Ciencia e Tecnologia

Lua minguante com 27% de brilho marca reta final do ciclo lunar

A Lua entra nesta quinta-feira (12) na reta final do ciclo lunar em fevereiro. O satélite natural está na fase minguante, com 27% de sua superfície visível e em queda de luminosidade, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Faltam cinco dias para a Lua Nova, que encerra e reinicia o período de aproximadamente 29,5 dias entre duas luas novas consecutivas.

Reta final do ciclo lunar de fevereiro

O calendário de fevereiro de 2026 começa intenso. Logo no dia 1º, às 19h10, a Lua Cheia inaugura o mês com o disco totalmente iluminado. O brilho intenso domina o céu noturno e marca o auge do ciclo. O movimento segue no dia 9, quando a fase Minguante se estabelece às 9h44, abrindo o período de perda gradual de luminosidade que agora ganha forma no céu.

Os dados do Inmet mostram um mês didático para quem acompanha o comportamento do satélite. A Lua Nova está prevista para 17 de fevereiro, às 9h03, e a fase Crescente fecha a sequência no dia 24, às 9h28. Em menos de 30 dias, o céu reúne todas as etapas principais do ciclo. A paisagem muda noite após noite, em um roteiro que mistura precisão astronômica e forte carga simbólica para diferentes culturas.

O intervalo entre duas luas novas, conhecido como lunação, varia levemente, mas gira em torno de 29,5 dias. Nesse período, a Lua atravessa quatro fases principais: nova, crescente, cheia e minguante. Cada uma dura cerca de uma semana. Entre elas, surgem as chamadas interfases, como o quarto crescente, a crescente gibosa, a minguante gibosa e o quarto minguante. São estágios intermediários que ajudam a explicar por que a borda luminosa nem sempre coincide com a ideia clássica de meia-lua.

A fase desta quinta-feira é resultado direto da geometria entre Sol, Terra e Lua. Conforme o satélite se desloca em sua órbita, o ângulo de iluminação muda. Em alguns momentos, enxergamos quase todo o lado voltado para nós banhado pela luz solar, caso da Lua Cheia. Em outros, como na Lua Nova, o lado iluminado fica voltado para o Sol, e a face escura se volta para a Terra, tornando o satélite praticamente invisível a olho nu.

Reflexão, lavoura e maré: o impacto da Lua Minguante

A fase Minguante, que domina o céu agora com apenas 27% de área visível, é vista tradicionalmente como um tempo de recolhimento. Na cultura popular, simboliza encerramento de ciclos, balanço de escolhas e preparação para o recomeço que a Lua Nova representa. A interpretação varia entre povos e religiões, mas a associação entre a perda de luz e a ideia de conclusão se repete em diferentes tradições.

Além do imaginário, o estágio atual interessa diretamente a setores que ainda olham para o céu para tomar decisões práticas. Agricultores de várias regiões do país usam o calendário lunar como referência complementar para o plantio e a colheita. Em muitas tabelas de campo, a Lua Minguante aparece como fase propícia para podas, controle de pragas e colheita de culturas perenes, em contraste com a Lua Crescente, ligada ao plantio de espécies que se desenvolvem para cima do solo.

Pescadores também observam a sequência das fases. O brilho menor no céu altera o comportamento de cardumes em determinadas áreas, influenciando horários e locais de saída para o mar. O mesmo vale para comunidades ribeirinhas que combinam variações de maré, vento e fase da Lua antes de lançar redes e anzóis. Na prática, uma diferença de poucos dias no calendário pode resultar em noites mais produtivas ou quase vazias.

A astronomia, por sua vez, trata o fenômeno com a frieza dos números, mas reconhece o impacto cotidiano. A lunação com média de 29,5 dias serve de base para calendários, estudos de marés e planejamento de observações noturnas. Com a Lua Minguante, o céu fica gradualmente mais escuro na segunda metade da noite, favorecendo a visualização de estrelas, nebulosas e galáxias. Para quem observa com binóculos ou telescópios simples, a borda entre luz e sombra revela relevo, crateras e montanhas com bom contraste.

O Inmet compila e divulga as datas exatas das mudanças de fase, cruzando previsões astronômicas com a rotina de quem depende do clima. O calendário não serve apenas para curiosos do céu. Ele entra em planejamentos de safras, atividades pesqueiras e até roteiros turísticos em regiões que exploram o céu noturno como atração. Em 2026, com todas as fases concentradas em horários bem definidos, o mês de fevereiro oferece um laboratório natural para acompanhar como a Lua se move e como a Terra reage.

Olho no céu e contagem regressiva para a Lua Nova

Os próximos cinco dias funcionam como contagem regressiva até a Lua Nova de 17 de fevereiro, às 9h03. A cada madrugada, o pedaço iluminado da Lua diminui um pouco mais, aproximando o céu de um breve período sem o brilho direto do satélite. Para observadores atentos, é uma chance de notar, a olho nu, a lógica do ciclo que muitas vezes passa despercebida na rotina urbana.

O calendário de fevereiro ainda reserva uma retomada do brilho com a Lua Crescente em 24 de fevereiro, às 9h28, quando o arco luminoso volta a ganhar corpo. O ciclo não traz surpresas do ponto de vista científico, mas renova a pergunta sobre quanto a sociedade contemporânea ainda se orienta por esses ritmos naturais. A Lua Minguante de hoje, com seus 27% de luz e significado de conclusão, reafirma que o relógio celeste segue em funcionamento preciso, mesmo quando a vida na Terra parece ter desaprendido a olhar para cima.

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