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Justiça nega soltura de suspeita de matar Beatriz Vitória na Grande BH

Carla Luiza da Silva, de 23 anos, continuará presa preventivamente. Defesa alegou falta de provas no caso de Beatriz e suposta coação policial para conseguir a liberdade

Justiça nega soltura de suspeita de matar Beatriz Vitória na Grande BH

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o pedido de soltura de Carla Luiza da Silva, de 23 anos, suspeita de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (28) e mantém a prisão preventiva da investigada. Carla é atual companheira de Samuel Castro Melo, de 18 anos, ex-namorado da vítima, que também permanece preso por suspeita de participação no crime.

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O desembargador Guilherme de Azeredo Passos rejeitou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pelos advogados da suspeita. Segundo o magistrado, não foram identificados elementos suficientes para justificar a liberdade imediata.

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A decisão não representa o julgamento definitivo do habeas corpus, que ainda será analisado pela Justiça.

Defesa alegou falta de provas e coação policial

No pedido, os advogados de Carla argumentaram que a prisão preventiva não apresentou fundamentos individualizados que demonstrassem a necessidade da medida.

A defesa também afirmou que as investigações ainda estão em andamento e que não existem indícios suficientes para atribuir a autoria do crime à suspeita. Outro argumento apresentado foi o de que Carla teria sofrido coação física e moral durante a atuação policial, com supostas tentativas de obter uma confissão.

Os advogados destacaram que ela não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e vínculo formal de trabalho. Por isso, solicitaram a substituição da prisão por medidas cautelares.

O desembargador, porém, considerou que não havia demonstração de ilegalidade evidente que justificasse uma decisão urgente. O magistrado solicitou informações ao juízo responsável pelo caso, que deverão ser encaminhadas antes da análise definitiva do pedido.

Relembre a morte de Beatriz Vitória

Beatriz Vitória desapareceu em 9 de outubro, depois de sair de um bar em Jaboticatubas. Segundo as investigações, a jovem teria sido chamada para conversar com ocupantes de um carro e avisou aos amigos que retornaria em poucos minutos.

Ela não voltou. O corpo foi encontrado no dia 21 de outubro, enterrado em uma cova rasa em uma área rural do município, com as mãos amarradas e sinais de violência.

A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o assassinato tenha sido planejado. Uma das principais linhas de investigação aponta para conflitos e ciúmes envolvendo Beatriz, o ex-namorado e a atual companheira dele.

Imagens de câmeras de segurança registraram Carla retirando recipientes de soda cáustica de uma loja dois dias antes do desaparecimento. Os investigadores apuram se a substância foi utilizada para acelerar a decomposição do corpo.

Uma adolescente de 15 anos, que indicou aos policiais o local onde o corpo estava enterrado, também é investigada por possível participação no crime.

A Polícia Civil aguarda resultados de exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar a responsabilidade de cada investigado.

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