Ciencia e Tecnologia

Guia de Compras UOL aposta em jogos de tabuleiro contra excesso de telas

O Guia de Compras UOL lança, a partir de 22 de fevereiro de 2026, uma seleção de jogos de tabuleiro voltada para famílias brasileiras. A proposta é ocupar o espaço hoje dominado por celulares e streaming com partidas presenciais, conversas e risadas em torno da mesa.

Jogos clássicos voltam ao centro da sala

A equipe do guia aposta em títulos conhecidos de quem frequenta livrarias e lojas de brinquedos, mas que ainda não chegaram a todas as casas. War, Dixit e Coup aparecem como chamarizes dessa nova curadoria, que inclui opções para diferentes idades e perfis de jogadores, com preços a partir de R$ 93,99 e descontos que chegam a 21% na data de checagem.

Na prática, a lista funciona como um roteiro pronto para quem quer substituir, ao menos por algumas horas da semana, o brilho das telas por partidas em família. Em vez de cada um no próprio celular, a cena desejada é outra: disputa em torno do tabuleiro, negociações acaloradas e histórias inventadas na hora, em jogos que misturam estratégia, imaginação e dedução.

O jogo de blefe Coup leva o clima de intriga para uma fictícia cidade-estado italiana, onde cada participante assume o comando de uma família influente. O objetivo é derrubar rivais e aplicar o golpe final, o “coup” que garante o controle do poder. A dinâmica funciona melhor entre três e seis jogadores, com idade a partir de 14 anos, e pede leitura de comportamento, faro político e coragem para mentir na hora certa.

War, talvez o mais tradicional entre os títulos da seleção, segue em cartaz nas prateleiras brasileiras desde a década de 1970. A nova leva de consumidores encontra o mesmo desafio: conquistar territórios e continentes enquanto administra exércitos e alianças frágeis. Cada partida percorre mapas conhecidos, mas jamais se repete, porque o jogo depende da combinação entre dados, cartas e decisões estratégicas. O tabuleiro comporta de três a seis participantes, a partir de 10 anos.

Outro destaque é o jogo de investigação em que os jogadores tentam desvendar a morte do milionário Carlos Fortuna, circulação recente no mercado. A mecânica combina tabuleiro, coleta de pistas e um aplicativo que fornece dicas adicionais para quem empaca no meio do caso. A experiência funciona para grupos de três a oito jogadores, a partir de 8 anos, e aproxima o clima de série policial da realidade da sala de estar.

Dixit traz um tom mais poético à seleção, com cartas ilustradas que sugerem sonhos, memórias e cenas abertas à interpretação. Em cada rodada, um dos jogadores se torna narrador e cria uma pista curta sobre a carta que guarda na mão, enquanto os demais tentam adivinhar qual é a imagem certa entre várias opções à mesa. A graça está no equilíbrio: a dica não pode ser óbvia demais nem hermética demais. O jogo recebe de três a seis participantes, a partir de 8 anos.

Para quem prefere um clima contemplativo, Azul convida o grupo a decorar as paredes do palácio real de Évora com pequenos azulejos coloridos. As peças de plástico imitam cerâmicas portuguesas e ocupam o tabuleiro em padrões calculados. O desafio é administrar o estoque de peças, planejar combinações e evitar sobras que rendem pontos negativos. A disputa atende de dois a quatro jogadores, a partir de 14 anos, e costuma atrair também quem gosta de design e artes visuais.

Impacto na rotina e na indústria de entretenimento

A curadoria do Guia de Compras UOL mira diretamente uma queixa frequente em lares brasileiros nos últimos anos: a sensação de que todo mundo está junto, mas cada um em seu próprio mundo digital. Ao destacar jogos de tabuleiro com objetivos claros, faixas etárias bem definidas e preços monitorados, o portal tenta transformar essa insatisfação difusa em ação concreta, com produtos prontos para desembarcar na sala de estar.

O movimento não nasce do zero. O mercado de board games cresce no Brasil há mais de uma década, impulsionado por editoras especializadas, eventos e cafés dedicados ao jogo de mesa. A pandemia de covid-19 acelerou a busca por entretenimento doméstico, mas parte desse impulso se perdeu com a retomada das atividades presenciais. A nova seleção tenta resgatar a prática com foco em acessibilidade, tanto de regras quanto de preço.

Os descontos de até 21% na data da apuração funcionam como isca para consumidores ainda hesitantes, em um cenário em que o orçamento doméstico continua apertado. Ao mesmo tempo, a presença de clássicos e títulos premiados internacionalmente dá lastro à lista e reduz o risco de compra por impulso em torno de jogos pouco testados. A aposta é que a combinação entre preço competitivo e reconhecimento de marca crie confiança suficiente para convencer famílias que hoje gastam horas no feed a reservar uma noite de jogo por semana.

A iniciativa também dialoga com a própria estratégia digital do UOL. O Guia de Compras monitora ofertas em grandes varejistas, divulga achados em um canal no WhatsApp, em vídeos no TikTok e em plataformas parceiras. O texto que apresenta os jogos lembra que os links incluídos podem render comissão ao portal, sem custo adicional ao leitor, e reforça que o UOL não participa da comercialização direta dos produtos. A transparência busca blindar a curadoria de suspeitas de propaganda disfarçada, em um ambiente online saturado de publicidade.

As informações sobre os jogos reaproveitam matérias de 24 de novembro de 2019 e 11 de outubro de 2026, atualizadas com novos preços e disponibilidade. Ao citar a origem dos dados, o conteúdo se ancora em um histórico de cobertura de consumo e reforça a imagem de continuidade editorial. Essa costura sinaliza que a aposta nos jogos analógicos não é modismo isolado, mas parte de uma linha de acompanhamento do mercado.

Próximos passos e futuro da diversão offline

Se a resposta do público for positiva, a seleção atual tende a abrir espaço para listas temáticas e séries especiais focadas em diferentes perfis de família. Jogos cooperativos podem ganhar destaque entre pais que buscam menos competição e mais resolução conjunta de problemas. Títulos de regras simples e partidas rápidas devem aparecer em curadorias voltadas a lares com crianças pequenas ou pouco tempo disponível à noite.

A indústria de jogos observa com atenção esse tipo de vitrine digital. Uma lista em um grande portal pode fazer um título esgotar em poucas horas, influenciar tiragens futuras e orientar quais jogos chegam às prateleiras físicas. Para o varejo, a movimentação indica que ainda há espaço para produtos que convidam ao encontro presencial, mesmo em um país hiperconectado. Para as famílias, a pergunta passa a ser menos se há oferta de alternativas e mais se haverá disposição de desligar o celular por algumas horas e puxar uma cadeira em volta do tabuleiro.

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