte, enquanto o Glove Touch mantém a resposta ao toque mesmo com luvas. O recurso Splash Touch promete funcionamento preciso com a tela molhada ou com as mãos úmidas, cenário comum para quem trabalha sob chuva ou manuseia o aparelho em cozinhas e ambientes de delivery.
O pacote ainda inclui suporte à tecnologia NFC, que permite pagamentos por aproximação em maquininhas e catracas compatíveis. O recurso, antes concentrado em modelos mais caros, dispensa o uso de cartão físico e aproxima o A6x de serviços de carteira digital e bancos que já oferecem essa forma de pagamento. A Oppo tenta, assim, posicionar o aparelho como uma ferramenta completa para quem se desloca o tempo todo com o celular no bolso.
Outro diferencial é o carregamento reverso, função que transforma o A6x em uma espécie de powerbank. Com um cabo adequado, o usuário consegue usar a bateria do aparelho para recarregar fones de ouvido, relógios inteligentes ou até outro celular em emergências. A estratégia reforça o foco em autonomia, não apenas para o próprio usuário, mas também para os gadgets que o acompanham ao longo do dia.
Preço agressivo e pressão sobre concorrentes
O A6x desembarca com preço oficial de R$ 1.099, valor que pode ser parcelado em até 10 vezes no cartão. Para pagamento à vista no Pix, o aparelho sai por R$ 989,10, com 10% de desconto. A política coloca o modelo em rota de colisão com aparelhos como o Galaxy A07, da Samsung, que traz bateria de 5.000 mAh e hoje é um dos principais nomes no segmento de entrada.
O conjunto de especificações revela a estratégia da Oppo. O armazenamento interno é de 128 GB, com espaço para cartão de memória de até 2 TB, alívio para quem baixa muitos vídeos, fotos e aplicativos. O aparelho vem com capa de silicone na caixa e película já aplicada de fábrica, além de dois anos de garantia, prazo superior ao padrão mínimo exigido no país.
O ponto mais econômico do conjunto aparece nas câmeras. A lente principal tem 13 MP e a frontal, 5 MP, números modestos em um mercado acostumado a sensores de 50 MP mesmo em celulares baratos. A Oppo aposta mais em bateria e funções práticas do que em fotografia para justificar o pacote geral. A empresa não divulga dados detalhados sobre processamento de imagem, mas indica que o foco está em registros do dia a dia, sem ambição de disputar com intermediários avançados.
O que muda para o consumidor e para o mercado
A chegada do A6x amplia a oferta de celulares acessíveis com recursos que até pouco tempo eram exclusivos de modelos mais caros, como NFC e tela de alta taxa de atualização. Para o consumidor, a principal mudança está na possibilidade de priorizar bateria e praticidade sem necessariamente subir de faixa de preço. Quem passa muitas horas em deslocamento ganha uma opção que promete reduzir a dependência de tomadas e carregadores portáteis.
Para o mercado, o movimento aumenta a pressão sobre concorrentes tradicionais no Brasil, em especial Samsung, Motorola e Xiaomi, que disputam o segmento de entrada com catálogos amplos. A combinação de bateria grande, carregamento reverso e pacote de acessórios na caixa tende a forçar respostas em futuros lançamentos e reajustes de portfólio. Se o A6x ganhar tração nas grandes varejistas, a expectativa é de mais aparelhos acima de 6.000 mAh nessa faixa de preço nos próximos meses.
A Oppo ainda tenta consolidar sua presença no país, onde enfrenta desafios logísticos e de reconhecimento de marca. O A6x surge como um teste importante dessa estratégia: se o consumidor brasileiro adotar um modelo de entrada com foco tão claro em autonomia, a empresa deve acelerar a chegada de outros aparelhos com propostas semelhantes. A resposta do público nos primeiros meses de venda vai indicar se a aposta na bateria gigante se transforma em novo padrão ou segue como um nicho dentro do mercado de smartphones básicos.
