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Novorizontino vence Botafogo-SP e assume liderança do Paulistão

O Novorizontino vence o Botafogo-SP por 2 a 0, neste domingo (25), e assume a liderança do Paulistão. A vitória, construída com autoridade, supera o Palmeiras no saldo de gols e redesenha o topo da tabela.

Vitória que muda o cenário do campeonato

O resultado coloca o time de Novo Horizonte no centro da disputa estadual. A equipe chega a 12 pontos e abre vantagem no saldo de gols, com oito marcados e apenas um sofrido, contra os mesmos 12 pontos do Palmeiras, mas com saldo de um. A arrancada confirma o bom início de campanha e transforma o Novorizontino em protagonista de um campeonato historicamente dominado por gigantes da capital.

O jogo começa sob a expectativa de um confronto equilibrado, mas o Novorizontino rapidamente impõe ritmo mais alto. A equipe ocupa o campo ofensivo, troca passes com segurança e pressiona a saída de bola do Botafogo-SP. A postura rende frutos aos 24 minutos do primeiro tempo, quando Léo Naldi invade a área e é derrubado por Patrick Brey. O árbitro marca pênalti sem hesitar.

Rômulo assume a responsabilidade, coloca a bola na marca da cal, encara o goleiro e finaliza com precisão. A cobrança firme abre o placar e consolida o domínio do time da casa na etapa inicial. O Botafogo-SP sente o golpe, demora a reagir e passa a correr atrás do jogo, enquanto o Novorizontino controla espaços e tempo, girando a bola e escolhendo bem as jogadas.

O primeiro tempo se desenha com maior volume do Novorizontino, que cria as principais oportunidades, mesmo sem transformar o controle em goleada. A equipe mostra organização tática, compactação entre os setores e paciência para atacar. O Botafogo-SP, recuado, tenta respostas em bolas longas e contra-ataques esporádicos, mas não consegue ameaçar de forma consistente.

Equilíbrio nas estatísticas, diferença na eficiência

O intervalo muda o roteiro em aparência, mas não em resultado. O Botafogo-SP volta para o segundo tempo com postura mais agressiva, adianta as linhas e tenta empurrar o Novorizontino para o próprio campo. A equipe de Ribeirão Preto passa a finalizar mais, especialmente com Rafael Gava, que arrisca de média distância e procura corrigir a atuação apagada da primeira etapa.

As estatísticas começam a apontar um duelo mais equilibrado. O Botafogo-SP termina o jogo com 56% de posse de bola e nove finalizações, contra sete do Novorizontino. Os números, porém, escondem um dado decisivo: a diferença na eficiência. Enquanto o time de Novo Horizonte consegue transformar chegadas em gol, o Botafogo-SP esbarra nas limitações do próprio ataque e na segurança defensiva adversária.

O Novorizontino não se fecha totalmente. A equipe aceita recuar alguns metros, mas segue escolhendo bem o momento de contra-atacar. As transições são rápidas e bem coordenadas, puxadas principalmente pelos homens de frente. O Botafogo-SP se lança ao ataque, mas deixa espaços generosos entre defesa e meio-campo, cenário ideal para quem joga com o placar a favor.

O castigo para o time de Ribeirão Preto vem aos 40 minutos do segundo tempo. Robson Fernandes recebe na entrada da área, limpa a marcação em jogada individual e finaliza com categoria. A bola viaja firme, fora do alcance do goleiro, e morre no fundo da rede. O golaço encerra as esperanças de reação e confirma uma atuação madura do Novorizontino em jogo decisivo para a parte de cima da tabela.

O impacto do resultado é imediato. Com 12 pontos e saldo de oito gols, o Novorizontino assume a liderança isolada do Paulistão e pressiona o Palmeiras, que vê surgir um concorrente menos previsível na briga pelas primeiras posições. A campanha sólida, aliada ao desempenho consistente, afasta a ideia de surpresa ocasional e reforça a imagem de um projeto esportivo em crescimento no interior paulista.

Pressão no topo e alerta na parte de baixo da tabela

O outro lado da derrota aparece na tabela do Botafogo-SP. O time estaciona nos 5 pontos, permanece na 12ª colocação e volta a conviver de perto com a zona de rebaixamento. A distância para os últimos colocados é pequena, e o calendário não oferece muito tempo para ajustes profundos. Cada rodada passa a carregar peso maior para quem ainda busca estabilidade.

A atuação em Novo Horizonte expõe dilemas conhecidos. O Botafogo-SP consegue ter a bola, soma 56% de posse, constrói algumas tramas ofensivas, mas carece de contundência nos momentos-chave. As melhores chances param em finalizações de fora da área e não se convertem em gols. A defesa, por sua vez, comete um pênalti infantil e cede espaços preciosos no fim do jogo, quando o time precisa se lançar ao ataque com inteligência, não apenas com ímpeto.

Para o torcedor do Novorizontino, a noite tem sabor duplo. A vitória em casa fortalece a confiança e alimenta o sonho de uma campanha histórica. Liderar o Paulistão em janeiro, à frente de clubes como o Palmeiras, não é apenas um dado estatístico. É um recado ao campeonato e um estímulo à própria torcida, que passa a enxergar o time como candidato real a disputar fases mais agudas, e não apenas a sobreviver na elite.

O desempenho consistente do sistema defensivo, aliado à eficiência no ataque, sustenta essa percepção. Sofrer apenas um gol em cinco rodadas e marcar oito mostra equilíbrio raro para clubes do interior. A combinação entre organização tática, disciplina sem a bola e qualidade nas decisões ofensivas explica por que o Novorizontino não só vence, mas também controla cenários de pressão.

Próximos capítulos da disputa e desafios em aberto

A liderança conquistada neste 25 de janeiro de 2026 muda a forma como os rivais encaram o Novorizontino. As próximas rodadas devem trazer adversários mais atentos, dispostos a explorar eventuais fragilidades de um time que agora entra em campo carregando o status de primeiro colocado. A resposta da equipe diante desse novo contexto vai mostrar se a arrancada se traduz em campanha duradoura.

No lado do Botafogo-SP, a urgência por reação cresce. A comissão técnica precisa ajustar o equilíbrio entre posse de bola e profundidade, reduzir erros individuais e converter domínio em gols concretos. A permanência na parte de baixo da tabela, em início de temporada, acende um alerta precoce que pode se transformar em problema estrutural se não houver resposta rápida.

O Paulistão ganha um enredo menos óbvio com o Novorizontino na liderança e o Botafogo-SP rondando a zona de rebaixamento. A disputa pelo topo, agora com um interior fortalecido, pressiona gigantes como o Palmeiras a reagir com mais consistência. A questão que fica, enquanto a bola segue rolando, é se o Novorizontino consegue sustentar essa eficiência até as fases decisivas do campeonato.

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