Joanna de Assis chama Nacional Potosí de “time de churrasco” após derrota do Botafogo
A apresentadora Joanna de Assis, do SporTV, chama o Nacional Potosí de “time de churrasco” ao analisar, nesta quinta-feira (19), a derrota do Botafogo por 1 a 0 na Bolívia, pela segunda fase preliminar da Copa Libertadores. A declaração ocorre horas depois da partida em quase 4 mil metros de altitude e acende o debate sobre o nível técnico do rival alvinegro.
Crítica dura em rede nacional após jogo na altitude
O comentário de Joanna vai ao ar no “SporTV News” pouco depois da derrota em Potosí, na noite de 19 de fevereiro de 2026. O Botafogo cria chances, sofre com o gramado e com a altitude, mas volta ao Brasil em desvantagem mínima antes do jogo de volta, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, na próxima semana.
Joanna não poupa o adversário boliviano. Para ela, o placar de 1 a 0 expõe mais os problemas do Nacional Potosí do que uma suposta superioridade técnica sobre o time carioca. “É um time fraco, que não se recompõe, parece time de churrasco, vai todo mundo atacar e depois volta todo mundo. Era essa a sensação”, afirma, ao vivo, ao detalhar os espaços deixados pela defesa boliviana.
A jornalista ressalta que o Botafogo encontra muitos buracos no sistema defensivo rival, mesmo sob forte desgaste físico. “O Botafogo teve muitas chances, o Nacional Potosí também teve, mas o Botafogo teve muito espaço. É claro que a condição é adversa, não dá para ignorar a altitude, toda a preparação foi pensada na resistência física dos jogadores, mas que o time é ruim, é ruim”, analisa.
A crítica vem em um momento sensível da temporada. O Botafogo entra em campo pressionado por resultados após reformulação do elenco e comissão técnica neste início de 2026, enquanto o Nacional Potosí tenta transformar o fator altitude em trunfo para avançar à fase de grupos da Libertadores, torneio que movimenta milhões de dólares em premiações e exposição.
Repercussão, pressão e expectativa de goleada no Rio
As palavras de Joanna correm rapidamente pelas redes sociais assim que os trechos da análise são compartilhados em vídeo por torcedores e páginas esportivas. O termo “time de churrasco” vira tema de debate entre botafoguenses, rivais e perfis bolivianos. Em fóruns e grupos de WhatsApp, a fala é interpretada por parte da torcida como um espelho da própria confiança em uma virada tranquila no Rio.
No estúdio do SporTV, o comentarista André Loffredo reforça essa percepção e projeta um cenário de domínio alvinegro no “tapetinho” do Nilton Santos, apelido dado ao gramado sintético do estádio. “Com esse espaço aqui no Rio, vai ser para lá de três para o Botafogo. Esse futebol que o time do Nacional joga não dá condição de disputa em alto nível sem as condições de altitude. Achei um time bem ruim”, diz.
A análise de Loffredo ecoa a impressão de parte dos analistas sobre equipes que dependem fortemente do fator geográfico. A quase 4 mil metros, a bola corre diferente, o fôlego encurta e o desgaste é visível. Sem essa barreira natural no Rio, cresce a cobrança sobre o Nacional Potosí para provar que consegue competir em 90 minutos em condições mais equilibradas.
O Nacional chega ao confronto de volta com a vantagem do empate simples. O Botafogo precisa vencer por dois gols de diferença para evitar decisão por pênaltis, a depender do regulamento em vigor nesta fase preliminar. Na prática, o jogo no Nilton Santos vale o planejamento esportivo da temporada. A classificação garante calendário continental mais robusto, aumento de receita com bilheteria, direitos de transmissão e patrocínios, além de exposição internacional para atletas e comissão técnica.
O histórico recente da Libertadores mostra que tropeços em fases preliminares cobram preço alto. Clubes brasileiros eliminados antes da fase de grupos costumam enfrentar queda de arrecadação e pressão política interna. No caso do Botafogo, que investe em reforços e em estrutura desde 2023 para se fixar no cenário sul-americano, uma eliminação precoce intensificaria o debate sobre gestão, elenco e rumo do projeto esportivo.
Jogo de volta vira prova de força e de discurso
A semana entre os dois confrontos se transforma em campo fértil para narrativas opostas. Para os botafoguenses, a derrota por 1 a 0 fora de casa parece reversível. Nas arquibancadas e nas redes, a frase atribuída por Joanna à torcida sintetiza o sentimento: “Espera aqui no Nilton Santos, vocês não vão ter altitude aqui”. O discurso mistura confiança, provocação e cobrança por atuação convincente.
Para o Nacional Potosí, as declarações brasileiras funcionam como combustível. A comissão técnica boliviana precisa blindar o elenco das críticas, ajustar a estrutura defensiva tão questionada e encontrar um plano de jogo que reduza o espaço que, nas palavras de Loffredo, torna o adversário vulnerável em qualquer campo neutro. O empate no Nilton Santos vale vaga, mas também honra esportiva, depois de ser taxado de “time de churrasco” em rede nacional.
O jogo em solo carioca tende a registrar bom público, impulsionado pela confiança em uma vitória elástica. Em fevereiro, início de temporada, o torcedor equilibra orçamento e expectativas; ainda assim, a perspectiva de vaga na fase de grupos, com estreia prevista para março, costuma encher o estádio. A atmosfera de decisão pressiona atletas e comissão técnica, mas também oferece chance de reconstruir a narrativa após o revés na altitude.
A repercussão das críticas de Joanna e Loffredo ultrapassa a rivalidade pontual entre Botafogo e Nacional Potosí. O episódio reacende discussões sobre o abismo técnico entre clubes sul-americanos, o impacto da altitude na competitividade do torneio e o limite entre análise dura e desrespeito em comentários esportivos. Enquanto isso, a bola ainda não rola no jogo de volta e a resposta mais efetiva, para os dois lados, continua sendo a mesma: o que será feito em campo.
O apito inicial no Nilton Santos, na próxima semana, encerra o debate teórico e abre espaço para a prática. Se o Botafogo confirmar o favoritismo e a expectativa de goleada, reforça a leitura de que o Nacional depende demais da altitude. Se os bolivianos sobreviverem no Rio, a classificação carregará um sabor extra de revanche, tanto esportiva quanto simbólica. Até lá, a Libertadores de 2026 segue em suspenso para alvinegros e bolivianos, à espera de uma noite que pode redefinir a temporada.
