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Grupo armado que sai dos EUA morre em confronto após tentar levante em Cuba

Um grupo armado que parte dos Estados Unidos morre em confronto com forças de segurança cubanas em 26 de fevereiro de 2026. Segundo o governo de Havana, eles planejavam um levante armado no país.

Operação rápida expõe tensão nas águas do Caribe

O episódio ocorre em território cubano e envolve um barco de bandeira americana, segundo as primeiras informações divulgadas pela imprensa estatal. As autoridades de Havana afirmam que os mortos carregavam fuzis, pistolas, explosivos caseiros, coletes à prova de balas e miras telescópicas, além de estarem vestidos com roupas camufladas. O governo descreve o grupo como uma “força mercenária” treinada no exterior, embora não apresente, até o início da noite, detalhes sobre identidade, número exato de mortos ou possíveis sobreviventes.

A versão oficial aponta que o confronto começa após a interceptação da embarcação ao se aproximar da costa de Cuba. Militares e agentes de segurança afirmam que os ocupantes do barco abrem fogo ao serem cercados, o que leva à reação das forças governamentais. As autoridades cubanas dizem ter apreendido todo o armamento e materiais explosivos e reforçam que o objetivo do grupo seria “provocar um levante armado e desestabilizar a ordem interna”. Não há, por enquanto, confirmação independente da dinâmica do tiroteio.

Impacto imediato nas relações entre Cuba e Estados Unidos

O episódio reacende tensões históricas entre Havana e Washington, a poucos meses de completar 65 anos do rompimento formal das relações diplomáticas ocorrido em janeiro de 1961. Em nota lida na televisão estatal, um porta-voz do governo cubano afirma que a ação configura “uma grave ameaça à segurança nacional” e exige esclarecimentos das autoridades norte-americanas sobre a saída do grupo do território dos EUA em um barco registrado naquele país. “Não aceitaremos que nosso território se torne alvo de operações armadas organizadas a partir do exterior”, declara o porta-voz.

O episódio se soma a um cenário regional já pressionado por disputas políticas, sanções econômicas e fluxos migratórios recordes. Analistas ouvidos por veículos internacionais apontam que o caso pode congelar tentativas recentes de aproximação diplomática e afetar negociações pontuais em temas como flexibilização de sanções, vistos humanitários e cooperação em segurança marítima. Governos da região e organismos multilaterais pedem, nas primeiras horas após a divulgação, transparência nas investigações e contenção retórica para evitar uma escalada.

Escalada de segurança e dúvidas sobre próximos passos

Autoridades cubanas determinam o reforço imediato da vigilância costeira e de pontos estratégicos em Havana, Santiago e outras cidades do litoral norte. Fontes ligadas ao aparato de segurança afirmam que o monitoramento de embarcações será ampliado nas próximas semanas, com inspeções mais rígidas e coordenação reforçada com guardas fronteiriços. A medida tende a impactar rotas comerciais e de turismo no Caribe, em um momento em que o país tenta recuperar, ainda em 2026, as perdas acumuladas durante a pandemia de covid-19.

Permanecem em aberto questões centrais: quem financiou o grupo, qual o grau de articulação interna em Cuba e até que ponto o episódio será usado politicamente por governo e oposição em ambos os países. Investigações prometidas por Havana e a reação oficial dos Estados Unidos, esperada para os próximos dias, devem indicar se o confronto ficará restrito a um incidente isolado ou marcará o início de uma nova fase de atrito diplomático no Caribe.

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