Lua Nova marca virada do ciclo lunar neste 21 de fevereiro
A Lua entra na fase Nova neste sábado (21), com apenas 15% de sua superfície visível a partir da Terra e em processo de crescimento. A contagem regressiva para a Lua Crescente já começa, com previsão para daqui a 3 dias, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) compilados pelo Olhar Digital.
Lua quase invisível inaugura novo ciclo
No céu desta noite, o satélite natural praticamente desaparece para o olhar desatento. Na fase Nova, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, e o lado iluminado fica voltado para a estrela, enquanto o lado escuro encara o planeta. O resultado é um céu noturno sem o disco prateado habitual, mesmo que ele siga ali, cumprindo sua órbita. A discreta presença marca o início de mais uma lunação, o ciclo de aproximadamente 29,5 dias que organiza as fases lunares e segue influenciando rotinas humanas, da agricultura ao planejamento de pescadores.
O acompanhamento desse movimento cabe a instituições como o Inmet, que atualizam diariamente o calendário lunar usado por serviços de meteorologia, portais de notícias e produtores rurais. Em fevereiro de 2026, o mês começa já com uma mudança de destaque: a Lua Cheia aparece logo no dia 1º, às 19h10, abrindo o calendário com brilho máximo. O arco segue com a Lua Minguante em 9 de fevereiro, às 9h44, e com a chegada oficial da Lua Nova em 17 de fevereiro, às 9h03. O ciclo se completa com a Lua Crescente em 24 de fevereiro, às 9h28, quando metade do disco passa a ser visível no céu.
Calendário natural ainda orienta decisões
O intervalo entre uma Lua Nova e a Lua Nova seguinte é chamado de lunação e não é fixo. Em média, dura 29,5 dias, mas varia alguns minutos a cada ciclo, o suficiente para deslocar horários e datas com o passar dos meses. Dentro desse período, a Lua atravessa quatro fases principais, reconhecidas há séculos por diferentes culturas: nova, crescente, cheia e minguante, cada uma com cerca de 7 dias de duração. Entre elas, astrônomos identificam ainda fases intermediárias, como o quarto crescente, a crescente gibosa, a minguante gibosa e o quarto minguante, que descrevem com mais precisão o desenho que o satélite apresenta no céu.
O interesse não é apenas astronômico. Agricultores seguem consultando as fases da Lua para decidir o momento de plantio e colheita, principalmente em sistemas de agricultura familiar. Em regiões costeiras, comunidades pesqueiras observam a relação entre o ciclo lunar e as marés, ajustando saídas ao mar em busca de mais segurança e melhor rendimento. Na Lua Cheia, quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e o lado voltado para nós fica totalmente iluminado, o brilho extra facilita atividades noturnas, mas também pode afetar o comportamento de animais. Já na fase Minguante, quando o disco perde luz noite após noite até retornar à Lua Nova, o simbolismo se volta para encerramentos e balanços, ideia presente em tradições populares e em calendários religiosos.
Impacto no céu, nas marés e na cultura
O início do ciclo em fase Nova reduz a luminosidade natural no céu e reforça a presença das estrelas para quem observa de locais escuros. A ausência do brilho lunar cria uma janela privilegiada para a observação de constelações e da faixa da Via Láctea, sobretudo longe da poluição luminosa. Astrônomos amadores costumam aproveitar esse período para registrar objetos mais tênues, que desaparecem no clarão da Lua Cheia. Em cidades grandes, o efeito visual é menor, mas ainda perceptível em noites de céu limpo, quando a diferença de contraste com o horizonte se torna evidente.
O ciclo lunar também segue como referência emocional e simbólica. A Lua Nova costuma ser associada a recomeços, planos e intenções, uma leitura que aparece de almanaques rurais a aplicativos de bem-estar. A Lua Crescente ganha a imagem de crescimento e desenvolvimento, enquanto a Cheia é ligada à plenitude e à intensidade, e a Minguante à reflexão e ao encerramento de ciclos. Mesmo sem comprovação científica direta para influências sobre o humor ou decisões individuais, essa leitura simbólica reforça a sensação de conexão com um ritmo natural mais amplo, alinhado a movimentos que se repetem há bilhões de anos.
Próximos dias e o que observar no céu
O cronograma de fevereiro aponta que a Lua, hoje com 15% de sua face iluminada e em crescimento, caminha rapidamente para o quarto crescente que deve se consolidar em três dias. Ao longo desse período, o fino arco de luz que surge no horizonte logo após o pôr do sol vai engrossar noite após noite, até atingir metade do disco visível. A partir daí, o caminho segue para a próxima Lua Cheia, já em março, quando o ciclo atual alcança seu auge em luminosidade. Esses marcos ajudam a organizar o mês para quem depende do céu, mas também oferecem um roteiro simples para quem deseja retomar o hábito de olhar para cima.
O acompanhamento das fases da Lua por órgãos oficiais, como o Inmet, e sua divulgação por veículos especializados, como o Olhar Digital, tende a ganhar importância em um cenário de mudanças climáticas e de busca por maior consciência ambiental. A compreensão de ritmos naturais, ainda que aparentemente sutis, pode fortalecer a percepção de que fenômenos astronômicos, climáticos e culturais estão interligados. Em cada Lua Nova, uma nova contagem começa. A pergunta que fica é até que ponto a sociedade urbana, conectada a telas e relógios digitais, ainda está disposta a ajustar seu próprio ritmo ao compasso silencioso do céu.
