Lua entra em fase cheia em declínio; veja calendário lunar de fevereiro
A Lua aparece hoje, 7 de fevereiro de 2026, em fase cheia, com 72% de sua face visível e em processo de declínio. Em dois dias, o ciclo avança para a Lua Minguante, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Luz intensa em fase de despedida
No céu desta noite, o brilho ainda é o da Lua Cheia, mas o disco já não surge completo. A iluminação atinge 72% da superfície visível e diminui noite após noite, marcando a transição para a Lua Minguante prevista para 9 de fevereiro, às 9h44.
O calendário lunar de fevereiro de 2026, elaborado pelo Inmet, confirma que o mês começa com intensidade máxima. A Lua Cheia chega logo no dia 1º, às 19h10, e abre uma sequência de mudanças rápidas no céu. Em menos de quatro semanas, o satélite atravessa as principais fases, encerrando um ciclo e iniciando outro.
O movimento interessa muito além dos astrônomos amadores. Agricultores que planejam plantio e colheita, pescadores que observam marés e organizadores de eventos ao ar livre ajustam rotinas a partir dessas datas. A Lua, que completa uma lunação em média a cada 29,5 dias, continua a orientar decisões concretas, mesmo em um cotidiano dominado por aplicativos e previsões de alta tecnologia.
O desenho do ciclo lunar em fevereiro
O calendário divulgado pelo Inmet mostra um mês compacto em termos de fases. A Lua Cheia abre fevereiro no dia 1º, às 19h10. A Lua Minguante assume o protagonismo no dia 9, às 9h44. A Lua Nova surge em 17 de fevereiro, às 9h03, e a Lua Crescente encerra a sequência principal no dia 24, às 9h28.
Entre essas datas, o que o público vê é uma mudança contínua de formas e luminosidade. Primeiro, o disco cheio começa a “perder” pedaços de luz, noite após noite, até que apenas metade da face iluminada seja visível, no chamado Quarto Minguante. Depois, o brilho segue diminuindo até a Lua Nova, quando o satélite se posiciona entre a Terra e o Sol e praticamente desaparece do céu noturno.
Na Lua Nova, o lado iluminado fica voltado para o Sol e o lado escuro, para nós. O céu parece sem Lua, mas o ciclo recomeça. A partir daí, uma fina faixa de luz aparece no horizonte, logo após o pôr do Sol. Essa faixa cresce até que metade do disco esteja iluminada: é o Quarto Crescente. Passados cerca de sete dias, o círculo volta a ficar cheio, fechando o percurso da Lua Nova à Lua Cheia em aproximadamente duas semanas.
Os astrônomos descrevem esse percurso como um relógio natural. Em uma lunação média de 29,5 dias, cada fase principal — nova, crescente, cheia e minguante — dura por volta de uma semana. Entre elas, há as chamadas interfases: quarto crescente e crescente gibosa, entre lua nova e cheia, e minguante gibosa e quarto minguante, entre a cheia e a minguante. Na prática, são os desenhos intermediários que o público vê quando o disco não está nem completamente escuro nem totalmente iluminado.
O posicionamento relativo da Terra, da Lua e do Sol explica cada imagem no céu. Quando a Lua está nova, o satélite se coloca entre o planeta e a estrela. Quando está cheia, a Terra assume essa posição intermediária. A Lua Cheia de hoje, ainda que em declínio, é resultado direto desse alinhamento em linha quase reta, que expõe para nós a face totalmente iluminada pelo Sol.
Impacto no cotidiano, da roça às cidades
A divulgação diária das fases lunares por órgãos como o Inmet não se limita à curiosidade astronômica. Em áreas rurais, a referência é antiga. Muitos produtores rurais ainda conciliam informações de solo, clima e mercado com o estado da Lua antes de decidir o dia exato de plantar ou podar. Em períodos de Lua Cheia, a combinação de noites mais claras e variações de umidade do solo influencia práticas agrícolas que atravessam gerações.
Na faixa litorânea, a relação é direta com o comportamento das marés, controladas pela atração gravitacional da Lua sobre os oceanos. Lanternas naturais como a Lua Cheia de hoje ajudam pescadores que ainda saem em embarcações pequenas e preferem noites mais iluminadas, mas também modificam a dinâmica dos cardumes, que reagem à luminosidade na superfície da água.
Nas cidades, o impacto ganha outra forma. Empresas de turismo vendem passeios específicos em noites de Lua Cheia, de trilhas em serras a observações em mirantes e parques. Fotógrafos planejam registros de paisagem com antecedência, escolhendo datas em que o disco aparece mais alto no horizonte logo após o pôr do sol. A Lua de 72% de visibilidade desta noite ainda oferece boas oportunidades de registro, mesmo já em ritmo de despedida da fase cheia.
Crenças populares e práticas ligadas à astrologia também se ancoram nesse calendário. A Lua Cheia costuma ser associada à “plenitude” e ao auge de processos pessoais, enquanto a Lua Minguante é vista como fase de limpeza e encerramento. O Inmet, ao fornecer datas e horários precisos, alimenta esse interesse diverso, mas faz questão de separar o que é cultura do que é ciência. Em seus materiais, o instituto reforça o caráter astronômico das fases e o vínculo comprovado com fenômenos físicos, como marés e luminosidade.
O que observar nos próximos dias
O céu dos próximos dias oferece um roteiro claro para quem deseja acompanhar o ciclo completo. A partir de hoje, o disco lunar diminui a cada anoitecer até o dia 9, quando atinge a Lua Minguante às 9h44. Em seguida, a superfície iluminada seguirá encolhendo até a Lua Nova de 17 de fevereiro, às 9h03, momento em que o satélite praticamente some da vista no início da noite.
Do dia 18 em diante, uma fina unha de luz reaparece no horizonte oeste. O brilho cresce até o Quarto Crescente de 24 de fevereiro, às 9h28, quando metade da face iluminada se impõe no céu. Pouco mais de uma semana depois, a Lua volta a ficar cheia, abrindo uma nova lunação de cerca de 29,5 dias e repetindo o relógio celeste que acompanha a humanidade há milênios.
Em um cenário em que previsões do tempo chegam por aplicativos e assistentes digitais, a presença da Lua continua a ser um lembrete visível dos ciclos naturais. A Lua Cheia de hoje, mesmo já em declínio e com 72% de visibilidade, ainda domina o céu e oferece um convite silencioso à observação. A forma como cada um responde a esse convite — com curiosidade científica, tradição familiar ou crença pessoal — deve seguir sendo tema para muitas noites de conversa sob a mesma luz prateada.
