Lua cheia de fevereiro atinge auge nesta quinta com 88% de visibilidade
A Lua chega à fase cheia nesta quinta-feira (5), em um ciclo que coloca o satélite no centro das atenções do calendário astronômico de fevereiro de 2026. O fenômeno, acompanhado de perto pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e destacado pelo Olhar Digital, marca um momento de alta luminosidade no céu noturno e reacende o interesse pelos ciclos naturais que regem a relação entre Terra, Lua e Sol.
Fenômeno visível e em transformação
No céu desta quinta, a Lua aparece cheia para o observador comum, mas já inicia um processo de perda gradual de brilho. De acordo com os dados de efemérides usados pelo Inmet, o satélite está hoje 88% visível e em fase decrescente, a quatro dias da chegada da Lua Minguante. A configuração atual é o auge de um ciclo que começou ainda no primeiro dia do mês, quando a Lua Cheia se estabeleceu oficialmente às 19h10 de 1º de fevereiro.
A geometria celeste explica o espetáculo. Na fase cheia, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua. O lado iluminado do satélite fica totalmente voltado para nós, o que faz com que o disco lunar pareça inteiro, brilhante e estável. O efeito se repete mês a mês, mas nunca da mesma forma: pequenas variações na órbita e na posição dos astros mudam discretamente o horário, o tamanho aparente e o brilho observado em cada lunação.
Os dados divulgados neste mês têm origem no calendário de fases elaborado pelo Inmet, que acompanha o movimento relativo entre Terra, Lua e Sol e divulga horários exatos das transições. O instituto informa que, em fevereiro de 2026, todas as fases principais se concentram dentro de um intervalo de 24 dias, uma sequência que facilita o acompanhamento por leigos e interessados em astronomia amadora.
Calendário lunar de fevereiro e impacto cotidiano
O ciclo de fevereiro começa intenso. A Lua Cheia se instala logo em 1º de fevereiro, às 19h10, e segue dominante nos primeiros dias do mês. A próxima virada acontece no dia 9, quando a Lua Minguante se apresenta às 9h44. O disco escurece ainda mais até chegar à Lua Nova, prevista para as 9h03 de 17 de fevereiro. A sequência se completa com a Lua Crescente, às 9h28 do dia 24, desenhando no céu um arco quase didático de transformações ao longo de menos de um mês.
Por trás desse calendário está a lunação, o ciclo que vai de uma Lua Nova à seguinte. O período médio é de 29,5 dias, tempo em que o satélite percorre suas quatro fases principais: nova, crescente, cheia e minguante. Cada estágio dura em torno de uma semana e é pontuado por fases intermediárias, as chamadas interfases, como o quarto crescente e o quarto minguante, além das fases gibosas, quando o disco parece quase completo, mas não totalmente iluminado.
A rigor, o que muda não é a Lua em si, mas o ângulo de iluminação em relação à Terra. Na Lua Nova, o satélite se coloca entre nós e o Sol, exibindo para o espaço o lado iluminado e escondendo o brilho do olho humano. A partir daí, uma faixa de luz fina surge no horizonte ao entardecer, cresce dia após dia, passa pelo quarto crescente e chega à plenitude da Lua Cheia. Depois, o processo se inverte: a borda iluminada encolhe, o quarto minguante marca a metade do caminho e a escuridão domina outra vez na próxima Lua Nova.
Esses movimentos regulares têm impacto prático que ultrapassa o interesse dos astrônomos. Tradições agrícolas ainda usam o calendário lunar como referência para o plantio e a colheita, em especial em culturas familiares e regionais. Atividades pesqueiras observam as variações de maré associadas à Lua Cheia e à Lua Nova, fases em que o alinhamento gravitacional com o Sol intensifica as chamadas marés de sizígia. Em paralelo, rituais religiosos e práticas espirituais reservam datas específicas para celebrações, meditações e festividades atreladas à plenitude lunar.
Ciência, cultura e próximos ciclos
No campo científico, acompanhar a Lua com precisão é um exercício de matemática celeste e também de educação pública. As informações do Inmet, ao lado da cobertura de veículos especializados como o Olhar Digital, aproximam o público de conceitos que muitas vezes ficam restritos a manuais técnicos. Ao informar que hoje a Lua está cheia, 88% visível e em fase decrescente, os institutos convidam o leitor a perceber que o céu é dinâmico, mensurável e previsível.
A divulgação sistemática do calendário lunar ajuda escolas, observatórios amadores, grupos de astronomia e até produtores rurais a organizar atividades. A noite de Lua Cheia é usada como oportunidade para eventos de observação, oficinas de fotografia noturna e ações educativas sobre poluição luminosa e preservação de áreas escuras. Mesmo quem vive em grandes centros urbanos, sob intensa iluminação artificial, consegue enxergar a Lua quando o céu colabora, o que transforma a fase cheia em uma das poucas experiências astronômicas acessíveis a quase todos.
O interesse renovado pelos ciclos naturais também movimenta plataformas digitais. Publicações sobre Lua Cheia, eclipses e chuvas de meteoros geram altos índices de busca, leitura e compartilhamento. O Olhar Digital estimula o público a acompanhar essas informações em canais como o Google Discover, onde atualizações sobre fases da Lua aparecem lado a lado com notícias de tecnologia, ciência e meio ambiente. O resultado é um ambiente em que curiosidade, cultura pop e rigor científico se cruzam com mais frequência.
Fevereiro avança e o ciclo segue seu curso. Em quatro dias, a Lua Minguante muda a aparência do céu e inaugura a etapa de encerramento da atual lunação. Duas semanas depois, a Lua Nova volta a escurecer o horizonte noturno e abre espaço para um novo arco crescente de luz. A cada repetição, o calendário lunar reafirma uma rotina que antecede qualquer calendário humano e continua a oferecer, a olho nu, uma aula diária sobre a mecânica do Sistema Solar.
