Ciencia e Tecnologia

Lua entra em fase nova e inicia novo ciclo lunar neste sábado

A Lua entra na fase Nova neste sábado (21), está 15% visível e em crescimento, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Faltam três dias para o Quarto Crescente, que deve ocorrer em 24 de fevereiro, às 9h28, completando a sequência de fases lunares de fevereiro de 2026.

Fase Nova marca início de novo ciclo lunar

No céu da noite, o satélite natural praticamente desaparece para o olho nu. A Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, com o lado iluminado voltado para a estrela e o lado escuro orientado para nós. Por isso, mesmo com cerca de 15% de sua superfície já iluminada e em crescimento, a impressão é de ausência total no firmamento.

O Inmet confirma que a Lua Nova deste mês começa oficialmente às 9h03 de 17 de fevereiro, dando início a uma nova lunação, nome técnico do ciclo que vai de uma Lua Nova à seguinte. Esse intervalo dura, em média, 29,5 dias e organiza não apenas observações astronômicas, mas também calendários agrícolas, práticas de pesca e rotinas tradicionais em várias regiões do país.

O calendário de fevereiro ilustra bem esse movimento. A Lua Cheia abriu o mês logo no dia 1º, às 19h10, quando o disco ficou totalmente iluminado no céu. O ciclo avançou para a Lua Minguante em 9 de fevereiro, às 9h44, sinalizando o momento em que a luminosidade começa a cair noite após noite até chegar à fase Nova atual.

As marcações oficiais do Inmet ajudam a traduzir para números o que muitas pessoas acompanham de forma intuitiva, observando o céu ao entardecer ou na madrugada. Cada virada de fase, mesmo discreta, altera a porção iluminada visível da Lua, que cresce ou diminui gradualmente em cerca de sete dias entre cada etapa principal.

Calendário de fevereiro orienta campo, mar e cultura

Fevereiro de 2026 oferece um exemplo completo de ciclo. A Lua Cheia de 1º, a Minguante de 9, a Nova de 17 e a Crescente prevista para 24, às 9h28, desenham um mês em que todas as quatro fases principais se distribuem de forma regular. Entre elas, surgem as chamadas interfases, como o quarto crescente e o crescente giboso, que fazem a transição entre a Lua Nova e a Cheia, e o minguante giboso e o quarto minguante, que conectam a Cheia à Minguante.

Esses detalhes orbitais, que podem parecer restritos a astrônomos, têm peso concreto em atividades cotidianas. Agricultores ainda recorrem ao calendário lunar para decidir o melhor momento de plantio e colheita, especialmente em culturas mais sensíveis ao regime de água no solo. Em comunidades pesqueiras, fases como a Lua Cheia e a Nova orientam o planejamento de saídas ao mar, por influenciarem marés e luminosidade noturna.

O próprio Inmet destaca que acompanhar o ciclo lunar complementa a leitura de dados meteorológicos e oceanográficos. Em um país com mais de 7 mil quilômetros de litoral e grande produção agrícola, ignorar a interação entre ciclos naturais reduz a capacidade de planejamento. Em muitas cidades pequenas, o calendário lunar ainda divide espaço na parede com previsões de chuva e temperatura.

No imaginário coletivo, a Lua Nova também não passa despercebida. A fase costuma ser associada a recomeços, planos e rituais de renovação em diversas tradições religiosas e espirituais. O início de um ciclo de 29,5 dias funciona como um marco psicológico que se soma à explicação física: o realinhamento entre Terra, Lua e Sol.

Impactos práticos e o que observar nos próximos dias

O início da fase Nova, com 15% de visibilidade crescente, indica que a faixa iluminada deve se tornar perceptível com mais clareza nas próximas noites. Primeiro surge um arco muito fino, próximo ao horizonte, pouco após o pôr do sol. A cada dia, esse traço de luz se alarga, até que metade do disco se torne visível, momento conhecido como Quarto Crescente, previsto para 24 de fevereiro.

Na prática, a mudança importa para quem depende da luz noturna para trabalhar ou se deslocar, principalmente em áreas rurais com pouca infraestrutura de iluminação pública. A fase Nova representa o período de menor brilho lunar, o que melhora a observação de estrelas e planetas, mas reduz a claridade natural para atividades ao ar livre.

No campo científico, compreender com precisão a posição da Lua ajuda a calibrar modelos que relacionam marés, erosão costeira e até certos padrões de comportamento animal. A regularidade de um ciclo de 29,5 dias, embora sujeita a pequenas variações, funciona como uma espécie de metrônomo celeste, que marca ritmos físicos e biológicos na Terra.

O calendário lunar oficial, atualizado por órgãos como o Inmet, também tem papel educativo. Ao divulgar datas, horários e percentuais de iluminação, aproxima o público de fenômenos astronômicos que, por sua repetição, correm o risco de passar despercebidos. Acompanhar a transição da Lua Nova para a Crescente, por exemplo, ajuda a reconhecer na prática conceitos que, muitas vezes, ficam restritos aos livros escolares.

Um ciclo que recomeça a cada 29,5 dias

O retorno da Lua Nova neste 21 de fevereiro lembra que o ciclo lunar, embora previsível, continua a reorganizar rotinas humanas e a moldar a relação com o ambiente. Em três dias, o céu noturno exibirá com mais clareza o contorno do Quarto Crescente, marcando a fase associada ao crescimento e à construção de novos caminhos. Em pouco mais de uma semana, a Lua avança para o crescente giboso, até atingir novamente o auge luminoso na próxima Lua Cheia.

Entre números e tradições, a Lua segue ditando um calendário próprio, paralelo ao civil. A cada 29,5 dias, as mesmas fases retornam, mas o contexto embaixo delas muda: estações avançam, colheitas começam ou terminam, previsões de chuva se confirmam ou falham. A pergunta que permanece para astrônomos, agricultores e observadores casuais é como aproveitar melhor esse relógio natural, visível todas as noites, para planejar um cotidiano cada vez mais afetado pelas mudanças do clima e do planeta.

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