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Noroeste empata com Ponte Preta e mantém rival afundada na lanterna

Noroeste e Ponte Preta empatam em 2 a 2 neste sábado (24), em Campinas, pelo Paulistão de 2026. O resultado segura a Ponte na lanterna e mantém o time de Bauru vivo na briga contra o rebaixamento.

Jogo aberto, quatro gols e drama na parte de baixo da tabela

O estádio em Campinas recebe um duelo de times pressionados e carentes de vitória. A Ponte chega em casa sob desconfiança, com apenas 1 ponto em quatro rodadas. O Noroeste desembarca como penúltimo colocado, com 3 pontos, tentando transformar empates em fôlego real na luta contra a queda.

O primeiro tempo se desenha frenético. O Noroeste assume o protagonismo inicial e traduz a postura em placar logo aos 18 minutos. Denner recebe na entrada da área, finaliza com precisão e abre o marcador para o Norusca, que mostra personalidade fora de casa.

A vantagem dura pouco. No lance seguinte, a Ponte Preta responde com a mesma intensidade. Cristiano aproveita espaço na defesa, finaliza firme e empata o jogo, também aos 18 minutos. O gol reacende o estádio e empurra o time campineiro para o ataque, em busca da virada que pode mudar o clima no clube.

A pressão da Ponte cresce e encontra recompensa aos 34 minutos. Pacheco aparece bem pelo lado, se infiltra na área e vira o placar para 2 a 1. O gol faz o lanterna respirar por alguns instantes e expõe novamente a fragilidade defensiva do Noroeste, que convive com falhas em jogos decisivos nesta primeira fase.

O time de Bauru não se desmonta. Antes do intervalo, aos 43 minutos, Carlão aproveita cruzamento preciso e testa para o fundo da rede, empatando em 2 a 2. O gol devolve equilíbrio emocional ao Noroeste e esfria o melhor momento da Ponte, que perde a chance de ir para o vestiário em vantagem confortável.

O segundo tempo mantém o ritmo intenso, mas o placar não se mexe. As duas equipes criam, alternam ataques e erros, mas desperdiçam as poucas chances claras. Cada finalização para fora é seguida por gestos de impaciência das arquibancadas, cientes de que o empate interessa pouco para quem tenta escapar das últimas posições.

Empate adia reação e mantém zona de rebaixamento em aberto

O resultado mantém o Noroeste sem vitória após cinco rodadas, com quatro empates e uma derrota, mas o ponto conquistado em Campinas tem peso específico. A equipe chega a 4 pontos e segue em penúltimo lugar, ainda em zona de risco, porém à frente da Ponte, que permanece na lanterna com apenas 1 ponto somado.

Na prática, o empate impede que a Ponte encoste nos rivais diretos na luta contra o rebaixamento e prolonga a sequência negativa do clube no estadual. Em um campeonato de primeira fase curta, com só oito rodadas antes do mata-mata, cada ponto perdido em confronto direto amplia a pressão sobre comissão técnica, elenco e diretoria.

O Noroeste, mesmo sem vencer, volta para Bauru com a sensação de que o estrago poderia ser maior. Ao evitar a derrota após a virada sofrida, o time preserva uma distância mínima para a rival campineira. Nos bastidores, a avaliação é de que o empate “não é o ideal, mas é um resultado que mantém o Noroeste vivo” na briga, como se ouve entre dirigentes e membros da comissão técnica.

A Ponte sai do gramado sob vaias da própria torcida, que esperava a primeira vitória justamente contra um adversário direto na parte de baixo da classificação. Em campo, a equipe mostra algum poder de reação após começar atrás, mas volta a falhar em momentos decisivos, principalmente na bola aérea defensiva que origina o gol de Carlão.

O cenário no fundo da tabela segue delicado. Com 4 pontos, o Noroeste ainda precisa de, pelo menos, uma vitória e um empate nas três rodadas finais para respirar com mais tranquilidade. A Ponte, com apenas 1 ponto em cinco jogos, precisa de uma campanha quase perfeita na reta final para escapar, o que aumenta o peso emocional de cada partida restante.

Pressão cresce e próximos jogos ganham clima de decisão

O calendário não dá trégua ao Noroeste. O time de Bauru volta a campo no domingo, 1º de fevereiro, às 16h, no Alfredão, contra o Velo Clube. O jogo em casa assume contornos de final antecipada para a equipe, que ainda enfrenta Santos, também em Bauru, e Primavera, fora, nas duas últimas rodadas da primeira fase.

Dentro do clube, o discurso é direto: vencer o Velo é obrigação para não transformar a sequência final em um drama ainda maior. A matemática reforça a percepção. Se somar 3 pontos no Alfredão, o Noroeste pode ultrapassar rivais diretos e ganhar fôlego na luta contra o rebaixamento antes de encarar um adversário de maior investimento, como o Santos.

A Ponte Preta, por sua vez, entra na parte derradeira do Paulistão com margem mínima para erro. A permanência na lanterna expõe o clube a um cenário de forte pressão política e esportiva. Cada rodada sem vitória aproxima a equipe de um rebaixamento que teria impacto profundo nas finanças e na relação com a torcida, acostumada a ver o time ao menos competitivo no estadual.

O empate em Campinas não resolve a vida de ninguém, mas reorganiza o tabuleiro da parte de baixo da tabela. O Noroeste volta para casa ainda ameaçado, porém com a chance real de reagir diante da própria torcida. A Ponte sai do próprio estádio sem a vitória que poderia iniciar uma virada de rumo e entra na reta final sob a pergunta que domina as arquibancadas: quem vai conseguir escapar primeiro do buraco em que os dois se colocaram?

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