iPhone 15 de 256 GB cai para R$ 4,1 mil no Mercado Livre
O Mercado Livre coloca o iPhone 15 5G de 256 GB em oferta nesta terça-feira (24), por R$ 4.164,15 no Pix com cupom ativado e frete grátis. O valor pressiona a faixa premium da Apple no Brasil ao ficar mais de R$ 1.000 abaixo do iPhone 16 e mais de R$ 2.300 distante do iPhone 17, ambos com a mesma capacidade de armazenamento.
Oferta mira consumidor que adia troca de iPhone
A promoção aparece em um momento em que muitos usuários seguram a troca de aparelho diante dos preços dos modelos mais recentes da Apple. No anúncio monitorado pelo Canaltech Ofertas nesta tarde de 24 de fevereiro de 2026, o iPhone 15 5G de 256 GB na cor verde parte de R$ 4.649 e cai para R$ 4.164,15 após ativação de cupom promocional e pagamento via Pix, mantendo frete grátis para boa parte do país.
O movimento posiciona o modelo lançado em 2023 como uma espécie de porta de entrada para o ecossistema atual da Apple, com preço mais próximo da realidade do consumidor brasileiro. O iPhone 15 mantém recursos vistos como obrigatórios hoje em um topo de linha, como conexão 5G, porta USB-C no lugar do antigo conector Lightning e um conjunto de câmeras capaz de competir com rivais Android na mesma faixa de preço.
Nos bastidores do varejo online, descontos via Pix e cupons segmentados se tornam arma recorrente para destravar vendas de eletrônicos de alto valor. A lógica é simples: o lojista recebe à vista, reduz custo financeiro e repassa parte desse ganho em abatimento imediato para quem consegue pagar no ato. No caso do iPhone 15, o corte aproxima um celular premium da barreira psicológica dos R$ 4.000, ainda distante da renda média nacional, mas menos intimidante que os quase R$ 7.000 pedidos pelos modelos mais novos.
Distância de preço expõe desafio das gerações mais novas
O contraste com as gerações seguintes evidencia o tamanho da diferença. Dados levantados pelo Canaltech mostram o iPhone 16 de 256 GB por R$ 5.336,99 no Pix, algo em torno de R$ 1.170 acima do iPhone 15 em promoção. Já o iPhone 17 de 256 GB aparece por R$ 6.477 no mesmo formato de pagamento, um salto superior a R$ 2.300 para quem busca exatamente a mesma capacidade de armazenamento.
Na prática, o comprador avalia se pequenas melhorias de chip e câmera compensam essa disparada de valores. O iPhone 15 segue atual nas tarefas diárias: redes sociais, gravação de vídeos em alta definição, jogos pesados e integração com outros produtos da Apple, como Apple Watch e Mac. Em uso real, o aparelho ainda não passa a sensação de produto defasado frente às novidades de 2025 e 2026.
Especialistas em mercado de smartphones apontam que esse tipo de oferta reforça uma tendência de consumo mais racional. Em vez de trocar de iPhone a cada ano, parte do público aceita ficar duas ou três gerações atrás, desde que tenha armazenamento folgado, bateria confiável e atualizações de sistema por vários anos. Do lado da Apple, a estratégia de manter suporte prolongado às linhas anteriores sustenta esse comportamento, ao mesmo tempo em que preserva margens elevadas nos lançamentos.
A movimentação também afeta concorrentes diretos. Marcas como Samsung, Motorola e Xiaomi atuam agressivamente entre R$ 3.000 e R$ 5.000, faixa em que a presença de um iPhone recente, ainda com longo tempo de suporte, tende a roubar atenção. O diferencial histórico de valorização da revenda de iPhones, que costuma ser mais alta que a de celulares Android, entra na conta de quem compara números com calma.
Impacto no varejo online e próximos passos do mercado
A ação do Mercado Livre ocorre em um cenário de disputa acirrada por protagonismo nas vendas de eletrônicos no e-commerce brasileiro. O corte temporário no preço do iPhone 15 deve ampliar o fluxo de buscas por smartphones premium na plataforma e reforçar a percepção de que grandes negócios surgem fora das datas tradicionais de promoção, como Black Friday e Prime Day.
Para o consumidor, o movimento funciona como termômetro de um mercado que tenta destravar estoques sem admitir abertamente uma redução de patamar de preços. A diferença acima de R$ 2.300 entre iPhone 15 e iPhone 17 indica que, ao menos por ora, quem faz questão da numeração mais recente paga caro por avanços graduais. Quem aceita abrir mão do último lançamento encontra espaço para economizar sem abandonar o universo da Apple.
A promoção tende a estimular campanhas semelhantes em outras varejistas, que dependem de financiamentos mais caros quando o pagamento ocorre no cartão parcelado. Se a adesão ao Pix continuar alta, a prática de atrelar os menores preços ao pagamento instantâneo deve se consolidar ainda mais. Nesse cenário, o consumidor ganha poder de barganha, mas precisa redobrar a atenção com a procedência do produto, política de devolução e garantia.
O desfecho da ofensiva de preço sobre o iPhone 15 ajuda a desenhar os próximos meses do mercado de smartphones premium no Brasil. A questão que permanece em aberto é se o público está disposto a normalizar a compra de gerações anteriores como regra, forçando Apple e varejistas a redesenhar a escadinha de preços, ou se as novidades anuais seguirão falando mais alto que qualquer desconto.
