Homem é preso suspeito de matar gata comunitária Camila Regina em Alagoas
Animal foi morto em uma academia de Maceió; Ministério Público denunciou dois ex-funcionários e aponta uma mulher como responsável por ordenar as agressões.

Um homem investigado pela morte da gata comunitária Camila Regina foi preso preventivamente neste sábado (31), em Alagoas. A captura foi realizada pela Polícia Civil após a Justiça expedir um mandado de prisão. O caso aconteceu em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió, e provocou mobilização de protetores de animais.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal. Segundo a Polícia Civil, equipes realizaram diligências para localizar o investigado. Depois dos procedimentos legais, ele ficou à disposição da Justiça.
Leia também: Lula aproveita sábado de folga com Janja e o humorista Paulo Vieira em Brasília
Ministério Público denunciou dois ex-funcionários
Na sexta-feira (30), o Ministério Público de Alagoas (MPAL) apresentou denúncia contra um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento na morte da gata. O órgão também pediu a prisão preventiva dos dois.
De acordo com a denúncia, o homem é apontado como responsável pelas agressões, enquanto a mulher é acusada de ordenar o crime. Ela ainda não havia sido localizada até a divulgação das informações sobre a prisão do investigado.
O caso foi encaminhado à 10ª Vara Criminal de Maceió. A denúncia atribui aos investigados possíveis crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais e no Código Penal.

Como a gata Camila Regina foi morta
Camila Regina era uma gata comunitária que vivia nas proximidades da academia e recebia alimentação e cuidados de frequentadores do estabelecimento.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o animal foi colocado dentro de um saco plástico e submetido à asfixia. Ainda conforme a acusação, o homem teria pisado repetidamente sobre o corpo da gata e desferido golpes. As agressões teriam durado quase cinco minutos.

O documento também aponta que, após as agressões, a mulher investigada teria deixado o estabelecimento levando o saco plástico com o corpo do animal.
As informações fazem parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público e deverão ser analisadas durante o processo judicial.
Imagens de câmeras ajudaram na investigação
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança da academia. Os registros foram reunidos durante a investigação policial e são apontados entre os elementos que embasaram a denúncia.
A Polícia Civil apurou a participação dos dois ex-funcionários. O Ministério Público pediu que a Justiça receba a denúncia e dê andamento à ação penal.

Qual é a pena para maus-tratos contra cães e gatos?
A Lei nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos.
A responsabilização dos investigados dependerá da análise das provas e das decisões da Justiça. Eles têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.


