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Henrique Fogaça: de acidente grave a críticas aos restaurantes, relembre as polêmicas do chef

Jurado do MasterChef acumula episódios envolvendo desabamento com morte, denúncia de caramujo em prato, acidente de moto, discussões nas redes sociais e atritos com Paola Carosella.

Henrique Fogaça: de acidente grave a críticas aos restaurantes, relembre as polêmicas do chef

O chef Henrique Fogaça, conhecido nacionalmente como jurado do MasterChef Brasil, voltou a ser alvo de críticas após uma avaliação negativa do Sal Gastronomia, restaurante comandado por ele em São Paulo. Publicada na quinta-feira (5), a análise da crítica gastronômica Priscila Pastre, da Folha de S.Paulo, comparou a aparência de um dos pratos a uma comida de gato. O episódio se soma a uma série de polêmicas, acidentes e acontecimentos trágicos associados ao nome do cozinheiro nos últimos anos.

A trajetória de Fogaça, marcada pelo sucesso na televisão e pelos empreendimentos gastronômicos, também inclui uma denúncia de caramujo vivo encontrado em uma refeição, um desabamento que matou uma funcionária de restaurante cujo cardápio era assinado pelo chef, acidentes de motocicleta e discussões com internautas. O apresentador ainda enfrentou críticas por declarações sobre a pandemia, publicações religiosas e avaliações consideradas excessivamente duras no reality culinário.

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Os episódios aconteceram em momentos diferentes e têm naturezas distintas. Alguns envolvem diretamente o comportamento público de Fogaça, enquanto outros dizem respeito a reclamações de consumidores, acidentes pessoais ou ocorrências em estabelecimentos associados à sua imagem, sem que isso represente necessariamente responsabilidade direta do apresentador.

Henrique Fogaça relata acidente grave e roubo em hospital

Crítica compara prato de restaurante de Fogaça a comida de gato

A controvérsia mais recente começou com uma avaliação publicada em 5 de novembro de 2026 sobre o Sal Gastronomia, localizado na Rua Bela Cintra, nos Jardins, em São Paulo.

A crítica gastronômica Priscila Pastre atribuiu duas estrelas ao estabelecimento, classificação considerada regular, e apontou problemas na preparação de diferentes pratos do cardápio.

O principal alvo das críticas foi o steak tartare, vendido por R$ 125. A jornalista questionou a textura da carne, o preparo das batatas e a apresentação do ovo de codorna servido como acompanhamento.

“A carne parecia ter saído de uma latinha de comida de gato.”

A avaliação também apontou excesso de doçura no ceviche de caju, problemas na textura do risoto de shimeji e um nhoque excessivamente cozido que acompanhava o cordeiro. Por outro lado, a carne do cordeiro recebeu elogios, assim como a panacota de cumaru.

A jornalista ainda observou que parte do público procura o restaurante atraída pela fama de Fogaça na televisão. Na avaliação dela, a experiência gastronômica não correspondeu às expectativas criadas em torno da reputação do chef.

A publicação levantou discussões sobre o contraste entre o rigor demonstrado por Fogaça ao avaliar participantes do MasterChef e a qualidade dos pratos servidos em seus próprios estabelecimentos. É importante destacar, porém, que se trata de uma avaliação gastronômica, não de uma constatação de irregularidade sanitária.

Caramujo vivo em prato do Sal Gastronomia gerou denúncia em 2025

Em abril de 2025, o Sal Gastronomia já havia enfrentado outro episódio de repercussão negativa. Um cliente publicou nas redes sociais um vídeo no qual mostrava um caramujo vivo em uma refeição servida pelo estabelecimento.

Segundo o relato do consumidor, a equipe pediu desculpas, retirou a cobrança da refeição e ofereceu outro prato. O cliente recusou a substituição e divulgou o ocorrido.

O caso provocou discussões sobre os cuidados necessários na higienização dos alimentos, especialmente vegetais, que podem abrigar pequenos animais quando não passam por limpeza adequada.

Após a divulgação das imagens, a assessoria do Sal Gastronomia afirmou que o restaurante seguia as normas sanitárias e mantinha procedimentos de higiene e segurança alimentar.

“O Sal Gastronomia reforça que cumpre com rigor todas as normas de segurança alimentar e higiene há mais de 20 anos.”

O estabelecimento também declarou seguir as regulamentações sanitárias estabelecidas pela Anvisa, incluindo procedimentos relacionados à limpeza, procedência dos alimentos e controle de pragas.

A manifestação foi feita pela assessoria do restaurante, e não diretamente por Henrique Fogaça. O episódio não permite concluir, por si só, que houve contaminação ou dano à saúde do consumidor.

Desabamento em restaurante ligado ao chef deixou funcionária morta

O episódio mais grave envolvendo um estabelecimento associado à imagem de Fogaça aconteceu em 8 de outubro de 2025, no restaurante Jamile, localizado no bairro Bela Vista, região central de São Paulo.

Parte da estrutura do estabelecimento desabou pouco antes da abertura ao público, quando funcionários trabalhavam no local.

A cozinheira Suênia Maria Tomé Bezerra, de 51 anos, morreu após ficar sob os escombros. Outras pessoas ficaram feridas, e equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Científica foram mobilizadas para atender à ocorrência.

O restaurante tinha seu cardápio assinado por Henrique Fogaça, associação que levou parte das notícias iniciais a apresentar o local como um empreendimento do chef.

Após a tragédia, a assessoria de Fogaça esclareceu que ele não era proprietário nem sócio do Jamile. Segundo a manifestação, a participação profissional do cozinheiro estava restrita à criação e assinatura do cardápio, sem envolvimento na administração ou operação diária.

Entretanto, uma reportagem da Folha de S.Paulo identificou um vídeo antigo no qual o próprio chef se apresentava como sócio do restaurante. A publicação também informou que o nome dele não constava na ficha cadastral do estabelecimento na Junta Comercial do Estado de São Paulo.

A divergência entre a declaração anterior e a posição apresentada após o desabamento levantou questionamentos sobre a natureza da participação do chef no negócio, sem estabelecer, por si só, responsabilidade pelo acidente.

As investigações também abordaram as condições estruturais do imóvel. A Prefeitura de São Paulo informou que o estabelecimento possuía licença de funcionamento válida, mas não havia obtido autorização para determinadas reformas estruturais.

O imóvel foi interditado após o acidente. Fogaça lamentou a morte da funcionária e manifestou solidariedade às pessoas atingidas.

Não há, nas informações verificadas para esta reportagem, conclusão que atribua responsabilidade pessoal ao chef pelo desabamento. A definição das responsabilidades depende das evidências e das conclusões das autoridades competentes.

Acidente de moto em 2026 deixou Fogaça com três costelas quebradas

Em 5 de maio de 2026, Henrique Fogaça sofreu um grave acidente de motocicleta na Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, enquanto retornava de uma gravação do MasterChef Brasil.

O chef contou que trafegava a aproximadamente 120 quilômetros por hora quando passou por uma mancha de óleo na pista e perdeu o controle da moto.

Segundo seu relato, a queda provocou três costelas quebradas, lesões na região da bacia e ferimentos nas pernas, joelhos, tornozelo e mãos.

“Não morri por Deus, porque meu santo é muito forte.”

O acidente obrigou o apresentador a se afastar temporariamente das gravações do reality. Durante dois episódios, a chef Dayse Paparoto, vencedora da primeira temporada do MasterChef Profissionais, participou do programa como substituta.

Inicialmente, Fogaça preferiu não divulgar a gravidade da queda. A decisão mudou em julho, quando começaram a circular comentários sobre sua ausência na atração.

O cozinheiro publicou imagens dos ferimentos e rebateu críticas que sugeriam falta de compromisso profissional.

Segundo Fogaça, os médicos recomendaram um período de afastamento que poderia chegar a 40 dias. Mesmo assim, ele decidiu retornar às atividades após a recuperação.

Chef denunciou desaparecimento de aliança durante atendimento hospitalar

O acidente de motocicleta também deu origem a outra denúncia feita pelo apresentador.

Em julho de 2026, Fogaça afirmou que sua aliança de casamento havia desaparecido durante o período em que recebeu atendimento hospitalar após a queda.

Segundo ele, a ausência da joia foi percebida dois dias depois. O chef contou que sua equipe entrou em contato com o hospital, mas não conseguiu esclarecer o paradeiro do objeto.

“Ainda por cima roubaram minha aliança no hospital. Fui dar conta dois dias depois.”

Nas redes sociais, o apresentador classificou o episódio como roubo. Entretanto, a denúncia pública não equivale à confirmação de um crime, e a instituição onde recebeu atendimento não foi identificada no relato divulgado.

Fogaça também sofreu acidente de moto em 2019

O acidente de maio de 2026 não foi o primeiro envolvendo o chef sobre duas rodas.

Em 19 de julho de 2019, Fogaça sofreu uma queda durante um passeio de motocicleta em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Na ocasião, ele participava de uma atividade com um grupo de motociclistas e chegou a compartilhar vídeos antes do acidente.

Após a queda, foi levado a um hospital e publicou imagens mostrando os ferimentos. O chef relatou que havia fraturado costelas e machucado a mão e o joelho.

O episódio provocou preocupação entre fãs e colegas de profissão. Posteriormente, o cozinheiro afirmou que estava se recuperando das lesões.

Meses depois, em entrevista publicada pelo jornal O Globo, Fogaça relatou que o período também havia sido marcado por dificuldades de saúde, incluindo pneumonia, e por uma cirurgia no ombro.

Fogaça se recusou a provar prato e participante chorou no MasterChef

Em 2026, o comportamento rigoroso de Henrique Fogaça também voltou a ser assunto durante o MasterChef Brasil.

Em um episódio exibido em 16 de junho, a participante Carla Araújo apresentou um bao de carne suína com picles de cenoura e pequi.

O chef demonstrou insatisfação com a execução da receita, especialmente com a textura do pão e o excesso de vinagre.

Durante a avaliação, Fogaça questionou a qualidade do preparo, empurrou o prato e se recusou a continuar provando o alimento.

“O pão está massudo. Não vou nem comer.”

Abalada, Carla retornou à bancada chorando e recebeu apoio de outros competidores.

A cena provocou discussões sobre os limites das avaliações feitas pelos jurados. O programa é conhecido pela cobrança técnica e pelas críticas diretas, mas o episódio colocou novamente em debate a maneira como os participantes são tratados diante das câmeras.

Apesar da avaliação negativa, Carla não foi eliminada naquela ocasião.

Relação com Paola Carosella teve rumores de romance e divergências políticas

Outro capítulo envolvendo Fogaça ganhou destaque em outubro de 2026, quando internautas perceberam que ele e Paola Carosella haviam deixado de se seguir no Instagram.

Os dois trabalharam juntos na bancada do MasterChef Brasil entre 2014 e 2021, período em que a proximidade profissional também alimentou especulações sobre um suposto relacionamento amoroso.

Em agosto de 2025, durante uma entrevista ao programa De Frente com Blogueirinha, Paola brincou com os rumores que circulavam entre fãs.

Posteriormente, a chef esclareceu que nunca havia mantido um relacionamento amoroso com Fogaça.

Em setembro daquele ano, durante o festival The Town, o cozinheiro demonstrou incômodo com a repercussão do assunto. Na ocasião, estava acompanhado da esposa, Carine Fogaça, e criticou a forma como a antiga colega havia comentado as especulações.

O afastamento nas redes sociais ganhou nova interpretação em outubro de 2026, quando os dois manifestaram posicionamentos políticos diferentes durante a campanha presidencial.

Paola declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Fogaça publicou críticas à administração federal.

Apesar das especulações, nenhum dos dois confirmou que a divergência política tenha motivado a decisão de deixar de seguir o antigo colega.

Publicação com freiras provocou críticas religiosas em 2019

Uma das primeiras grandes controvérsias envolvendo Fogaça nas redes sociais ocorreu em junho de 2019, durante uma viagem a Roma, na Itália.

O chef publicou uma fotografia ao lado de duas freiras enquanto vestia uma camiseta estampada com a imagem de duas mulheres usando hábitos religiosos e se beijando.

A publicação foi acompanhada por uma legenda com referências religiosas e provocações que incomodaram parte dos seguidores.

O padre Fábio de Melo também criticou o episódio, considerando inadequado o uso da imagem das religiosas na manifestação provocativa.

Diante das reações, Fogaça apagou a fotografia e publicou explicações sobre o ocorrido.

O chef argumentou que não pretendia discriminar pessoas por sua orientação sexual e defendeu sua liberdade de expressão.

A Band também se manifestou na época, esclarecendo que as publicações pessoais do apresentador não representavam o posicionamento da emissora.

Declarações sobre a Covid-19 provocaram discussão e troca de ofensas

Em janeiro de 2021, durante a pandemia de Covid-19, Henrique Fogaça publicou um vídeo no qual questionava se a disseminação do coronavírus teria ocorrido de maneira acidental ou proposital, relacionando a hipótese de intencionalidade a interesses econômicos.

A publicação recebeu críticas de internautas, que questionaram a divulgação de especulações sobre a origem da pandemia sem evidências que sustentassem aquelas afirmações.

A situação se agravou quando o chef passou a responder usuários com ofensas.

Entre as expressões registradas na época estavam insultos dirigidos a mulheres e uma provocação na qual o apresentador desafiava um internauta para uma briga.

As respostas e o vídeo foram posteriormente apagados, mas capturas de tela circularam nas redes sociais e ampliaram a repercussão.

O episódio foi um dos momentos em que o comportamento do apresentador fora da televisão gerou questionamentos públicos.

Mordida de quati levou chef ao hospital em 2023

Além dos acidentes de motocicleta, Henrique Fogaça passou por outros episódios que exigiram atendimento médico.

Em junho de 2023, durante uma viagem a Juiz de Fora, em Minas Gerais, o chef foi mordido por um quati enquanto oferecia uma banana ao animal.

O episódio foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais.

Após a mordida, Fogaça procurou atendimento hospitalar e recebeu orientações e cuidados preventivos relacionados ao risco de transmissão de doenças.

O cozinheiro aproveitou a experiência para alertar os seguidores sobre os perigos de alimentar animais silvestres, especialmente aqueles que podem transmitir doenças como a raiva.

Queimadura com óleo quente deixou marcas permanentes

Em outra ocasião, o apresentador revelou ter sofrido uma queimadura grave com óleo quente no início da carreira profissional.

Segundo relato divulgado em junho de 2024, o acidente aconteceu quando ele ainda era estagiário de um restaurante.

Um cozinheiro que trabalhava próximo a ele esbarrou no cabo de uma panela e derramou óleo quente sobre sua perna.

Fogaça precisou receber atendimento médico e contou que o processo de cicatrização demorou mais de seis meses, deixando marcas permanentes na pele.

O chef utilizou a experiência para alertar sobre os riscos existentes nas cozinhas profissionais e a importância dos cuidados durante o preparo de alimentos.

Histórico reúne episódios de naturezas diferentes

Henrique Fogaça construiu sua projeção nacional a partir de 2014, quando passou a integrar o MasterChef Brasil. Além da televisão, consolidou negócios gastronômicos e ampliou sua presença nas redes sociais.

A visibilidade também fez com que suas manifestações públicas, avaliações profissionais e acontecimentos envolvendo estabelecimentos associados a seu nome recebessem ampla cobertura.

Os episódios reunidos nesta retrospectiva, porém, exigem distinções importantes. Enquanto alguns dizem respeito a declarações e comportamentos públicos do próprio chef, outros envolvem reclamações de consumidores, acidentes pessoais ou ocorrências em estabelecimentos nos quais sua participação profissional não necessariamente inclui a administração.

O desabamento do Jamile, que provocou a morte de uma funcionária, representa a ocorrência mais grave entre os episódios citados, mas não permite atribuir automaticamente responsabilidade ao chef.

Já o caso do caramujo e o desaparecimento da aliança são denúncias que precisam ser diferenciadas de eventuais conclusões de investigações.

A crítica ao Sal Gastronomia publicada em novembro de 2026 é mais um episódio dessa trajetória. Até a conclusão desta reportagem, não foi localizada uma resposta pública específica de Fogaça à avaliação de Priscila Pastre.