Nasa divulga imagem inédita de erupção solar de 4 de fevereiro
A Nasa divulga uma imagem inédita de uma erupção solar registrada em 4 de fevereiro de 2026, com detalhes nunca antes vistos da superfície do Sol. O registro mostra a violência do fenômeno e renova o alerta sobre os riscos para satélites, redes elétricas e sistemas de comunicação na Terra.
Retrato de um Sol em erupção
O novo retrato do Sol vem de instrumentos espaciais que vigiam a estrela em tempo integral. A imagem, obtida no próprio 4 de fevereiro, revela jatos de plasma se erguendo por centenas de milhares de quilômetros acima da superfície solar, em um arco incandescente que concentra energia suficiente para afetar planetas inteiros. As estruturas, que lembram labaredas retorcidas, se formam em questão de minutos, mas podem influenciar sistemas tecnológicos na Terra por horas ou até dias.
A Nasa ainda detalha a análise técnica da erupção, mas a agência já classifica o evento como significativo para o atual ciclo solar, que atinge seu pico por volta de 2025 e 2026. Em ciclos anteriores, explosões desse porte provocam apagões de rádio em regiões inteiras do planeta e obrigam operadoras de satélites a mudar rotas e modos de operação. A nova imagem ajuda a entender por que esses surtos são tão disruptivos: ela escancara a escala do fenômeno, com filamentos solares que superam em várias vezes o diâmetro da Terra.
Risco para comunicações, energia e navegação
Erupções solares não são apenas espetáculos visuais. Quando liberam grandes quantidades de energia e partículas carregadas em direção à Terra, podem interferir em comunicações de rádio de alta frequência, usadas por aviões em rotas transoceânicas e por serviços de emergência em áreas remotas. Sinais de GPS também sofrem distorções, o que afeta desde aviões comerciais até a agricultura de precisão e o transporte de cargas.
Redes elétricas entram na linha de frente desse risco. Tempestades solares intensas induzem correntes em cabos de transmissão de alta voltagem, sobrecarregam equipamentos e podem levar a apagões em cadeia. Episódios históricos ilustram o potencial de dano: em 1989, uma tempestade geomagnética derruba, em segundos, a rede de energia de Quebec, no Canadá, e deixa cerca de 6 milhões de pessoas sem luz por mais de 9 horas. Em 1921 e em 1859, no chamado Evento Carrington, registros apontam perturbações ainda mais severas, que hoje atingiriam um planeta dependente de eletricidade, internet e satélites.
Monitoramento constante e corrida por proteção
A imagem divulgada agora integra esse esforço de vigilância permanente. Satélites dedicados, como os observatórios solares operados pela Nasa, monitoram 24 horas por dia as regiões ativas na superfície do Sol. A cada nova erupção, os dados alimentam modelos que estimam a velocidade e a direção das partículas lançadas ao espaço. Quando uma ejeção de massa coronal segue na direção da Terra, centros de alerta emitem avisos com antecedência que varia de dezenas de minutos a algumas horas.
Companhias de energia, operadoras de satélites e agências espaciais usam essas previsões para acionar protocolos de proteção. Equipamentos entram em modo seguro, rotas de satélites são ajustadas, redes elétricas reduzem carga em pontos sensíveis. Na prática, o que parece apenas uma fotografia impressionante também serve como ferramenta de calibração para esses sistemas. A riqueza de detalhes da erupção de 4 de fevereiro permite comparar o que se vê nas imagens com as perturbações registradas na magnetosfera terrestre e nos sensores de bordo, refinando as margens de segurança.
Ciência, tecnologia e a vulnerabilidade da era espacial
O avanço de missões tripuladas e robóticas intensifica a preocupação. Astronautas em órbita baixa, a cerca de 400 quilômetros de altitude, contam com a proteção parcial do campo magnético terrestre. Fora dessa bolha, em viagens à Lua ou a Marte, a exposição à radiação de uma grande erupção se torna um risco direto à saúde e à integridade dos sistemas da nave. A cada evento bem documentado, como o de 4 de fevereiro, engenheiros revisam blindagens, rotinas de abrigo e limites aceitáveis de dose de radiação.
A divulgação da imagem também reforça uma percepção desconfortável: a infraestrutura digital que sustenta a economia global depende de um astro essencialmente imprevisível. A ciência avança na capacidade de prever tendências do ciclo solar e de emitir alertas para eventos específicos, mas não elimina o risco. Nos próximos anos, com mais satélites em órbita, mais redes elétricas interligadas e mais serviços críticos apoiados em navegação por satélite, a pressão por sistemas de proteção aumenta. O retrato em alta definição da erupção de 4 de fevereiro de 2026 funciona, ao mesmo tempo, como conquista científica e lembrete de que o planeta continua vulnerável ao humor do Sol.
