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Ônibus pega fogo após colisão com moto na BR-040 em MG

Um ônibus com 24 passageiros colide com uma moto e pega fogo na BR-040, em Santos Dumont (MG), por volta das 2h desta sexta-feira (27). Equipes de resgate correm para conter as chamas e atender vítimas em potencial, enquanto autoridades ainda não divulgam número de feridos ou mortos.

Madrugada interrompida pelo fogo na rodovia

O silêncio da madrugada na BR-040 termina em clarão e fumaça densa no km 746, na região de Santos Dumont, na Zona da Mata mineira. O impacto entre o ônibus e uma moto transforma a pista em cenário de emergência em poucos minutos. O veículo de passageiros, que seguia com 24 pessoas a bordo, começa a pegar fogo logo após a batida, obrigando uma corrida às pressas para evitar uma tragédia maior.

Motoristas que trafegam pelo trecho relatam que o incêndio se espalha rapidamente pela parte traseira do ônibus e atinge a carroceria. Passageiros deixam o veículo às pressas, sob orientação de socorristas e da própria equipe da empresa responsável pelo transporte. O Corpo de Bombeiros é acionado pouco depois e desloca viaturas para o local, enquanto equipes de resgate da concessionária que administra a rodovia ajudam nos primeiros atendimentos.

Impacto na segurança e no trânsito da BR-040

O fogo obriga a interdição parcial da pista sentido Rio de Janeiro–Belo Horizonte, em um dos corredores rodoviários mais movimentados do país. Motoristas enfrentam redução de velocidade e retenções, ainda no começo da manhã, enquanto bombeiros combatem os focos remanescentes e técnicos avaliam as condições do asfalto. A falta de informações oficiais sobre o estado de saúde dos ocupantes do ônibus e do condutor da moto aumenta a apreensão de famílias e de quem depende diariamente da BR-040.

Um socorrista que participa da operação descreve a cena como “tensa” e ressalta a dificuldade de atuar em uma rodovia de pista simples, no escuro. “Chegamos com as chamas altas e muita gente na beira da estrada, assustada. O primeiro trabalho é tirar todo mundo da área de risco e garantir que não haja explosão”, afirma, sob condição de anonimato. A Polícia Rodoviária Federal isola o trecho e começa a colher depoimentos para tentar entender como a moto entra na trajetória do ônibus e provoca a colisão.

Incêndios em série acendem alerta na região

Moradores de Santos Dumont e cidades vizinhas lembram que o incêndio não é um caso isolado. Na noite de quinta-feira (26), poucas horas antes do acidente na BR-040, um carro estacionado em uma rua de Ibertioga, também em Minas, é completamente destruído pelas chamas. A suspeita inicial, ainda não confirmada, é de que o fogo tenha sido provocado de forma criminosa. As autoridades não falam em ligação entre os dois episódios, mas a coincidência em menos de 24 horas intensifica o clima de preocupação.

Especialistas em trânsito ouvidos pela reportagem afirmam que acidentes graves na madrugada costumam combinar baixa visibilidade, cansaço de motoristas e, muitas vezes, excesso de velocidade. A BR-040, que liga o Rio a Brasília e corta Minas Gerais, registra historicamente altos índices de colisões frontais e atropelamentos. “O ponto crítico é a sensação de pista livre, que leva muitos condutores a relaxar a atenção justamente quando o risco é maior”, explica um engenheiro de transporte consultado pela reportagem.

Investigação deve mirar causas da colisão e resposta à emergência

As próximas horas serão decisivas para esclarecer o que leva o ônibus a atingir a moto no km 746. A Polícia Civil deve abrir inquérito para apurar se houve imprudência, falha mecânica ou problema de sinalização no trecho. Imagens de câmeras instaladas na rodovia e vídeos gravados por motoristas podem ajudar a reconstituir a dinâmica do acidente, segundo policiais ouvidos reservadamente.

O Ministério Público de Minas Gerais acompanha casos de acidentes recorrentes em trechos concessionados e pode solicitar relatórios sobre o atendimento à ocorrência e o histórico de segurança do segmento da BR-040. A empresa responsável pelo ônibus deverá apresentar documentação sobre a manutenção da frota, jornada do motorista e número exato de passageiros embarcados. Enquanto laudos periciais não ficam prontos, o episódio reforça uma pergunta incômoda para quem depende da estrada: até quando viagens rotineiras na madrugada continuarão carregando o risco de terminar em chamas no acostamento?

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