Ciencia e Tecnologia

Nintendo relança Pokémon FireRed e LeafGreen no Switch por R$ 120

A Nintendo relança em 27 de fevereiro de 2026 os clássicos Pokémon FireRed e LeafGreen para Nintendo Switch, vendidos a R$ 120 cada na eShop brasileira. Os jogos chegam como versões independentes e não entram no catálogo do serviço por assinatura Nintendo Switch Online, decisão que já provoca debate entre fãs sobre preço e estratégia da empresa.

Relançamento comemorativo, preço fora da assinatura

O relançamento marca as celebrações dos 30 anos da franquia Pokémon e ocorre no mesmo dia do evento Pokémon Presents, agendado para as 11h (horário de Brasília). A Nintendo tenta equilibrar apelo nostálgico, atualização técnica e cobrança em preço cheio por títulos originalmente lançados em 2004 para o Game Boy Advance.

Os dois jogos chegam como produtos digitais separados, custando R$ 120 cada, com download exclusivo pela eShop do Switch. A empresa confirma, em um FAQ oficial, que FireRed e LeafGreen não farão parte da coleção de Game Boy Advance disponível para assinantes do Nintendo Switch Online, que hoje funciona como porta de entrada para boa parte do catálogo retrô da companhia.

No documento, a Nintendo afirma que esses lançamentos são planejados desde o início como títulos independentes, tratados como versões definitivas das aventuras originais em Kanto. “Para celebrar os 30 anos de Pokémon, pensamos que seria divertido revisitar as versões definitivas das aventuras originais na região de Kanto com esses lançamentos especiais”, diz a empresa.

Versões definitivas, fora do Nintendo Switch Online

A explicação oficial tenta justificar o valor cobrado com base em melhorias técnicas, gráficos atualizados e conteúdo extra em relação aos jogos de Game Boy Advance. A Nintendo destaca que FireRed e LeafGreen são considerados edições aprimoradas em relação aos títulos originais de Game Boy, com recursos adicionais e ajustes pensados para uma experiência mais moderna no Switch.

Ao responder por que escolheu FireRed e LeafGreen, e não Pokémon Red e Blue, a empresa argumenta que os usuários “apreciariam as versões definitivas dessas aventuras originais, que adicionam vários recursos e melhorias ao conteúdo de Pokémon Red Version e Pokémon Blue Version”. A mensagem reforça a ideia de que o pacote oferecido no Switch é mais completo do que uma simples emulação dos jogos de 1996.

No FAQ, a Nintendo também é direta ao afastar qualquer expectativa de inclusão posterior no serviço por assinatura. “Esses jogos estão sendo oferecidos como softwares independentes e não estão planejados para serem lançados como parte da coleção Game Boy Advance — Nintendo Classics”, informa, sem detalhar diferenças técnicas que impeçam a chegada ao Nintendo Switch Online no futuro.

A posição contrasta com a estratégia adotada em outros relançamentos, em que clássicos de gerações passadas entram gradualmente no catálogo de assinantes. A ausência de FireRed e LeafGreen reforça a leitura de que a empresa testa até onde consegue avançar ao cobrar individualmente por jogos retrô em plena comemoração de três décadas da série.

Nostalgia em alta, debate sobre valor e acesso

O lançamento no Switch devolve aos holofotes dois dos remakes mais populares da franquia, originais de 2004. FireRed e LeafGreen atualizaram Pokémon Red e Blue com gráficos mais detalhados, interface modernizada e áreas inéditas, como as Ilhas Sevii, e ajudaram a consolidar a região de Kanto como porta de entrada para uma nova geração de fãs. As versões de Switch prometem aprimorar ainda mais essa base, com melhorias técnicas e visuais adaptadas ao console atual.

Os remakes incorporam mecânicas de gerações posteriores, incluindo a presença de Pokémon de outras regiões após a conclusão da campanha principal, o que amplia a vida útil do jogo além da jornada original. A Nintendo agora tenta transformar esse pacote em um produto premium digital, a R$ 120 cada, em um mercado em que parte dos jogadores se acostuma a acessar clássicos por meio de assinatura, sem custo adicional por título.

Para o público brasileiro, o valor chama atenção em um contexto em que a assinatura individual do Nintendo Switch Online custa menos por mês do que um único dos novos relançamentos. A decisão reacende o debate sobre a precificação de jogos antigos no Switch e sobre o quanto as melhorias técnicas e o selo de “edição definitiva” justificam um preço próximo ao de produções independentes inéditas.

O movimento também reforça a estratégia da Nintendo de explorar o próprio acervo como ativo de peso, em vez de tratar jogos clássicos apenas como bônus em serviços de assinatura. A aposta mira fãs antigos dispostos a revisitar Kanto em uma versão considerada definitiva e, ao mesmo tempo, novos jogadores que chegam à franquia pela via mais tradicional possível, com gráficos e recursos atualizados para 2026.

Pokémon Presents, próximos anúncios e sinalizações ao mercado

Pokémon FireRed e LeafGreen chegam ao Switch no dia 27 de fevereiro, com liberação prevista para 11h (horário de Brasília), logo após a transmissão do Pokémon Presents deste ano. O evento integra as comemorações do Pokémon Day, data que marca o lançamento dos primeiros jogos no Japão e costuma concentrar anúncios de novos títulos, spin-offs e projetos ligados à marca.

A forma como o público reage ao preço de R$ 120 e à ausência dos jogos no Nintendo Switch Online pode influenciar decisões futuras da Nintendo sobre relançamentos e pacotes de assinatura. Se a estratégia funcionar comercialmente, a empresa ganha sinal verde para repetir o modelo com outros clássicos, reforçando a venda de versões definitivas e exclusivas. Se a resistência for alta, cresce a pressão para que relançamentos mais antigos migrem para o catálogo de assinantes, em linha com o que concorrentes já oferecem.

O aniversário de 30 anos da franquia coloca FireRed e LeafGreen em uma posição simbólica: funcionam como homenagem a Kanto, vitrine de uma nova política de relançamentos e teste de limite de preço para jogos retrô no Switch. O Pokémon Presents indica os próximos passos da série, mas a resposta do público a esses dois clássicos pode definir, na prática, como a Nintendo trata seu próprio passado nos próximos anos.

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