Ciencia e Tecnologia

Lua Nova marca recomeço do ciclo lunar neste 24 de janeiro

A Lua entra na fase Nova neste sábado, 24 de janeiro de 2026, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O satélite está 28% visível e em fase de crescimento, a dois dias da Lua Crescente.

Início de um novo ciclo no céu de janeiro

O movimento da Lua reorganiza o calendário de janeiro e renova a relação do público com o céu noturno. A fase Nova marca o começo de uma nova lunação, o intervalo entre duas luas novas consecutivas, que dura em média 29,5 dias. Neste período, o satélite passa pelas quatro fases principais, cada uma com duração aproximada de sete dias e efeitos distintos sobre a paisagem noturna e sobre atividades que dependem da luz lunar.

O mês de janeiro de 2026 começa com a Lua em seu auge de brilho. A Lua Cheia se forma no dia 3, às 7h02, e domina o céu logo nos primeiros dias do ano. Uma semana depois, em 10 de janeiro, às 12h48, o disco começa a perder luz e inaugura a fase Minguante. A Lua Nova surge em 18 de janeiro, às 16h51, e dá início ao ciclo que chega ao público hoje, quando o satélite ainda aparece discretamente no fim da tarde, mas continua invisível durante a noite.

O calendário do Inmet aponta ainda a próxima virada importante: a Lua Crescente está prevista para 26 de janeiro, à 1h47. Até lá, a iluminação vista da Terra aumenta noite após noite. Quem sai à rua ao fim do dia já percebe uma faixa de claridade se destacando sobre o horizonte, em regiões de céu limpo. Esse arco fino cresce progressivamente e prepara o espetáculo que, no fim do mês, leva o quarto crescente ao centro das atenções.

Por que a Lua Nova importa para ciência, campo e astrologia

A posição da Lua hoje ajuda a explicar o que o observador vê – ou, neste caso, deixa de ver. Na fase Nova, o satélite se coloca entre a Terra e o Sol. O lado iluminado fica voltado para o astro central, enquanto a face escura permanece direcionada para nós. A consequência é direta: à noite, a Lua praticamente desaparece do céu. O fenômeno é previsível, mas segue essencial para astrônomos, agricultores e entusiastas da astrologia.

Para a comunidade científica, a Lua Nova oferece uma janela específica de observação. O brilho reduzido da Lua diminui a luminosidade de fundo no céu, favorecendo o estudo de objetos mais distantes, como galáxias e nebulosas. Observatórios profissionais e astrônomos amadores costumam planejar sessões de pesquisa e registro de imagens para essas noites de menor interferência luminosa. Em áreas afastadas dos grandes centros, o contraste da Via Láctea se torna mais nítido a olho nu.

No campo, o calendário lunar ainda orienta rotinas tradicionais. Agricultores de diferentes regiões do país seguem relacionando a Lua Nova ao preparo do solo e ao plantio de culturas específicas, mesmo que a ciência moderna nem sempre comprove cada recomendação. A combinação entre experiência empírica acumulada ao longo de gerações e dados meteorológicos atualizados guia decisões de plantio, poda e irrigação em pequenas propriedades.

Para a astrologia, o momento carrega outro tipo de leitura. Astrólogos tratam a Lua Nova como um símbolo de recomeço e de reorganização interna, usado para marcar inícios de projetos, mudanças pessoais e rituais de renovação. Embora essas interpretações não tenham validação científica, influenciam a rotina de milhões de pessoas, que adaptam agendas, decisões e até negócios ao calendário lunar. O resultado é um fenômeno cultural que atravessa fronteiras religiosas e filosóficas.

Calendário lunar, próximos passos e impacto no cotidiano

O calendário divulgado pelo Inmet ajuda a transformar um dado astronômico em informação prática. Ao indicar datas e horários exatos – como a Lua Cheia de 3 de janeiro às 7h02, a Minguante de 10 de janeiro às 12h48, a Nova de 18 de janeiro às 16h51 e a Crescente de 26 de janeiro à 1h47 – o órgão permite que diferentes setores se organizem com antecedência. De sessões de observação em clubes de astronomia a atividades turísticas em regiões com céu estrelado, a programação se ajusta ao avanço das fases.

As chamadas “interfases” também ganham atenção crescente. Entre a Lua Nova e a Lua Cheia, o quarto crescente e a fase gibosa crescente marcam a expansão da luminosidade. Depois da Lua Cheia, a Lua gibosa minguante e o quarto minguante indicam o esvaziamento gradual do brilho. Mesmo quem não domina o vocabulário técnico percebe a mudança noturna no formato iluminado, que avança de um fino arco até o disco completo e, em seguida, retorna ao fio de luz discreto.

O avanço desse ciclo reforça uma mensagem central: a Lua organiza silenciosamente uma parte do cotidiano terrestre. A navegação marítima moderna ainda considera as marés, influenciadas pela gravidade do satélite, enquanto pesquisadores acompanham possíveis correlações entre fases lunares e comportamentos animais. Em paralelo, cidades turísticas exploram a imagem da Lua Cheia em trilhas, passeios noturnos e observação em mirantes, enquanto a Lua Nova favorece roteiros que apostam no céu escuro para ver estrelas cadentes e constelações.

Janeiro de 2026 se torna, assim, um laboratório natural à vista de qualquer pessoa que olhe para cima. A cada semana, a forma e o brilho da Lua mudam e expõem o avanço da lunação de cerca de 29,5 dias. Hoje, a Lua Nova lembra que o ciclo recomeça. Nos próximos dias, a faixa crescente volta a marcar presença no horizonte ocidental ao anoitecer e abre caminho para o quarto crescente de 26 de janeiro. As próximas semanas dirão se o público seguirá apenas contemplando o céu ou se usará esse calendário renovado para ajustar planos na Terra.

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