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Mapa dos votos em BH estreita diferença entre Flávio e Lula

Análise detalhada mostra como a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula se desenhou nas zonas eleitorais de Belo Horizonte.

Mapa dos votos em BH estreita diferença entre Flávio e Lula

O mapa de votos do segundo turno em Belo Horizonte encurtou a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) e expôs uma capital ainda mais dividida: o candidato venceu em 13 das 18 zonas eleitorais, mas viu Lula (PT) conquistar 5 zonas e reduzir a distância para apenas 24.183 votos na cidade.

Na soma geral, Flávio chegou a 765.311 votos (50,80%), enquanto Lula alcançou 741.128 (49,20%). No primeiro turno, o candidato do PL tinha liderado em todas as zonas eleitorais da capital e mantinha folga de 98.923 votos – agora, essa diferença encolheu para menos de um quarto.

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Quais áreas de Belo Horizonte deram vitória a Lula?

Lula venceu em 5 das 18 zonas eleitorais de Belo Horizonte, com destaque para bairros da Região Leste e bolsões populares em outras regiões da cidade.

O melhor resultado do petista foi na 28ª zona eleitoral, que reúne bairros como Saudade, Alto Vera Cruz, Esplanada e Taquaril, na Região Leste. Nessa área, “o melhor resultado de Lula ocorreu na 28ª zona eleitoral, com 52,84% dos votos”, superando Flávio em uma região marcada por forte presença de trabalhadores e comunidades de menor renda.

Na mesma região, Lula também levou a 26ª zona eleitoral, que abrange bairros como Sagrada Família, Santa Tereza e Santa Inês, tradicionalmente vistas como áreas de classe média com forte mobilização política e redes culturais ativas.

O petista ainda venceu na 35ª zona, que inclui Serra, Mangabeiras e Cruzeiro, na Região Centro-Sul, um recorte misto que combina áreas de classe média, movimentos de moradia e um histórico de votação mais à esquerda.

Completam a lista as zonas 331ª, que concentra bairros como Capitão Eduardo, São Gabriel e Ribeiro de Abreu, na Região Nordeste, e 333ª, que abrange Milionários, Flávio Marques Lisboa e Bonsucesso, no Barreiro. Nessas áreas, Lula se apoia em um eleitorado popular, com forte presença de serviços, comércio de bairro e redes comunitárias.

Quais áreas de Belo Horizonte deram vitória a Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro venceu em 13 zonas eleitorais, mantendo vantagem em praticamente todo o vetor Centro-Sul e em amplas áreas da Pampulha, Venda Nova e Barreiro.

A maior distância a favor do candidato do PL apareceu na 34ª zona eleitoral, que engloba bairros como Belvedere, Sion, Cidade Jardim e São Bento, na Região Centro-Sul. “Flávio Bolsonaro registrou sua maior vantagem na 34ª zona eleitoral, obtendo 54,77% dos votos”, consolidando o domínio em áreas de alta renda, condomínios verticais de luxo e forte presença do setor de serviços sofisticados.

Flávio também manteve a dianteira em zonas que cobrem bairros de classe média e média alta em regiões como Pampulha e Venda Nova, além de partes do Oeste e do Barreiro. Em vários desses recortes, a diferença foi curta, mas suficiente para garantir a vitória local e preservar a liderança geral na capital.

Entenda o contexto

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro havia liderado em todas as 18 zonas eleitorais de Belo Horizonte, com uma margem confortável de 98.923 votos sobre Lula. No segundo turno, “no segundo turno, Lula obteve 149.091 novos votos e Flávio ganhou 74.351”, o que puxou a diferença para baixo e redesenhou o mapa da capital.

A disputa mais apertada acompanha o cenário de Minas Gerais, estado visto como termômetro do país. Em Belo Horizonte, a divisão entre zonas onde o PL domina áreas mais ricas e onde o PT cresce em bairros populares e de classe média reforça a leitura de um eleitorado polarizado e atento a agendas distintas, da segurança pública e redução de impostos às políticas sociais e de combate à desigualdade.

Os números detalhados por zona indicam que a cidade, que é o principal centro urbano de Minas e referência política regional, deve se manter no foco das estratégias de ambos os grupos. Partidos e lideranças locais já começam a destrinchar, zona a zona, os resultados para calibrar alianças e candidaturas em futuras disputas municipais e estaduais.

Qual a importância de Belo Horizonte nas eleições para Lula e Flávio Bolsonaro?

Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, tem peso simbólico e estratégico para qualquer candidatura nacional: concentra um grande contingente de eleitores em um estado decisivo e costuma refletir tendências do país.

Para o PL, manter a dianteira na capital, ainda que com margem bem menor, é um sinal de força em um reduto urbano disputado. Ao mesmo tempo, a redução da vantagem e a perda de zonas antes inteiramente favoráveis acendem alerta para a necessidade de ampliar o diálogo com periferias e segmentos de classe média que migraram votos no segundo turno.

Para o PT, a conquista de 5 zonas eleitorais e o salto de votos indicam capacidade de recuperação e abrem espaço para buscar protagonismo maior em Minas. Em bairros como Saudade, Alto Vera Cruz, Serra e Sagrada Família, o desempenho reforça núcleos de militância e redes sociais que podem ser decisivos em campanhas futuras para a Prefeitura de Belo Horizonte, para o governo do estado e para o Legislativo.

A leitura fina desse mapa, que divide a cidade entre áreas mais ricas, onde Flávio segue mais forte, e regiões populares e de classe média, onde Lula avançou, deve orientar a distribuição de agendas, investimentos políticos e discursos nos próximos anos em BH.

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