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Economia

Inflação de outubro: veja quais alimentos ficaram mais caros e quais baratearam

Abobrinha, cebola, batata e arroz também ficaram mais caros, enquanto manga, cenoura e melancia registraram quedas; IPCA-15 avançou 0,32% no mês.

Inflação de outubro: veja quais alimentos ficaram mais caros e quais baratearam

O preço dos alimentos voltou a pressionar o orçamento dos brasileiros em outubro. Tomate, cebola, batata-inglesa e arroz estão entre os produtos que mais encareceram, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contrapartida, manga, cenoura e melancia ficaram mais baratas.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, avançou 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% registrados em setembro. Apesar da desaceleração do índice geral, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,88%, sendo o principal responsável pela inflação do mês.

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Os alimentos consumidos dentro de casa ficaram 1,01% mais caros, enquanto os gastos com alimentação fora do domicílio aumentaram 0,56%. Os números mostram que a desaceleração da inflação não significou alívio nas compras de supermercado.

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Quais alimentos ficaram mais caros em outubro?

A abobrinha liderou as altas entre os alimentos destacados no levantamento, com aumento de 38,29%. O tomate também apresentou uma elevação expressiva, de 24,54%, seguido pelo limão, pela cebola e pelo pepino.

Confira os principais aumentos:

  • Abobrinha: +38,29%;
  • Tomate: +24,54%;
  • Limão: +17,36%;
  • Cebola: +13,63%;
  • Pepino: +12,78%;
  • Batata-inglesa: +10,96%;
  • Brócolis: +10,13%;
  • Morango: +8,96%;
  • Goiaba: +8,14%;
  • Couve-flor: +7,94%;
  • Arroz: +5,80%.

Os aumentos atingiram tanto hortaliças e frutas quanto produtos básicos da alimentação brasileira, como arroz e batata.

O tomate, por exemplo, já havia registrado alta de aproximadamente 20% na prévia de setembro. Com o novo aumento em outubro, o produto acumula dois meses consecutivos de forte valorização.

Quais alimentos ficaram mais baratos?

Apesar das altas, alguns produtos registraram reduções importantes.

A manga apresentou a maior queda entre os itens destacados, de 13,48%. A cenoura ficou 10,67% mais barata, enquanto a melancia recuou 7,36%.

Veja as principais quedas:

  • Manga: -13,48%;
  • Cenoura: -10,67%;
  • Melancia: -7,36%;
  • Repolho: -4,80%;
  • Peixe-cavala: -4,65%;
  • Maracujá: -4,30%;
  • Laranja-baía: -3,99%;
  • Banana-d’água: -3,88%;
  • Mamão: -3,58%;
  • Abacaxi: -2,76%.

O café moído, produto presente no consumo diário de muitas famílias, também registrou redução de 1,16%.

No conjunto, os preços das frutas caíram 1,37%, ajudando a compensar parte dos aumentos observados em outros alimentos.

Comer fora de casa também ficou mais caro

A pressão sobre os alimentos não ficou restrita aos supermercados.

Segundo o IBGE, a alimentação fora do domicílio passou de uma alta de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro.

O preço das refeições avançou 0,61%, enquanto os lanches ficaram 0,66% mais caros.

Esses resultados indicam aumento dos gastos tanto para quem prepara as refeições em casa quanto para quem costuma comer em restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes.

Por que a inflação caiu se os alimentos subiram?

A desaceleração do IPCA-15 foi influenciada pelo comportamento de outros grupos de produtos e serviços.

Enquanto Alimentação e Bebidas subiu 0,88%, Habitação apresentou queda de 0,10%.

A energia elétrica residencial ficou 0,89% mais barata, após registrar forte alta em setembro. A redução foi influenciada pela mudança da bandeira tarifária amarela para a verde, que não prevê cobrança adicional na conta de luz.

As passagens aéreas também ajudaram a conter a inflação, com queda de 9,24%.

Esses recuos compensaram parte dos aumentos dos alimentos e de outros produtos, fazendo com que o índice geral avançasse menos do que no mês anterior.

Inflação acumulada em 12 meses chega a 4,62%

Com o resultado de outubro, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% em 2026.

Nos últimos 12 meses, o indicador chegou a 4,62%, acima dos 4,47% registrados no período anterior.

O resultado anual está acima do limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta de inflação estabelecida para o país.

A meta central é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é calculado pelo IBGE e funciona como uma prévia da inflação oficial brasileira.

A pesquisa acompanha os preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

Em outubro, a coleta foi realizada entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026.

O indicador não representa necessariamente a variação encontrada em cada supermercado ou cidade, mas permite acompanhar a evolução média dos preços nas regiões pesquisadas.

Para os consumidores, o resultado de outubro traz um cenário dividido: embora a inflação geral tenha perdido força, produtos essenciais continuam mais caros, exigindo atenção aos preços na hora das compras.