Irmão de Meghan Markle entra na mira da polícia em investigação de abuso sexual infantil contra o pai
Thomas Markle Jr., que denunciou o próprio pai às autoridades, passou a ser considerado pessoa de interesse após relato de testemunha; polícia ressalta que ele ainda não é suspeito.

Thomas Markle Jr., de 60 anos, meio-irmão de Meghan Markle, passou a ser considerado pessoa de interesse em uma investigação sobre suspeitas de material de abuso sexual infantil envolvendo seu pai, Thomas Markle Sr., de 82 anos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pelas autoridades das Filipinas, onde o caso está sendo investigado. Apesar da nova linha de apuração, a polícia esclareceu que o irmão da duquesa de Sussex ainda não é tratado formalmente como suspeito.
A decisão ocorreu após uma testemunha relatar que meninas menores de idade teriam sido levadas a uma residência associada a Thomas Jr. Segundo o secretário do Interior das Filipinas, Jonvic Remulla, as autoridades pretendem verificar se o filho teve alguma participação nos possíveis crimes investigados. O relato ainda depende de apuração e não comprova que tenha ocorrido violência no imóvel.
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O caso ganhou repercussão internacional porque foi o próprio Thomas Jr. quem inicialmente denunciou o pai, após afirmar ter encontrado arquivos suspeitos em equipamentos eletrônicos que estavam guardados na antiga residência da família, na cidade de Cebu. Thomas Markle Sr. nega as acusações e afirma que jamais praticou os crimes atribuídos a ele.
Meghan Markle se diz abalada após denúncias contra o pai por abuso sexual
Por que o irmão de Meghan Markle entrou na investigação?
Durante uma entrevista coletiva realizada em Manila, o secretário do Interior filipino explicou que os investigadores receberam novas informações sobre a possível participação de outras pessoas no caso.
De acordo com Remulla, uma testemunha afirmou que meninas menores de idade frequentavam uma casa relacionada a Thomas Markle Jr. A partir dessa informação, a polícia decidiu ampliar as diligências para verificar as circunstâncias das visitas e identificar possíveis conexões com o material encontrado.
O secretário ressaltou que a investigação não pode se limitar ao pai de Meghan sem analisar outras informações surgidas durante a apuração.
Apesar disso, fez uma distinção importante: Thomas Jr. foi classificado como pessoa de interesse, expressão utilizada para indicar alguém que pode fornecer informações relevantes ou cuja possível ligação com os fatos precisa ser esclarecida.
Isso não significa que ele tenha sido formalmente acusado, indiciado ou considerado culpado de qualquer crime.
Até o momento, as autoridades não divulgaram provas que demonstrem participação de Thomas Jr. em atos de abuso sexual infantil.
Polícia encontrou cerca de 7.500 arquivos em dispositivos eletrônicos
As autoridades filipinas informaram que aproximadamente 7.500 arquivos foram recuperados durante a investigação, incluindo fotografias e vídeos suspeitos de conter material de abuso sexual infantil.
O conteúdo estava armazenado em celulares, computadores desmontados e outros dispositivos eletrônicos recolhidos pelos investigadores.
Segundo o secretário do Interior, parte dos arquivos apresenta imagens consideradas extremamente perturbadoras. A polícia, entretanto, ainda precisa esclarecer a origem do material e determinar quem tinha acesso aos equipamentos.
Uma das principais questões é identificar a quem pertenciam os dispositivos e quem seria responsável pelo armazenamento dos arquivos.
As autoridades solicitaram apoio do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, para auxiliar nas análises e na identificação dos possíveis responsáveis.
A investigação também envolve informações sobre materiais encontrados no México, país onde Thomas Markle Sr. morou antes de se mudar para as Filipinas.
Foi o próprio filho quem denunciou Thomas Markle
Um dos aspectos mais incomuns do caso é que Thomas Markle Jr. foi a pessoa que levou as primeiras suspeitas às autoridades.
Em outubro, ele afirmou ter encontrado uma grande quantidade de imagens suspeitas entre os pertences do pai, que anteriormente vivia na cidade filipina de Cebu.
Segundo seu relato, os arquivos estavam armazenados em equipamentos eletrônicos guardados na residência. Após a descoberta, ele procurou a polícia local e também comunicou o caso ao FBI.
Thomas Jr. afirmou ainda ter informado às autoridades norte-americanas sobre depósitos alugados pelo pai em Hollywood, nos Estados Unidos, onde poderiam existir outros materiais relevantes para a investigação.
Agora, o homem que apresentou as denúncias também terá sua possível ligação com os fatos analisada pelas autoridades.
A mudança não invalida automaticamente as informações fornecidas por ele, mas amplia o alcance das investigações.
Pai de Meghan Markle nega acusações
Thomas Markle Sr., de 82 anos, rejeitou publicamente as acusações feitas pelo filho.
Em entrevistas à imprensa britânica, ele afirmou estar chocado com as denúncias e declarou que jamais possuiria material de abuso sexual infantil.
O pai de Meghan reconheceu ter pago por relações sexuais com mulheres adultas durante o período em que viveu nas Filipinas, mas negou qualquer envolvimento com menores de idade.
Ele também questionou as declarações de Thomas Jr. e afirmou que está disposto a colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.
Atualmente, Thomas Markle Sr. está nos Estados Unidos, onde recebe cuidados médicos após enfrentar problemas de saúde.
Até o momento, não foi divulgada uma decisão judicial que estabeleça sua responsabilidade pelos crimes investigados.
Meghan Markle já havia se manifestado sobre denúncias contra o pai
As investigações provocaram novos desdobramentos na relação entre Meghan Markle e sua família.
Em outubro, a duquesa de Sussex afirmou estar profundamente abalada com as acusações e revelou que já havia recebido informações sobre denúncias semelhantes anos antes.
Segundo Meghan, uma carta contendo alegações contra seu pai foi encaminhada à Polícia Metropolitana de Londres e ao setor responsável pela proteção de integrantes da família real britânica.
A duquesa declarou que o afastamento de Thomas Markle e a decisão de impedir o contato dele com seus filhos, Archie e Lilibet, tiveram como prioridade a proteção das crianças.
Meghan e o pai mantêm uma relação distante desde 2018, quando ela se casou com o príncipe Harry.
O rompimento familiar ganhou repercussão após desentendimentos públicos, entrevistas concedidas por Thomas Markle e divergências relacionadas à exposição da vida privada da duquesa.
As novas denúncias também levantaram questionamentos sobre a atuação da polícia britânica diante das informações recebidas anteriormente.
Em 30 de outubro, o órgão independente responsável por fiscalizar a conduta policial no Reino Unido anunciou uma investigação sobre a decisão da Polícia Metropolitana de Londres de não compartilhar as acusações com outras autoridades policiais na época.
Próximos passos
A polícia das Filipinas deverá continuar analisando os dispositivos eletrônicos e ouvindo testemunhas para esclarecer a origem dos arquivos encontrados.
Os investigadores também pretendem verificar as informações sobre a residência associada a Thomas Markle Jr. e determinar se existem elementos que justifiquem alguma mudança em sua situação na investigação.
O apoio solicitado ao FBI poderá contribuir para identificar os responsáveis pelos equipamentos e estabelecer possíveis conexões entre os materiais encontrados nas Filipinas, no México e nos Estados Unidos.
Até o momento, Thomas Markle Jr. permanece classificado como pessoa de interesse, sem acusação criminal formal anunciada pelas autoridades. Seu pai continua negando qualquer envolvimento nos crimes investigados.

