Nasa divulga primeira foto detalhada de erupção solar no espaço
A Nasa divulga a primeira foto detalhada de uma erupção solar registrada no espaço, captada em 4 de fevereiro de 2026. A imagem revela, em alta resolução, a violência do fenômeno que pode atingir diretamente sistemas de comunicação e redes elétricas na Terra.
Retrato inédito de um evento extremo
O registro é feito por instrumentos embarcados em satélites que monitoram o Sol em tempo real. A foto mostra um jato de plasma se desprendendo da superfície solar e se espalhando pelo espaço, em uma estrutura que se estende por centenas de milhares de quilômetros. A agência espacial americana divulga o material poucas horas após a erupção, ocorrida na manhã do dia 4, para que centros de pesquisa e serviços de alerta possam reagir rapidamente.
A imagem combina diferentes comprimentos de onda da luz emitida pela região ativa do Sol, o que permite revelar detalhes invisíveis a olho nu. Nas bordas do disco solar, filamentos de gás eletrificado se retorcem como cordas em chamas, guiados por campos magnéticos que se reorganizam e liberam enormes quantidades de energia. É essa liberação súbita que caracteriza a erupção solar e pode desencadear tempestades capazes de alcançar a Terra em menos de 48 horas.
Risco para comunicação, energia e missões espaciais
Erupções solares desse porte não são raras, mas seguem imprevisíveis em muitos aspectos. Quando associadas a ejeções de massa coronal — nuvens gigantes de partículas energéticas — elas podem provocar fortes tempestades geomagnéticas ao atingir o campo magnético da Terra. Nesses episódios, sinais de rádio sofrem interrupções, redes elétricas ficam vulneráveis a sobrecargas e sistemas de GPS e navegação aérea e marítima perdem precisão.
Satélites de comunicação e de observação da Terra também entram em zona de alerta. As partículas energéticas podem danificar componentes eletrônicos, reduzir a vida útil dos equipamentos e obrigar operadores a mudar modos de operação para proteger instrumentos sensíveis. Astronautas em órbita, especialmente em missões fora da proteção total do campo magnético terrestre, enfrentam aumento na dose de radiação e, em situações extremas, podem precisar se abrigar em módulos mais protegidos das naves.
A nova imagem dá aos pesquisadores uma visão mais fina de como essas erupções se formam e se espalham. Ao acompanhar a evolução da estrutura em minutos sucessivos, cientistas conseguem medir a velocidade do plasma, estimar a direção da ejeção e refinar modelos que tentam prever se o material será lançado na direção da Terra ou desviado para o espaço profundo. Cada ganho de precisão representa minutos ou até horas a mais para que operadores de redes elétricas e de satélites adotem medidas preventivas.
Monitoramento constante e próximos passos
O avanço das imagens de alta resolução reforça a ideia de que o Sol é uma peça central na segurança de infraestruturas modernas. Sistemas de energia, telecomunicações, transporte aéreo e financeiro dependem de redes interligadas, sensíveis a oscilações causadas por tempestades solares severas. Episódios recentes, como blecautes regionais e falhas de comunicação em latitudes altas, já mostraram o quanto o clima espacial deixa de ser um tema restrito a astrônomos e passa a interessar a autoridades de defesa civil e agências reguladoras.
A divulgação da foto de 4 de fevereiro de 2026 se insere em um esforço mais amplo de monitorar o ciclo atual de atividade solar, que atinge seu pico nesta década. A expectativa é que novas erupções intensas ocorram nos próximos meses e anos, com potencial de gerar tempestades comparáveis a grandes eventos registrados historicamente. A Nasa e outras agências espaciais usam esses dados para ajustar protocolos de segurança, planejar janelas de lançamento de missões e treinar respostas a possíveis apagões tecnológicos. A imagem inédita inaugura uma fase em que o rosto turbulento do Sol é observado com mais nitidez do que nunca, mas ainda deixa em aberto uma pergunta central: até que ponto a humanidade está preparada para o dia em que uma erupção extrema mirar diretamente a Terra?
