Ciencia e Tecnologia

Nintendo Switch 2 fecha 2025 como console mais vendido nos EUA

O Nintendo Switch 2 termina 2025 como o console mais vendido nos Estados Unidos. Em apenas sete meses, o novo videogame da Nintendo soma 4,4 milhões de unidades vendidas e assume também a liderança em faturamento no mercado de consoles.

Um ano em que um único console segura o mercado

O resultado consolida o Switch 2 como o console que vende mais rápido na história do país. Os dados são da Circana, empresa que acompanha o mercado de consumo, divulgados pelo analista Mat Piscatella. Ele confirma que o aparelho da Nintendo lidera dezembro e todo o ano de 2025, tanto em número de unidades quanto em receita gerada.

O desempenho causa efeito imediato no setor. Enquanto outras plataformas recuam, o Switch 2 puxa o mercado de hardware para cima. O gasto com consoles cresce 6% em dezembro e 9% no acumulado de 2025 nos Estados Unidos, movimento que reverte uma tendência de desaceleração vista nos últimos anos, após o pico da pandemia.

O salto não vem apenas da curiosidade por um aparelho novo. Em sete meses, o console vende 35% mais do que o PlayStation 4 no mesmo estágio de vida e praticamente dobra o volume alcançado pelo Switch original no período equivalente. As vendas superam inclusive projeções otimistas de analistas e de varejistas, que já esperavam um lançamento forte.

Mat Piscatella descreve o momento como uma combinação rara de preço aceitável, proposta clara e catálogo inicial sólido. “O Nintendo Switch 2 mantém o ritmo de console mais rapidamente vendido já medido nos EUA, em unidades e em dólares”, afirma. O analista destaca que o interesse não se limita ao público tradicional da Nintendo e inclui consumidores que haviam migrado para o PC ou para o celular.

Acessórios aquecem, concorrência sente o impacto

O avanço do Switch 2 aparece também na prateleira de acessórios. O Pro Controller do novo console termina 2025 como o acessório mais vendido do ano nos Estados Unidos. De acordo com Piscatella, 24% de quem compra o videogame leva o controle junto. Esse índice indica um público disposto a investir mais tempo e dinheiro no aparelho, perfil que agrada desenvolvedores e lojistas.

Enquanto o ecossistema da Nintendo ganha fôlego, rivais encaram um cenário menos favorável. Consoles concorrentes registram queda nas vendas ao longo do ano, pressionados por um ciclo de atualizações mais lento, estoques ainda altos e menos lançamentos exclusivos de grande impacto. O sucesso da Nintendo ajuda a amortecer a retração e sustenta o faturamento geral do segmento, mas expõe uma mudança no equilíbrio de forças do mercado norte-americano.

No front dos jogos, a disputa segue acirrada entre grandes franquias. Call of Duty: Black Ops 7 assume a liderança de vendas em dezembro, embalado pelas compras de fim de ano. No acumulado de 2025, porém, quem leva a melhor é Battlefield 6, que fecha o ano como o jogo mais vendido no país. As duas séries seguem como âncoras de faturamento para o setor, ainda que o Switch 2 não dependa apenas desses títulos para atrair público.

A performance da Nintendo surpreende também por ocorrer em um momento de amadurecimento do modelo híbrido, que combina jogo portátil e uso na TV. O conceito, que podia parecer transitório no lançamento do primeiro Switch, agora se consolida como pilar da estratégia da empresa. O consumidor americano indica que quer flexibilidade: jogar na sala, no transporte ou em viagens, sem abrir mão de experiências de grande porte.

Força renovada da Nintendo e pressão sobre rivais

O resultado de 2025 coloca a Nintendo em posição mais confortável nas negociações com desenvolvedores e varejistas. Um parque instalado que cresce rápido tende a receber mais versões otimizadas de grandes jogos, além de projetos pensados desde o início para o hardware da empresa. Estúdios que hesitavam em priorizar o ecossistema da Nintendo agora veem uma base com milhões de consumidores engajados em poucos meses.

O impacto atinge também as estratégias de preço e de lançamento da concorrência. Fabricantes rivais podem acelerar revisões de hardware, cortes de preço ou pacotes promocionais para reduzir a distância. Uma reação mais agressiva em 2026 tende a beneficiar o consumidor, com consoles e jogos mais competitivos, mas deve pressionar margens de lucro em um setor que já trabalha com custos altos de desenvolvimento.

Para o público, o momento indica um ciclo de renovação. A força do Switch 2 empurra o mercado a apostar novamente em hardware como peça central da experiência de jogo, em vez de focar apenas em serviços por assinatura e nuvem. O crescimento de 9% no gasto com consoles em 2025 mostra que ainda há apetite por novos aparelhos físicos, desde que entreguem conveniência e catálogo relevante.

Os próximos meses revelam se o ritmo se sustenta após o impulso inicial. A Nintendo precisa manter o calendário de lançamentos, ampliar a oferta de jogos de terceiros e administrar a demanda por hardware para evitar gargalos de estoque. Rivais, por sua vez, decidem se tentam responder com novas máquinas, grandes exclusivos ou apostas mais agressivas em serviços. O mercado americano entra em 2026 com uma certeza: o Nintendo Switch 2 recoloca a disputa de consoles no centro do jogo e abre uma nova fase de competição pelo tempo – e pelo bolso – do jogador.

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