S&P 500 7.583 ↑ +0,55%Nasdaq 25.424 ↑ +1,03%Dow Jones 51.819 ↓ -0,32%Ibovespa 165.124 ↓ -1,67%FTSE 100 10.638 ↓ -1,14%DAX 25.865 ↓ -0,45%Nikkei 63.082 ↓ -0,33%Dólar R$ 5,50 ↑ +1,11%Euro R$ 6,15 ↑ +1,11%Bitcoin R$ 426.674 ↑ +2,25%S&P 500 7.583 ↑ +0,55%Nasdaq 25.424 ↑ +1,03%Dow Jones 51.819 ↓ -0,32%Ibovespa 165.124 ↓ -1,67%FTSE 100 10.638 ↓ -1,14%DAX 25.865 ↓ -0,45%Nikkei 63.082 ↓ -0,33%Dólar R$ 5,50 ↑ +1,11%Euro R$ 6,15 ↑ +1,11%Bitcoin R$ 426.674 ↑ +2,25%
Economia

Inadimplência bate recorde e deixa mais da metade dos adultos brasileiros com dívidas

País chegou a 84,2 milhões de pessoas negativadas em setembro, segundo levantamento da Serasa; débitos acumulados somam R$ 597,4 bilhões.

Inadimplência bate recorde e deixa mais da metade dos adultos brasileiros com dívidas

O Brasil atingiu uma marca preocupante na área financeira: 84,2 milhões de pessoas estavam inadimplentes em setembro de 2026. O número representa 51,1% da população adulta e, pela primeira vez desde o início da série histórica da Serasa, em 2016, ultrapassa metade dos brasileiros com 18 anos ou mais.

Os dados fazem parte do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, divulgado pela Serasa. O levantamento mostra que o país acumula R$ 597,4 bilhões em débitos em atraso, distribuídos em aproximadamente 352,7 milhões de pendências.

Leia também: Instabilidade no app do Banco do Brasil trava acesso e operações

Na comparação com setembro de 2025, o número de inadimplentes cresceu 6%. Desde 2020, a alta acumulada chega a 34,17%, indicando o avanço das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias brasileiras.

Endividado? Bancos oferecem multirão de negociações de dívidas; confira como participar

Brasileiros devem, em média, mais de R$ 7 mil

O levantamento aponta que cada pessoa inadimplente possui, em média, R$ 7.093,83 em dívidas. O número médio de pendências por consumidor chega a 4,2, mostrando que muitos brasileiros enfrentam compromissos financeiros atrasados com diferentes empresas e instituições.

O volume total das dívidas também cresceu. Em relação a agosto, os débitos aumentaram 0,90%, alcançando R$ 597,4 bilhões em setembro.

Embora o ritmo de crescimento da inadimplência tenha desacelerado em comparação com meses anteriores, o total de brasileiros negativados continua avançando e atingiu o maior patamar da série histórica.

Bancos e cartões lideram as dívidas

Os bancos e cartões de crédito continuam sendo os principais responsáveis pelas dívidas dos brasileiros, concentrando 27,16% do total de pendências registradas no levantamento.

Uma mudança importante apareceu na segunda posição do ranking. Pela primeira vez, as financeiras ultrapassaram as contas básicas de consumo e passaram a representar 20,66% das dívidas.

As contas de água, luz e gás ficaram na terceira posição, com participação de 20,32%. O resultado evidencia o peso crescente dos compromissos financeiros no orçamento das famílias.

Mulheres são maioria entre os inadimplentes

O levantamento também apresenta o perfil dos brasileiros com contas em atraso. As mulheres representam 50,5% dos inadimplentes, enquanto os homens correspondem a 49,5%.

Na divisão por idade, a faixa entre 41 e 60 anos concentra a maior parcela de pessoas negativadas, com 35,7% do total. Em seguida aparecem os consumidores de 26 a 40 anos, que representam 33,2%.

As pessoas com mais de 60 anos correspondem a 20,1% dos inadimplentes. Já os jovens de 18 a 25 anos representam 11%.

Feirão oferece descontos de até 99% para renegociar dívidas

Em meio ao recorde de inadimplência, a Serasa iniciou nesta terça-feira (3) mais uma edição do Feirão Limpa Nome. A iniciativa reúne aproximadamente 3,3 mil empresas parceiras e disponibiliza mais de 750 milhões de ofertas para negociação.

Os descontos podem chegar a 99%, dependendo da dívida e das condições oferecidas pelo credor. As negociações seguem até 6 de dezembro e podem ser realizadas pelos canais digitais da Serasa ou presencialmente em mais de 7 mil agências dos Correios.

A campanha também oferece condições especiais para consumidores que desejam regularizar pendências e recuperar o acesso ao crédito. No entanto, as condições variam conforme a empresa credora e o tipo de débito.

Renegociar exige atenção ao orçamento

Especialistas em educação financeira recomendam que consumidores avaliem a própria capacidade de pagamento antes de aceitar uma proposta de renegociação. Uma parcela que parece pequena pode comprometer o orçamento quando somada a outras despesas mensais.

Também é importante conferir o valor total do acordo, as taxas envolvidas, os prazos e as condições para a retirada da restrição nos cadastros de crédito.

O recorde de 84,2 milhões de inadimplentes mostra a dimensão do desafio financeiro no país. Além de buscar alternativas para quitar as dívidas existentes, as famílias precisam equilibrar despesas, evitar novos compromissos acima da capacidade de pagamento e planejar o uso do crédito.