Inmet emite alerta vermelho de chuva extrema para MG, RJ e BA
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite alerta vermelho de grande perigo para chuva intensa em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia entre esta quinta (22) e sábado (24). A previsão indica acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em 24 horas e provocar alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas.
Chuva extrema coloca Sudeste em estado de atenção máxima
O aviso mais grave da escala do Inmet entra em vigor às 10h desta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, e segue até 23h59min de sábado, dia 24. O órgão alerta para chuva acima de 60 milímetros por hora ou de 100 milímetros ao longo do dia, patamar suficiente para sobrecarregar sistemas de drenagem e provocar enxurradas em áreas urbanas e rurais.
O foco do comunicado são cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia com histórico de alagamentos e encostas instáveis. Nessas regiões, qualquer alteração rápida no volume de água pode transformar ruas em rios, avançar sobre casas em áreas ribeirinhas e desestabilizar morros ocupados de forma precária. Técnicos do instituto classificam a situação como de “grande perigo” e recomendam monitoramento permanente.
O alerta vermelho indica que o cenário ultrapassa o risco usual da estação chuvosa. Ao apontar volumes de chuva tão concentrados em poucas horas, o Inmet sinaliza que não se trata apenas de dias chuvosos, mas de um episódio capaz de causar danos expressivos à infraestrutura e à rotina das cidades. A orientação é que população e autoridades tratem o aviso como um sinal para agir com antecedência, e não apenas reagir aos estragos.
Risco de alagamentos, rios cheios e encostas instáveis
O principal temor é a combinação de solo encharcado, rios em elevação e ocupação de áreas frágeis. Em bairros construídos em fundos de vale ou às margens de cursos d’água, um acréscimo de poucas dezenas de milímetros em curto período já basta para que a água saia do leito e avance sobre ruas e casas. Em áreas com drenagem deficiente, bueiros entupidos e pavimentação irregular, a chuva encontra barreiras e se espalha rapidamente.
Em nota, o aviso meteorológico do Inmet destaca que “há grande risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas” nas áreas sob alerta. Na prática, isso significa risco direto para quem vive às margens de córregos canalizados, em morros com taludes expostos e em loteamentos erguidos sobre antigas áreas de brejo ou aterro. Defesas civis municipais começam a reforçar plantões e a revisar pontos considerados críticos nos últimos anos.
As chuvas previstas também podem interferir no transporte e nos serviços essenciais. Rodovias sujeitas a queda de barreiras entram no radar de concessionárias e órgãos rodoviários, enquanto prefeituras avaliam a necessidade de interdições preventivas em vias onde o histórico de enchentes se repete a cada verão. O risco se estende a redes de energia e abastecimento de água, vulneráveis a enxurradas e desmoronamentos em áreas de captação.
Em comunidades já marcadas por desastres em verões recentes, a lembrança de enchentes e deslizamentos acelera a reação. Famílias em áreas de risco acompanham com apreensão a evolução do quadro, enquanto órgãos estaduais e municipais reforçam mensagens de orientação básica, como evitar travessia de ruas alagadas, não se abrigar sob árvores durante tempestades e buscar abrigos oficiais em caso de sinais de deslizamento, como rachaduras e barulhos no solo.
Mobilização de autoridades e expectativa para os próximos dias
Com validade até 23h59min de sábado, o alerta vermelho pressiona governos estaduais e prefeituras a antecipar medidas de prevenção. Defesas civis locais monitoram pontos sensíveis e avaliam possíveis evacuações preventivas em morros e margens de rios onde o risco é mais alto. Equipes de limpeza urbana aceleram a remoção de lixo de bocas de lobo e galerias para reduzir o impacto da enxurrada.
O Inmet recomenda que a população acompanhe atualizações constantes, tanto pelos canais oficiais do instituto quanto pelas defesas civis estaduais e municipais. As próximas 72 horas são decisivas para medir o alcance das tempestades e a capacidade de resposta das cidades. Em um cenário de chuva extrema e frequência crescente de eventos intensos, torna-se inevitável a pergunta sobre quanto tempo ainda é possível apenas reagir, sem enfrentar de forma estrutural a ocupação de áreas de risco e a fragilidade da infraestrutura urbana.
