Ciencia e Tecnologia

iPhone 18 Pro deve estrear câmera em furo e redesenhar Dynamic Island

A Apple prepara para setembro ou outubro de 2026 o iPhone 18 Pro com a maior mudança visual da tela em anos. O modelo deve adotar câmera frontal em furo no display e repensar a Dynamic Island para liberar mais área útil.

Deslocamento da Dynamic Island e tela mais limpa

O novo desenho do topo da tela rompe com o padrão atual inaugurado em 2022, no iPhone 14 Pro. Em vez do recorte central em formato de pílula, a Apple estuda levar a Dynamic Island para o canto superior esquerdo, acompanhando uma câmera frontal inserida diretamente no display, em um pequeno furo.

A mudança se apoia em dois movimentos paralelos. Primeiro, a adoção do chamado “hole punch”, solução já comum em celulares Android premium há pelo menos cinco anos. Segundo, o avanço tecnológico necessário para esconder o sistema de reconhecimento facial Face ID sob a tela, reduzindo a necessidade de área recortada para sensores.

Informações antecipadas pelo site The Information e detalhadas em renders publicados no canal de YouTube “fpt.” mostram como ficaria a nova organização. Nas imagens, a câmera aparece isolada no canto esquerdo, enquanto a Dynamic Island se desloca e encolhe, ganhando um desenho mais discreto. A Apple não confirma os planos, mas sinaliza internamente que a prioridade é uma frente de vidro o mais contínua possível.

O atual entalhe dinâmico se tornou peça central da identidade visual do iPhone desde 2022, ao agrupar alertas, chamadas e controles em uma área viva no topo da tela. Ao mover esse recurso para a lateral, a Apple abre mais espaço central para vídeos, jogos e navegação, em um layout mais próximo de um painel realmente sem bordas.

O que muda na prática para o usuário e para o mercado

A ideia de embutir os sensores de Face ID sob o display circula em relatórios de analistas desde 2023, mas ganha novo peso com o ciclo do iPhone 18 Pro. Se a solução enfim chega ao produto final, a Apple elimina um dos últimos elementos que interrompem a continuidade da tela, algo que concorrentes chineses tentam resolver com câmeras “invisíveis” há pelo menos três gerações.

Na prática, o usuário deve perceber uma área de visualização mais ampla, sem a barra central escura que hoje acompanha qualquer vídeo em tela cheia. Jogos em modo horizontal ganham alguns milímetros extras nas laterais, enquanto a navegação no dia a dia fica menos poluída. A câmera em furo, reposicionada no canto, tende a interferir menos em legendas, menus e botões virtuais.

A mudança também funciona como sinal ao restante da indústria. Ao adotar o “hole punch” só em 2026, quase uma década depois dos primeiros Android com esse tipo de recorte, a Apple inverte o jogo ao somar a técnica a um pacote de software mais maduro. Uma Dynamic Island menor, mas ainda interativa, pode reforçar a sensação de exclusividade em comparação a soluções mais estáticas de rivais.

No curto prazo, fabricantes que apostam em bordas ultrafinas e câmeras sob o display tendem a usar o iPhone 18 Pro como referência de acabamento. Se o modelo emplaca em vendas, a pressão por telas limpas e sensores invisíveis cresce em toda a faixa premium, dos aparelhos acima de US$ 800 aos topos de linha que passam de US$ 1.200.

Para a própria Apple, o novo arranjo abre espaço para reorganizar a linha. O plano atual prevê o lançamento do iPhone 18 Pro e do 18 Pro Max entre setembro e outubro de 2026, mantendo o calendário tradicional. Já o iPhone 18 básico ficaria para o primeiro trimestre de 2028, em uma separação inédita entre a chegada dos modelos avançados e do aparelho de entrada da série.

Essa distância de cerca de 18 meses entre os lançamentos dá fôlego para manter o ticket médio alto com a família Pro e empurra parte dos consumidores para modelos intermediários anteriores, como o iPhone 17 ou 16. Ao mesmo tempo, sinaliza que as inovações mais arriscadas, como o Face ID sob o display, estreiam primeiro nas versões mais caras, antes de chegarem ao público amplo.

Próximos passos da Apple e as dúvidas em aberto

Os rumores mais recentes não cravam se a Dynamic Island sobreviverá intacta à transição. Uma possibilidade é manter o recurso, mas em escala menor, concentrado no canto esquerdo, acompanhando a posição da câmera. Outra é reduzir a função a uma faixa discreta de notificações, até que o Face ID totalmente invisível permita eliminar qualquer recorte.

A Apple evita comentar planos futuros, mas a movimentação indica que o iPhone 18 Pro pode marcar o início de uma nova fase para o design da linha, mais próxima da ideia de “uma única peça de vidro” que a empresa repete em apresentações. Se o experimento com a câmera em furo der certo, a pergunta deixa de ser se o iPhone terá uma tela totalmente limpa e passa a ser quando isso acontecer.

Até lá, o mercado acompanha cada vazamento de componente e cada render que surge em fóruns especializados. O ciclo de 2026 tem potencial para definir o padrão visual da próxima década de smartphones, em um cenário em que qualquer milímetro extra de tela pode significar a diferença entre um aparelho comum e um novo objeto de desejo.

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