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NC Eleições 2026

Lula e Flávio Bolsonaro: conheça a história dos candidatos à Presidência do Brasil

Das origens familiares às trajetórias políticas, investigações e propostas de governo, conheça os dois nomes que disputam o segundo turno e entenda o papel do presidente da República.

Lula e Flávio Bolsonaro: conheça a história dos candidatos à Presidência do Brasil

De um lado, um ex-metalúrgico pernambucano que chegou à Presidência da República após décadas de atuação sindical e política. Do outro, um advogado fluminense que construiu sua carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e no Senado Federal, tornando-se uma das principais figuras da família Bolsonaro. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam neste domingo (25) o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Os dois candidatos representam trajetórias e projetos políticos distintos. Lula, aos 80 anos, busca um quarto mandato presidencial, depois de governar o país entre 2003 e 2010 e retornar ao Palácio do Planalto em 2023. Flávio, de 45 anos, concorre pela primeira vez à Presidência e tenta levar novamente a família Bolsonaro ao comando do Executivo federal.

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Mas quem são os homens por trás das candidaturas? Onde nasceram, como começaram na política, quais controvérsias marcaram suas carreiras e o que propõem para os próximos quatro anos? O NC News reuniu informações biográficas, registros públicos e propostas eleitorais para apresentar os dois perfis.

Quem é Luiz Inácio Lula da Silva?

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, Pernambuco. Filho de uma família de origem humilde, tornou-se metalúrgico, dirigente sindical, fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) e presidente da República.

Aos 80 anos, Lula disputa a reeleição depois de ter governado o Brasil por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010, e retornado ao cargo em janeiro de 2023.

Sua trajetória reúne experiências no movimento sindical, no Congresso Nacional, em campanhas presidenciais e na administração federal.

Infância em Pernambuco e mudança para São Paulo

Lula nasceu no interior de Pernambuco e passou os primeiros anos de vida em uma família com dificuldades financeiras.

Em 1952, mudou-se com familiares para o estado de São Paulo, em uma viagem de aproximadamente 13 dias de caminhão.

Na infância e adolescência, trabalhou em diferentes atividades, incluindo funções de engraxate, office-boy e empregado de tinturaria.

Mais tarde, ingressou na indústria e realizou formação profissional como torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Foi no ambiente industrial do ABC paulista que Lula iniciou sua trajetória sindical, aproximando-se das mobilizações de trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho.

Família, casamentos e vida pessoal

Lula teve diferentes relacionamentos ao longo da vida. Foi casado com Maria de Lourdes, que morreu em 1971, e posteriormente com Marisa Letícia, falecida em 2017.

O presidente tem cinco filhos e se casou, em 2022, com a socióloga Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

Janja passou a participar de agendas públicas, eventos institucionais e iniciativas sociais relacionadas ao governo federal.

Sua atuação também gerou debates sobre os limites do papel de uma primeira-dama, uma função que não corresponde a um cargo eletivo previsto na Constituição.

Como Lula entrou para a política?

A projeção nacional de Lula começou no movimento sindical do ABC paulista, especialmente durante as mobilizações operárias das décadas de 1970 e 1980.

Em 1975, tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Durante a ditadura militar, participou da organização de greves que mobilizaram milhares de trabalhadores. Em 1980, foi preso após intervenção no sindicato.

No mesmo ano, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, legenda que reunia sindicalistas, intelectuais, movimentos sociais e outros grupos políticos.

Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

As eleições presidenciais e a chegada ao Planalto

Lula disputou a Presidência da República pela primeira vez em 1989, quando foi derrotado por Fernando Collor.

Voltou a concorrer em 1994 e 1998, perdendo as duas eleições para Fernando Henrique Cardoso.

Em 2002, venceu a eleição presidencial e assumiu o Palácio do Planalto em janeiro de 2003.

Foi reeleito em 2006 e permaneceu no cargo até o fim de 2010.

Depois de um período fora da Presidência, voltou a disputar a eleição em 2022, venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e iniciou seu terceiro mandato em 2023.

O que marcou os governos Lula?

Os primeiros governos de Lula foram marcados pela criação ou ampliação de programas sociais, investimentos em infraestrutura e políticas de acesso à educação.

Entre as iniciativas mais conhecidas estão o Bolsa Família, o Fome Zero, o Luz para Todos, o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O período também registrou expansão do crédito, crescimento econômico e redução de indicadores de pobreza, em um cenário que incluiu condições favoráveis do comércio internacional.

O terceiro mandato, iniciado em 2023, teve entre suas prioridades a retomada de programas sociais, investimentos públicos, política industrial, agenda ambiental e mudanças na tributação.

O balanço dessas políticas exige observar resultados econômicos, sociais e fiscais, distinguindo medidas anunciadas de resultados efetivamente alcançados.

O que Lula propõe para um novo mandato?

O programa de governo de Lula para 2027 a 2030 prioriza políticas sociais, investimento público, fortalecimento de serviços federais, industrialização e medidas de proteção ambiental.

Na economia, defende a continuidade do arcabouço fiscal, a implementação da reforma tributária, investimentos em infraestrutura e a política de valorização do salário mínimo.

Na saúde, propõe ampliar o atendimento especializado do SUS, fortalecer programas como Mais Médicos e Farmácia Popular e expandir a produção nacional de medicamentos e vacinas.

Na educação, pretende ampliar o ensino integral, fortalecer o Pé-de-Meia, expandir institutos federais e universidades públicas e concluir obras de escolas e creches.

Na segurança pública, o programa prevê maior integração entre órgãos federais e estaduais, fortalecimento das ações de inteligência, combate ao financiamento de facções criminosas e ampliação de políticas preventivas.

Na área trabalhista, Lula defende a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, e mudanças relacionadas à escala de trabalho 6×1.

Na política ambiental, apresenta propostas de combate ao desmatamento, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento da transição energética.

Na política externa, o candidato destaca a cooperação multilateral, o fortalecimento do Mercosul, a participação brasileira nos BRICS e a busca por maior autonomia nas relações internacionais.

Assim como ocorre com o programa de Flávio Bolsonaro, parte dos compromissos depende de negociação política, aprovação legislativa e recursos para implementação.

Quem é o vice de Lula?

O candidato a vice-presidente na chapa de Lula é Geraldo Alckmin, que ocupa o cargo desde janeiro de 2023.

Alckmin tem uma longa trajetória política em São Paulo, onde exerceu o governo estadual, e também participou da administração federal como ministro.

A aliança entre Lula e Alckmin reúne políticos com trajetórias partidárias diferentes e foi mantida na disputa presidencial de 2026.

Quem é Flávio Bolsonaro?

Flávio Nantes Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981, em Resende, no Rio de Janeiro. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é advogado, senador da República e filiado ao Partido Liberal (PL).

Aos 45 anos, Flávio disputa sua primeira eleição presidencial. Antes de chegar ao Senado, construiu uma trajetória de 16 anos como deputado estadual no Rio de Janeiro.

Sua carreira política está ligada tanto à atuação parlamentar quanto à projeção nacional da família Bolsonaro, que ganhou maior visibilidade com a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2018.

Infância, família e formação

Flávio nasceu no interior fluminense e cresceu em uma família cuja vida pública esteve diretamente associada à política e à carreira militar de Jair Bolsonaro.

Formado em Direito, ingressou na política ainda jovem, seguindo uma trajetória semelhante à do pai, que já exercia mandato de deputado federal quando o filho iniciou a própria carreira eleitoral.

Flávio é casado com Fernanda Bolsonaro, cirurgiã-dentista com atuação na área de ortodontia. O casal tem duas filhas, Luiza e Carolina.

Além de Flávio, a família Bolsonaro reúne outros nomes com participação na política, como Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro.

Como Flávio Bolsonaro começou na política?

Flávio foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2002 e assumiu seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) em 2003.

Permaneceu na Casa até 2019, período em que participou de debates legislativos sobre segurança pública, administração estadual e outros temas.

Nas eleições de 2018, conquistou uma vaga no Senado Federal pelo Rio de Janeiro, iniciando o mandato em fevereiro de 2019.

Na Câmara, participou de discussões sobre segurança pública, legislação penal e atividade econômica. Entre suas atuações legislativas está a relatoria de uma proposta que resultou na Lei 14.843/2024, responsável por restringir a saída temporária de presos.

Qual é a relação de Flávio com o governo Jair Bolsonaro?

Durante a Presidência do pai, entre 2019 e 2022, Flávio atuou como senador e participou da defesa política de medidas do governo federal.

Também esteve envolvido em debates sobre a atuação das instituições, políticas de segurança pública, pandemia e disputas entre o Executivo e outros Poderes.

Em 2026, sua candidatura representa a continuidade da presença da família Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto, embora o senador apresente propostas próprias e procure construir sua identidade como candidato presidencial.

O que Flávio Bolsonaro propõe para o Brasil?

O programa de governo apresentado por Flávio para o período de 2027 a 2030 dá destaque à segurança pública, à redução da estrutura administrativa federal, à participação da iniciativa privada na economia e a mudanças no sistema tributário.

Na segurança pública, suas propostas incluem reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, ampliar vagas no sistema prisional, construir novos presídios federais e endurecer punições para determinados crimes.

O programa também prevê maior utilização de tecnologias de monitoramento, como câmeras e reconhecimento facial, e mudanças na classificação e no enfrentamento de organizações criminosas.

Na economia, Flávio defende a revisão de regras fiscais, o controle das despesas públicas, a redução de ministérios e a ampliação de concessões e privatizações.

Na saúde, propõe corrigir valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contratar procedimentos em unidades particulares para reduzir filas e integrar informações dos pacientes por meio de ferramentas digitais.

Na educação, defende a expansão de escolas cívico-militares, mudanças nos métodos de alfabetização e maior presença de tecnologia e empreendedorismo no ensino.

Na política externa, o candidato prioriza abertura comercial, competitividade econômica e a retomada do processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Parte dessas propostas depende de aprovação do Congresso Nacional, mudanças legislativas, alterações constitucionais ou disponibilidade de recursos públicos.

Quem é o vice de Flávio Bolsonaro?

Na eleição presidencial de 2026, Flávio Bolsonaro tem como candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar.

A composição da chapa é um dos elementos que o eleitor deve observar, já que o vice pode assumir a Presidência nas hipóteses previstas pela Constituição.

Lula e Flávio: quais são as principais diferenças?

Além das biografias, os candidatos apresentam propostas diferentes para a atuação do governo federal.

Na economia, Lula atribui maior importância ao investimento público, às políticas sociais e à participação do Estado no desenvolvimento. Flávio defende redução da estrutura administrativa, maior participação da iniciativa privada e revisão de regras fiscais.

Na segurança pública, Lula enfatiza a integração das instituições, o combate ao financiamento do crime organizado e a prevenção da violência. Flávio concentra parte importante de suas propostas no endurecimento das penas, na ampliação do sistema prisional e no uso de tecnologias de vigilância.

Na educação, Lula prioriza a expansão da rede pública e de programas de assistência estudantil. Flávio propõe mudanças nos métodos de ensino, escolas cívico-militares e novos modelos de financiamento.

Essas diferenças não significam que um candidato defenda exclusivamente o Estado e o outro apenas o setor privado. Ambos apresentam combinações de políticas públicas e participação empresarial, com prioridades distintas.

Comparativo dos candidatos

Informação Lula Flávio Bolsonaro
Idade 80 anos 45 anos
Nascimento Garanhuns (PE) Resende (RJ)
Partido PT PL
Formação ou profissão de origem Metalúrgico Direito
Início da carreira eletiva 1987 2003
Experiência presidencial Três mandatos Não exerceu o cargo
Vice em 2026 Geraldo Alckmin Alfredo Gaspar
Principal trajetória política Sindicalismo, Câmara e Presidência Assembleia do RJ e Senado

NC News Explica: o que é ser de esquerda?

A esquerda também reúne diferentes correntes políticas e não pode ser definida por uma única proposta ou partido.

Em linhas gerais, esse campo costuma atribuir maior importância à redução das desigualdades sociais, à proteção dos trabalhadores, à ampliação de direitos e a diferentes formas de participação do Estado na economia.

Entre as correntes associadas à esquerda estão a social-democracia, o socialismo e o comunismo, que apresentam diferenças importantes sobre propriedade privada, economia e organização política.

Algumas dessas correntes defendem a economia de mercado combinada com políticas sociais. Outras propõem mudanças mais profundas na estrutura econômica.

O PT, partido de Lula, é uma das principais legendas brasileiras associadas à esquerda, mas sua atuação também envolve alianças e propostas que podem variar conforme o contexto político.

Ser de esquerda não significa necessariamente ser contrário à iniciativa privada, assim como ser de direita não significa ser contrário a programas sociais.

Para compreender as posições de um candidato, é necessário observar suas propostas, decisões, alianças e histórico político.

Leia a reportagem completa da série: O que é ser de esquerda? Entenda as ideias desse campo político no dia da eleição.

NC News Explica: o que é ser de direita?

Os termos direita e esquerda aparecem frequentemente nas eleições, mas nem sempre são utilizados com precisão.

Para ajudar o público a compreender essas classificações, o NC News produziu uma série especial apresentada pela jornalista Katlen Costa, dedicada à origem e às diferentes correntes do pensamento político.

A divisão entre direita e esquerda remonta à Revolução Francesa, no final do século XVIII, quando grupos políticos passaram a ser identificados conforme a posição que ocupavam na Assembleia.

De maneira geral, a direita contemporânea reúne correntes que podem valorizar a propriedade privada, a liberdade econômica, a preservação de tradições e diferentes concepções sobre o papel do Estado.

Entretanto, não existe uma única direita. Liberais, conservadores e nacionalistas podem apresentar propostas diferentes sobre economia, costumes, segurança e relações internacionais.

Uma pessoa pode defender menor intervenção estatal na economia e, ao mesmo tempo, apoiar políticas públicas em outras áreas.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, costuma ser associado à direita brasileira, mas isso não significa que todas as posições de seus integrantes sejam idênticas.

Leia a reportagem completa da série: O que é ser de direita? Entenda o conceito antes de votar nas Eleições 2026.

NC News Explica: o que faz um presidente da República?

Depois de conhecer as trajetórias e as propostas dos candidatos, uma pergunta é fundamental: afinal, o que pode fazer o presidente da República?

No Brasil, o presidente é o chefe do Poder Executivo federal e exerce também a função de chefe de Estado, representando o país nas relações internacionais.

Seu mandato tem duração de quatro anos, e suas atribuições estão previstas principalmente no artigo 84 da Constituição Federal.

Administrar o governo federal

O presidente dirige a administração pública federal, escolhe ministros e coordena as políticas executadas por ministérios e órgãos do governo.

Isso inclui ações em áreas como saúde, educação, segurança pública federal, infraestrutura, economia, meio ambiente e assistência social.

O presidente, porém, não administra diretamente todos os serviços públicos do país. Governadores e prefeitos possuem responsabilidades próprias, estabelecidas pela Constituição.

Propor leis e participar do processo legislativo

O presidente pode apresentar projetos de lei ao Congresso Nacional e, nas situações previstas pela Constituição, editar medidas provisórias.

Também pode sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Congresso.

Isso não significa que possa criar qualquer lei sozinho. Deputados e senadores participam do processo legislativo, e determinadas propostas dependem de aprovação nas duas Casas.

Planejar o orçamento federal

O governo federal elabora propostas de planejamento e orçamento que são encaminhadas ao Congresso Nacional.

Esses instrumentos definem prioridades e autorizam despesas públicas, observadas as regras fiscais e constitucionais.

O presidente não pode gastar livremente todo o dinheiro arrecadado pelo governo. A execução orçamentária está sujeita a leis, fiscalização e limites institucionais.

Representar o Brasil no exterior

Como chefe de Estado, o presidente representa o Brasil nas relações com outros países e organizações internacionais.

Pode conduzir negociações diplomáticas, celebrar tratados sujeitos às regras constitucionais e definir diretrizes da política externa.

Também exerce funções relacionadas à defesa nacional e ao comando supremo das Forças Armadas, dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.

Nomear autoridades

O presidente nomeia ministros de Estado e outras autoridades federais.

Também indica integrantes de instituições como o Supremo Tribunal Federal, respeitando os procedimentos constitucionais, incluindo a aprovação do Senado nos casos previstos.

Essa atribuição não significa que o presidente possa determinar como juízes devem decidir processos ou controlar as decisões do Poder Judiciário.

O que o presidente não pode fazer sozinho?

O sistema político brasileiro é baseado na separação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Por isso, o presidente não pode, por decisão pessoal, alterar a Constituição, criar qualquer imposto, modificar todas as leis ou determinar o resultado de processos judiciais.

Mudanças na maioridade penal, em regras constitucionais, em tributos e em diversas políticas nacionais exigem participação do Congresso e, em alguns casos, alterações na Constituição.

Da mesma maneira, promessas relacionadas a hospitais, escolas, segurança e infraestrutura podem depender de recursos, cooperação com estados e municípios e aprovação legislativa.

Por que o vice-presidente também importa?

O vice-presidente substitui o presidente em situações de impedimento temporário e o sucede em caso de vacância definitiva do cargo.

Além disso, pode exercer missões e atribuições especiais quando convocado pelo presidente.

Por essa razão, conhecer o histórico e a atuação do candidato a vice também faz parte da análise de uma chapa presidencial.

O que observar antes de votar?

Uma eleição presidencial envolve mais do que a escolha de uma pessoa ou a identificação com um campo ideológico.

O eleitor pode examinar a trajetória dos candidatos, as propostas registradas, os resultados de experiências anteriores, as alianças políticas e a viabilidade das medidas anunciadas.

Também é importante distinguir o que depende exclusivamente do Executivo daquilo que exige negociação com o Congresso, participação de outros governos ou mudanças constitucionais.

O NC News Explica apresenta esses conceitos para ajudar o público a compreender como funciona a política brasileira, sem reduzir a disputa a rótulos ou slogans eleitorais.

No domingo (25), Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República. Independentemente do resultado, o eleito terá a responsabilidade de governar dentro das atribuições e dos limites estabelecidos pela Constituição.