Lua minguante com 35% de brilho marca reta final do ciclo em fevereiro
A Lua entra na reta final do ciclo em fevereiro com fase minguante, 35% de visibilidade e luminosidade em queda nesta quarta-feira (11). Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e integram o calendário lunar divulgado pelo Olhar Digital.
Lua perde brilho a seis dias da próxima fase nova
O céu brasileiro acompanha hoje uma Lua que já mostra sinais claros de recolhimento. Menos da metade do disco aparece iluminada, e essa porção diminui noite após noite. Faltam seis dias para a chegada da Lua Nova, prevista para 17 de fevereiro, às 9h03, quando o ciclo atual se encerra e outro começa.
O calendário de fevereiro traz um mês em que o comportamento do satélite é bem demarcado. A Lua Cheia abre o período já no dia 1º, às 19h10, com brilho máximo e disco completamente iluminado. O movimento de redução de luz ganha forma no dia 9, às 9h44, quando se instala oficialmente a Lua Minguante, fase que domina o céu nesta quarta-feira.
Os horários, informados pelo Inmet, seguem o padrão usado pela meteorologia e pela astronomia para marcar a transição entre as fases. Cada mudança indica um ponto específico da órbita da Lua em relação à Terra e ao Sol, mesmo que o olho humano perceba essa transformação como algo gradual. O que o público vê hoje, com 35% de visibilidade, é um retrato desse processo em andamento.
Ciclo lunar organiza rotinas naturais, culturais e agrícolas
O calendário divulgado pelo Olhar Digital se apoia em um conceito central: o da lunação. O intervalo entre duas Luas Novas tem duração média de 29,5 dias e estrutura o que muitos ainda chamam de “mês lunar”. Nesse período, o satélite passa pelas quatro grandes fases — nova, crescente, cheia e minguante — e atravessa momentos intermediários, como o quarto crescente, a lua gibosa e o quarto minguante.
Essas mudanças não são apenas um espetáculo visual. A atração gravitacional da Lua participa da formação das marés, fenômeno crucial para portos, pescadores e comunidades costeiras. Em muitas regiões agrícolas, produtores ainda consultam o calendário lunar para decidir plantio, poda e colheita, tradição que atravessa séculos e convive com técnicas modernas.
A Lua Cheia de 1º de fevereiro marca o auge desse ciclo, quando a Terra fica entre o Sol e o satélite e todo o lado voltado para nós recebe luz. No extremo oposto, a Lua Nova, que chega no dia 17, coloca a Lua entre o Sol e a Terra. O lado iluminado volta-se ao Sol, e o lado escuro olha para nós, o que torna o satélite praticamente invisível no céu noturno. Entre esses dois extremos, a Lua Crescente, que neste mês aparece em 24 de fevereiro às 9h28, simboliza, para muitas culturas, período de avanço e construção.
A fase minguante, dominante hoje, surge depois da Lua Cheia e representa o momento em que a luminosidade começa a ceder. No quarto minguante, apenas metade do disco segue iluminada. À medida que as noites avançam, a porção clara diminui até desaparecer na Lua Nova. Essa leitura simbólica como fase de revisão e encerramento encontra respaldo no próprio desenho do céu: o brilho que sustentou o auge do ciclo recua e abre espaço para um recomeço.
Calendário lunar ganha relevância em múltiplas telas
O Inmet fornece as informações técnicas, e veículos digitais transformam os números em serviço diário. Ao reunir horários, porcentagens de visibilidade e localização das fases em um único calendário, o Olhar Digital tenta aproximar o público de um fenômeno que ocorre com absoluta regularidade, mas ainda passa despercebido para muita gente. A presença do portal em plataformas como o Google Discover amplia esse alcance e entrega o calendário lunar diretamente em telas de celulares.
Conhecer o ciclo da Lua ajuda a interpretar melhor situações do cotidiano. Quem pratica observação do céu consegue planejar registros fotográficos, passeios noturnos e até eventos ao ar livre com base no grau de luminosidade esperado. Em cidades muito iluminadas, acompanhar as fases também indica quando vale o esforço de buscar um local mais escuro para enxergar melhor o céu.
A informação ganha peso extra em um momento em que fenômenos naturais se tornam parte da conversa diária, seja por causa do clima, seja pelo interesse crescente em ciência e astronomia. Ao oferecer dados de forma didática, o calendário lunar de fevereiro de 2026 cumpre uma função dupla: presta serviço imediato e, ao mesmo tempo, ajuda a construir repertório sobre o funcionamento básico do sistema Terra-Lua-Sol.
O fechamento do ciclo atual, com a Lua Nova do dia 17, abre caminho para uma nova sequência de fases que volta a se repetir, com pequenas variações, ao longo do ano. Quem acompanha o movimento desde agora entra nesse próximo ciclo com um mapa em mãos. Resta saber quantos brasileiros vão levantar os olhos para o céu nos próximos dias e reconhecer, na Lua em constante mudança, um relógio silencioso que segue marcando o tempo.
