Guia do UOL destaca notebooks em oferta a partir de R$ 1.699
O Guia de Compras do UOL publica em janeiro de 2026 uma seleção de notebooks em oferta para quem precisa trocar de máquina. A reportagem reúne modelos a partir de R$ 1.699 e orientações técnicas de especialistas para ajudar o consumidor a escolher o equipamento ideal para trabalho, estudo e lazer.
Consumo em alta e busca por custo-benefício
A virada do ano costuma acelerar a decisão de compra de eletrônicos. Muitos consumidores aproveitam o início das aulas, a volta ao trabalho presencial e promoções de começo de ano para finalmente aposentar o notebook antigo. O Guia de Compras do UOL se posiciona nesse movimento ao organizar um painel de ofertas voltadas ao uso diário, com foco em máquinas acessíveis, mas capazes de dar conta de tarefas básicas sem travar.
O material, disponível online para todo o Brasil, traz um recorte de modelos que partem de R$ 1.699 e priorizam configurações equilibradas. São notebooks com processadores de entrada e intermediários, 8 GB ou mais de memória RAM e armazenamento em SSD, tecnologia que acelera a abertura de programas e o carregamento do sistema. A proposta é orientar o leitor que não acompanha o jargão técnico, mas quer investir de forma consciente.
Entre os exemplos, aparecem máquinas com processador Intel Celeron N4020, opção mais simples para navegação, textos e videoconferências, e modelos com chips AMD Ryzen 5 e Intel Core i3, Core 3 e Core i5 de 13ª geração, voltados a quem precisa de folga extra para múltiplas abas, planilhas e aplicações mais pesadas. Todas as indicações priorizam telas de 15,6 polegadas ou maiores, com tratamento antirreflexo e resolução HD ou Full HD, para reduzir o cansaço visual no uso prolongado.
Os fabricantes prometem baterias com autonomia entre seis e dez horas de uso leve, dependendo do modelo, com capacidades que variam de 37Wh a 55Wh. Alguns aparelhos oferecem carregamento rápido, que recupera até 60% de carga em 49 minutos ou chega a 80% em cerca de uma hora, recurso importante para quem passa o dia fora de casa e nem sempre encontra tomada disponível.
O que observar antes de fechar a compra
O guia não se limita a listar ofertas. O conteúdo apresenta um roteiro prático de escolha que passa por processador, memória, tipo de armazenamento, tela e bateria. Marcelo Zuffo, engenheiro e professor da Escola Politécnica da USP, resume o papel do chip central sem rodeios. “Ele é o cérebro do computador”, afirma. Para uso cotidiano, que inclui internet, editores de texto, planilhas, aulas online e aplicativos leves, ele considera suficientes os processadores de linhas básicas e intermediárias atuais, desde que não sejam modelos muito antigos.
O professor faz um alerta para quem tenta economizar demais. Segundo ele, processadores de gerações muito defasadas ou linhas de entrada excessivamente limitadas podem comprometer a experiência já em médio prazo. A recomendação é olhar com atenção para o número de núcleos e para a memória cache do chip. “A regra é simples: quanto maior for a especificação, melhor. Isso influencia na capacidade de executar várias tarefas ao mesmo tempo, de forma mais suave e veloz”, explica.
A memória RAM aparece como outro ponto decisivo. Para Zuffo, 8 GB se tornam o novo piso para quem trabalha com várias abas de navegador abertas, participa de videoconferências e alterna entre aplicativos de escritório. Abaixo disso, a chance de lentidão cresce. No topo da oferta, alguns modelos do guia chegam a 12 GB de RAM, com possibilidade de expansão para 32 GB ou até 64 GB, voltados a usuários mais exigentes.
O tipo de armazenamento também muda a forma como o notebook responde ao comando do usuário. Mesmo nos aparelhos básicos, especialistas orientam a priorizar unidades SSD, que substituem os antigos discos rígidos mecânicos. “O notebook fica muito mais rápido, sendo que um SSD de 256 GB atende bem a maioria dos usuários”, diz Zuffo. Na seleção do UOL, aparecem opções com 128 GB em tecnologia eMMC para perfis muito básicos e alternativas mais robustas, com SSDs de 256 GB e 512 GB.
Quando a conversa passa para perfis profissionais e de entretenimento mais pesados, o tom muda. Fernando Pereira, especialista em hardware que atua na área desde 2008, afirma que edição de vídeo, softwares de projeto, como os de CAD, e games exigem outra categoria de máquina. “Nesses casos, sugiro escolher um notebook com processador Intel Core i7 ou até i9, dependendo da demanda, e com 32 GB ou até 64 GB de memória RAM”, defende. A reportagem, porém, deixa claro que esse patamar sai da faixa de preço dos modelos de entrada em destaque.
A tela e a bateria fecham a lista de prioridades. Entre as ofertas analisadas, há displays de 15,6 e 16 polegadas, com proporção mais ampla e resolução WUXGA, de 1.920 x 1.200 pixels, que entrega mais área útil para quem trabalha com múltiplas janelas. Recursos como taxa de atualização de 120 Hz, redução de luz azul e webcam com iluminação ajustável aparecem como diferenciais para videochamadas mais nítidas e sessões longas de estudo. Já no campo da autonomia, Pereira lembra que alguns notebooks simples chegam a 12 horas de uso moderado, mas a conta cai quando o brilho da tela está no máximo, o Wi-Fi permanece ligado e muitos aplicativos rodam em segundo plano.
Impacto no mercado e próximos movimentos
O guia do UOL atua como um filtro em um mercado fragmentado, com dezenas de configurações parecidas e nomenclaturas pouco claras para o consumidor comum. Ao cruzar fichas técnicas com recomendações de especialistas, a publicação tende a reduzir a chance de compra por impulso e a pressão por upgrades prematuros. Em um cenário de orçamento apertado, gastar a partir de R$ 1.699 em um único equipamento exige mais segurança na decisão.
A curadoria também pressiona fabricantes e varejistas a oferecer combinações mais equilibradas de preço e desempenho. Modelos com 8 GB de RAM, SSD de 256 GB e processadores de 13ª geração começam a virar padrão mínimo em algumas linhas, enquanto funções como carregamento rápido, teclas dedicadas a assistentes de inteligência artificial e integração com celulares entram como chamariz. Quem aposta em máquinas com armazenamento muito limitado ou processadores defasados corre o risco de ficar para trás na comparação.
O UOL informa que escolhe cada produto de forma independente e checa os preços na data da publicação. Os valores podem variar, e a empresa recebe comissão sobre as compras feitas pelos links, sem custo adicional para o consumidor. A plataforma reforça que não participa da comercialização nem se responsabiliza pelos itens anunciados, postura que busca separar o trabalho jornalístico da operação de venda.
A cobertura se desdobra em outros canais, como o Monitor de Ofertas, o canal no WhatsApp e os vídeos no TikTok, que testam produtos populares e ampliam o alcance das recomendações. Esse ecossistema tende a fortalecer a posição do UOL como referência em consumo de tecnologia cotidiana, ao mesmo tempo em que educa o público para olhar além do preço à vista ou da parcela baixa.
A expectativa para os próximos meses é de continuidade da pressão por notebooks com melhor custo-benefício, em especial entre estudantes, trabalhadores autônomos e profissionais que adotaram o modelo híbrido de trabalho. À medida que mais consumidores entendem o impacto de escolhas como memória, SSD e bateria no dia a dia, fabricantes terão menos espaço para cortar especificações críticas em nome de descontos agressivos. No início de 2026, a disputa não se dá apenas na vitrine, mas na capacidade de entregar um equipamento que sobreviva, com dignidade, a anos de uso real.
