Ciencia e Tecnologia

Notebooks a partir de R$ 1.699 ganham fôlego com RAM de 8 GB e SSD

Uma nova leva de notebooks a partir de R$ 1.699 chega ao mercado brasileiro em janeiro de 2026 e mira quem precisa trocar o laptop antigo ou comprar o primeiro computador portátil para estudo, trabalho e lazer. A seleção do Guia de Compras UOL traz máquinas com foco em bom custo-benefício, combinando processadores recentes, pelo menos 8 GB de memória RAM e armazenamento em SSD em vários modelos.

Cenário de começo de ano e corrida por custo-benefício

O movimento acontece em um momento em que muitas famílias reorganizam o orçamento para o ano letivo e para o trabalho remoto ou híbrido. Entre ofertas com Windows 11, distribuições Linux e sistemas próprios como o Keep OS, o consumidor encontra hoje opções capazes de navegar na internet, participar de aulas online, montar planilhas, escrever textos e encarar videoconferências sem tropeços, mesmo na faixa mais barata.

Nos modelos de entrada, o ponto de partida são máquinas equipadas com processadores como o Intel Celeron N4020, memória de 8 GB e armazenamento de 128 GB em eMMC, tecnologia mais simples que o SSD, mas suficiente para quem usa poucos programas. Telas antirreflexo com 15,6 polegadas e baterias em torno de 37 Wh, com promessa de até oito horas de uso leve, mostram que mesmo o básico já busca entregar alguma mobilidade.

Acima desse patamar, surgem configurações bem mais equilibradas. Notebooks com processador AMD Ryzen 5 7520U, por exemplo, chegam com 8 GB de RAM e SSD de 512 GB, abertura de tela em 180 graus e recarga rápida que leva a bateria de 42 Wh a 60% em cerca de 49 minutos. São máquinas que ainda custam menos do que linhas avançadas, mas já atendem com folga a quem acumula dezenas de abas no navegador e precisa armazenar arquivos maiores.

Na faixa intermediária, fabricantes apostam em chips Intel Core i3 de 13ª geração, com cache de 10 MB, 8 GB de RAM e SSD de 256 GB, voltados a quem precisa de estabilidade no escritório e na faculdade. As telas mantêm o padrão de 15,6 polegadas, algumas ainda em resolução HD, outras em Full HD, sempre com acabamento antirreflexo para reduzir o brilho em ambientes claros. Recursos como câmera HD com redução de ruído por inteligência artificial, teclas dedicadas a assistentes como o Copilot e sistemas que facilitam a ligação com celulares e tablets entram como diferenciais de conforto.

Processador, memória e bateria definem a experiência

Por trás da vitrine de siglas e números, a reportagem se apoia em especialistas para traduzir o que faz diferença no dia a dia. “Ele é o cérebro do computador”, diz Marcelo Zuffo, engenheiro e professor da Escola Politécnica da USP, ao falar do processador. Para navegar, estudar, participar de reuniões on-line e usar aplicativos leves, ele aponta que chips básicos e intermediários, como os Celeron mais novos, alguns Ryzen de entrada e os Core i3 atuais, dão conta do recado.

Zuffo faz um alerta para a tentação de economizar demais. Segundo ele, modelos muito antigos ou linhas de entrada excessivamente limitadas podem parecer negócio agora, mas comprometem a experiência em médio prazo, quando atualizações de software ficam mais pesadas. Ao escolher, a regra é direta: quanto maior o número de núcleos e a memória cache, mais suave é o uso com vários programas abertos.

A memória RAM se torna outro filtro essencial. “Deve ser de, pelo menos, 8 GB. É o mínimo recomendável para garantir fluidez, especialmente com várias abas abertas ou videoconferências”, afirma. Abaixo disso, o risco de travamentos cresce, mesmo em usos simples. Alguns modelos da nova leva oferecem 12 GB de RAM, expansíveis até 64 GB, o que abre espaço para upgrades futuros sem trocar de máquina.

No armazenamento, a orientação é firme. Mesmo quando o objetivo é gastar pouco, vale priorizar SSD em vez de HD tradicional. “O notebook fica muito mais rápido, sendo que um SSD de 256 GB atende bem a maioria dos usuários”, diz o professor. No mercado atual, não faltam combinações com 256 GB ou 512 GB em SSD, o que ajuda a carregar o sistema em segundos e a abrir programas pesados com menos espera.

A bateria também entra na equação de compra, sobretudo para quem passa o dia em deslocamento. De acordo com Fernando Pereira, profissional de TI especializado em hardware desde 2008, a duração em notebooks mais simples, que consomem menos energia, pode chegar a 12 horas em uso leve. Para ter mobilidade com folga, ele recomenda procurar modelos que entreguem ao menos de seis a oito horas reais longe da tomada, sempre lembrando que brilho de tela alto, Wi-Fi ligado e muitos aplicativos abertos encurtam esse tempo.

Para usos mais pesados, Pereira é categórico. “Se você trabalha com edição de vídeos, utiliza softwares de projetos, como CAD, ou quer uma máquina robusta para games, terá que investir em um computador mais parrudo”, afirma. Nessas situações, ele sugere partir de um Intel Core i7 ou até i9 e considerar 32 GB ou 64 GB de RAM, patamar que fica acima da faixa de entrada, mas evita frustrações com travamentos e esperas longas em tarefas complexas.

Impacto no bolso, no mercado e na rotina digital

A presença de notebooks mais acessíveis com telas Full HD antirreflexo, baterias entre 41 Wh e 55 Wh e recursos como recarga rápida muda a régua de comparação para o consumidor brasileiro em 2026. Modelos com taxa de atualização de 120 Hz, que deixam as imagens mais fluidas, e softwares de conforto visual que reduzem a luz azul nociva, começam a aparecer em faixas de preço intermediárias, antes reservadas a linhas premium.

Na prática, estudantes podem assistir aulas remotas sem depender do celular, trabalhadores em home office encontram máquinas que suportam reuniões longas por vídeo e planilhas complexas, e famílias passam a contar com um único laptop capaz de alternar entre tarefas profissionais e entretenimento. Streaming de vídeo, jogos leves e redes sociais rodam com folga nas configurações que combinam processadores Ryzen 5 ou Core i5 de 13ª geração, 8 GB de RAM e SSD de 512 GB, hoje presentes em modelos de 15 ou 16 polegadas.

Para a indústria, a pressão por custo-benefício e transparência aumenta. O Guia de Compras UOL afirma que escolhe cada produto de forma independente e checa os preços na data de publicação, deixando claro que valores podem variar e que a plataforma recebe comissão em alguns links sem repassar custo extra ao leitor. O UOL reforça que não participa da comercialização e não se responsabiliza pelos itens anunciados, postura que busca blindar a recomendação editorial de interesses comerciais diretos.

Essa combinação de curadoria e aviso explícito de afiliação tenta responder à desconfiança de parte do público em relação a conteúdos de consumo. Ao detalhar configurações, explicar limitações e indicar para quais perfis cada máquina faz sentido, a matéria se propõe a reduzir compras por impulso e devoluções motivadas por expectativa irreal.

Escolha mais informada e próximos passos do consumidor

O avanço de notebooks acessíveis com 8 GB de RAM e SSD, processadores atualizados e baterias acima de 40 Wh tende a ampliar o acesso a tecnologia minimamente confortável para estudo, trabalho remoto e lazer no Brasil. A expectativa é que, à medida que mais consumidores entendem termos como núcleos, cache e autonomia em horas reais, fabricantes passem a destacar menos slogans e mais números objetivos na prateleira.

Nos próximos meses, a disputa por atenção deve se intensificar, com novas gerações de processadores chegando às lojas e promoções pontuais puxadas por volta às aulas, datas comerciais e queimas de estoque. Cabe ao consumidor cruzar especificações, preço e necessidade, usando guias especializados, monitores de ofertas e canais oficiais para fugir tanto do marketing exagerado quanto da economia que sai cara. A pergunta que fica para 2026 é se a combinação de informação mais transparente e competição forte será suficiente para transformar o notebook de bom desempenho em regra, e não em exceção, no orçamento das famílias brasileiras.

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