Morre piloto de helicóptero que caiu a caminho de casamento em Minas Gerais
Rafael Grossi, de 43 anos, foi socorrido com vida após acidente em Passos, mas não resistiu aos ferimentos; outras quatro pessoas estavam na aeronave e sobreviveram

O piloto Rafael Grossi, de 43 anos, morreu após a queda de um helicóptero que transportava convidados para um casamento em Passos, no Sul de Minas Gerais. Ele havia sido resgatado com vida no sábado (7) e encaminhado à Santa Casa de Misericórdia do município, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada neste domingo (8) pelas empresas RGT Aviation e AR Aviation School, das quais era sócio.
O acidente aconteceu por volta das 13h40, na Fazenda Tiodoro, localizada na zona rural de Passos, às margens da rodovia MG-050. A aeronave havia partido de Belo Horizonte com cinco pessoas a bordo. Além do piloto, dois homens e duas mulheres estavam no helicóptero. Os quatro passageiros sobreviveram à queda.
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Em um primeiro momento, o Corpo de Bombeiros informou que todos os ocupantes haviam sido resgatados conscientes e em estado estável. A confirmação da morte de Rafael, divulgada no dia seguinte, atualizou o balanço da ocorrência para uma vítima fatal e quatro sobreviventes. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.
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Quem era Rafael Grossi, piloto que morreu após queda de helicóptero?
Rafael Grossi tinha 43 anos e atuava no setor de aviação. Ele era sócio da RGT Aviation e da AR Aviation School, empresas ligadas à atividade aeronáutica e à formação de profissionais do setor.
A confirmação da morte foi feita pelas duas empresas por meio de uma publicação nas redes sociais. No comunicado, elas lamentaram a perda e prestaram solidariedade à família e aos amigos do piloto.
“É com profundo pesar que a RGT Aviation e AR Aviation School comunicam o falecimento do piloto Rafael Grossi. Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos”, diz a nota.
Rafael deixa um filho. Após a confirmação da morte, as empresas anunciaram a suspensão de todas as atividades por tempo indeterminado.
As aulas que estavam agendadas serão remarcadas. Até a divulgação das informações sobre o falecimento, não haviam sido informados detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Como aconteceu a queda do helicóptero em Passos?
A aeronave envolvida no acidente era um helicóptero Robinson R66 Turbine, de prefixo PP-MYO, que havia saído de Belo Horizonte em direção à Fazenda Tiodoro, onde aconteceria uma cerimônia de casamento.
Segundo informações levantadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o helicóptero sobrevoava uma área de plantação de milho quando perdeu estabilidade e caiu.
Relatos iniciais apontam que a aeronave estava a aproximadamente 20 metros de altura no momento em que apresentou a instabilidade.
O impacto provocou danos severos à estrutura. Fotografias divulgadas pelos bombeiros mostram a cabine destruída, com partes retorcidas e destroços espalhados pela plantação.
Apesar das informações preliminares sobre a perda de estabilidade, ainda não é possível afirmar o que provocou o acidente. Eventuais falhas mecânicas, condições de voo e outros fatores deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis.
Bombeiros que participavam do casamento ajudaram no resgate
Os primeiros atendimentos foram realizados por dois bombeiros que estavam de folga e participavam da programação do casamento. Um deles era de Minas Gerais e o outro de São Paulo.
Os profissionais prestaram socorro aos ocupantes até a chegada das equipes de emergência.
Duas viaturas do Pelotão do Corpo de Bombeiros de Passos foram mobilizadas, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
As cinco vítimas apresentavam ferimentos, principalmente nos braços e nas pernas. Uma das passageiras foi transportada por uma Unidade de Resgate dos bombeiros, enquanto os demais ocupantes foram encaminhados ao hospital pelo Samu.
Todos foram levados à Santa Casa de Misericórdia de Passos. Na primeira atualização, as equipes informaram que os cinco estavam conscientes e apresentavam condições estáveis.
Rafael, entretanto, morreu depois de receber atendimento hospitalar. Os outros quatro ocupantes sobreviveram e continuavam sob acompanhamento médico, conforme as informações divulgadas neste domingo.
Não foram apresentados novos detalhes sobre a gravidade dos ferimentos dos sobreviventes.
Investigação deve esclarecer o que provocou a queda
A Polícia Civil de Minas Gerais e a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionadas para apurar as circunstâncias do acidente.
A perícia técnica da Polícia Civil compareceu à propriedade rural para realizar os levantamentos necessários. Policiais civis também acompanharam o atendimento à ocorrência.
A FAB informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), sediado no Rio de Janeiro, foram mobilizados para a ação inicial de investigação.
O trabalho envolve a coleta de informações sobre a aeronave, a análise dos danos encontrados e a identificação de possíveis fatores que contribuíram para o acidente.
A investigação aeronáutica tem como objetivo principal prevenir novas ocorrências, por meio da identificação de riscos e da elaboração de recomendações de segurança.
Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa da queda.
Próximos passos
A morte de Rafael Grossi deverá ser considerada nos procedimentos de investigação e nos registros oficiais relacionados ao acidente.
As autoridades continuarão analisando as circunstâncias em que o helicóptero perdeu estabilidade antes de atingir o solo.
Também são aguardadas novas informações sobre o estado de saúde dos quatro sobreviventes e sobre os procedimentos de despedida do piloto.
A RGT Aviation e a AR Aviation School permanecem com as atividades suspensas por tempo indeterminado, conforme comunicado divulgado após a confirmação do falecimento.


