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Inmet emite alerta laranja de tempestade para cinco estados

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite alerta laranja de tempestades para Santa Catarina e mais quatro estados nesta sexta-feira (20). A previsão indica chuva intensa, vento forte e granizo, com risco direto para a população e a infraestrutura urbana e rural.

Chuva forte, vento e granizo no Sul e Centro-Oeste

O aviso de “perigo” vale para todas as regiões de Santa Catarina e se estende a áreas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O alerta, divulgado nesta quinta-feira (19), projeta chuva entre 50 e 100 milímetros em 24 horas, rajadas de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo, um cenário típico de temporais de verão, mas com intensidade suficiente para causar estragos.

O Inmet aponta risco de corte de energia elétrica, danos a plantações, queda de árvores e alagamentos em áreas urbanas e rurais. A combinação de calor persistente e alta umidade cria o ambiente ideal para nuvens carregadas, que se formam rápido e avançam em diferentes direções ao longo do dia.

Em Santa Catarina, a quinta-feira já marca uma diferença entre regiões. O Oeste está sob alerta laranja para tempestades, enquanto o restante do Estado permanece em alerta amarelo, classificado como de “perigo potencial”. Nesse nível mais baixo, a previsão indica chuva de até 50 milímetros por dia, vento entre 40 e 60 km/h e granizo isolado, com risco considerado menor de danos e interrupção de serviços.

A Defesa Civil de Santa Catarina acompanha o quadro de perto e reforça que a virada ocorre justamente na sexta. Segundo o órgão, os temporais começam pela manhã nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul, avançando ao longo do dia para o Meio-Oeste, Litoral Sul e, depois, para as demais regiões. “Essas tempestades tendem a se espalhar pelo Estado, com diferentes intensidades, a partir das primeiras horas do dia”, informa a nota técnica divulgada nesta quinta.

Calor mantém ar abafado e aumenta risco de temporais

Antes da chuva ganhar força, o calor continua ditando o ritmo do tempo em Santa Catarina. A Defesa Civil projeta máximas entre 34°C e 36°C no Grande Oeste nesta quinta-feira. No Planalto Norte, os termômetros chegam aos 31°C à tarde. Nas demais regiões, as temperaturas variam entre 27°C e 30°C, suficientes para manter o desconforto térmico e o ar abafado.

A combinação entre temperaturas elevadas e umidade alta é o gatilho para temporais de fim de tarde, que já aparecem de forma isolada em vários municípios. A Defesa Civil alerta que, mesmo quando a chuva cai forte, o volume não basta para aliviar o calor de forma duradoura. “A tendência é que a sensação de abafamento persista à noite, mesmo depois dos temporais”, destaca o órgão.

No fim da tarde e no início da noite de sexta-feira, a previsão indica concentração de chuva mais intensa nas regiões do Litoral e do Planalto Norte. Esses episódios, embora pontuais, podem registrar pancadas fortes em curto intervalo de tempo, com risco de enxurradas rápidas em áreas vulneráveis. A possibilidade de vendavais e granizo segue em todo o período de atuação do alerta.

Nas áreas rurais, produtores acompanham com apreensão a evolução do tempo. Rajadas acima de 60 km/h e pedras de gelo podem danificar lavouras em fase de desenvolvimento, além de estruturas de armazenamento e galpões. Em cidades médias e grandes, a preocupação se volta para pontos crônicos de alagamento, queda de árvores sobre redes elétricas e bloqueio de vias.

Impacto para serviços e cuidados da população

O alerta laranja emitido pelo Inmet não muda a rotina apenas dos técnicos. Concessionárias de energia e equipes de Defesa Civil municipal entram em regime de atenção para possíveis ocorrências ao longo da sexta-feira. Interrupções pontuais no fornecimento de luz são consideradas prováveis, principalmente em áreas com fiação aérea exposta e arborização densa.

Moradores de regiões sujeitas a alagamentos são orientados a acompanhar atualizações em tempo real, evitar estacionar carros em ruas com histórico de enchentes rápidas e afastar equipamentos elétricos do chão. Em dias de vento forte, o risco de queda de galhos leva as autoridades a recomendar que a população não fique sob árvores, nem se abrigue próximo a estruturas frágeis, como outdoors e coberturas improvisadas.

O histórico recente de verões com temporais severos na região Sul reforça a preocupação. Nos últimos anos, episódios de chuva intensa em poucas horas provocam alagamentos súbitos, deslizamentos em encostas instáveis e longos apagões em bairros inteiros. A diferença, desta vez, está na amplitude do alerta, que atinge cinco estados ao mesmo tempo e sinaliza um corredor de instabilidade entre o Sul e o Centro-Oeste.

Para o setor agrícola, os próximos dias exigem planejamento. Colheitas marcadas para o fim de semana podem ser antecipadas ou adiadas, dependendo da janela de estabilidade em cada região. Pequenos produtores, mais expostos a prejuízos, dependem da agilidade de informação para reduzir perdas em hortas, estufas e criações de pequeno porte.

Próximas horas são decisivas para minimizar danos

A Defesa Civil estadual mantém equipes em prontidão e reforça os canais oficiais de alerta por SMS e aplicativos. Quem vive em áreas de encosta, margem de rios ou baixadas deve redobrar a atenção a sinais de risco, como rachaduras em paredes, água barrenta e aumento rápido no nível de córregos.

Nas cidades, prefeituras correm para limpar bocas de lobo, revisar equipes de plantão e testar o atendimento emergencial. Em rodovias, concessionárias e órgãos de trânsito acompanham a previsão de rajadas de vento, que podem afetar a visibilidade e a segurança de motoristas em trechos de serra e pista simples. A sexta-feira começa com instabilidade e termina com um cenário ainda aberto: a intensidade real dos temporais só ficará clara quando a chuva chegar. Até lá, a diferença entre alerta e desastre depende de como população e autoridades usam as próximas horas.

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