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Brasil

Greve de rodoviários deixa cerca de 20 mil passageiros afetados em Belém

Funcionários da empresa São José denunciam atrasos nos salários, vale-alimentação e férias; três linhas de ônibus são prejudicadas pela paralisação.

Greve de rodoviários deixa cerca de 20 mil passageiros afetados em Belém

Trabalhadores da empresa de ônibus São José paralisaram as atividades em Belém, no Pará, para cobrar pagamentos atrasados e o cumprimento de direitos trabalhistas. O movimento da greve, iniciado no domingo (25), continua afetando o transporte coletivo nesta terça-feira (27). Segundo informações divulgadas pelo g1, cerca de 20 mil passageiros são impactados pela interrupção do serviço.

Os rodoviários denunciam atrasos nos salários, no vale-alimentação e no pagamento de férias. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrebel), alguns funcionários acumulam até três meses de salários e benefícios pendentes. A categoria também reclama de problemas relacionados aos encargos sociais e às condições de funcionamento da frota.

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A paralisação atinge três linhas operadas pela empresa, prejudicando passageiros que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e realizar outras atividades. Sem a circulação regular dos veículos, os usuários precisam buscar alternativas de transporte.

Qual o motivo da greve de ônibus em SP hoje?

Quais linhas de ônibus são afetadas pela greve em Belém?

A suspensão das atividades compromete três linhas do transporte coletivo da capital paraense, operadas pela empresa São José.

As linhas afetadas são:

  • 323 – Canudos–Praça Amazonas (Perimetral);
  • 324 – Canudos–Presidente Vargas;
  • 912 – Castanheira–Pátio Belém (seletivo).

Esses itinerários atendem passageiros que precisam se deslocar entre bairros e regiões comerciais da cidade. A paralisação provoca dificuldades especialmente para quem utiliza o transporte público como principal meio de locomoção.

Ainda não há confirmação sobre a retomada integral das operações ou sobre a disponibilização de veículos substitutos para atender os usuários.

Rodoviários denunciam até três meses de salários atrasados

Segundo o Sintrebel, a situação financeira dos trabalhadores envolve diferentes pendências acumuladas ao longo dos últimos meses.

O diretor de comunicação do sindicato, Luciano Barros, informou que há funcionários com até três meses de salários e vale-alimentação atrasados. Outros trabalhadores enfrentam pendências de aproximadamente dois meses.

A categoria também denuncia atrasos de seis a sete meses em pagamentos relacionados às férias. Conforme os relatos apresentados pelo sindicato, alguns funcionários chegaram a iniciar o período de descanso sem receber os valores correspondentes.

Outra reclamação envolve descontos realizados nos contracheques que, segundo a entidade, não estariam sendo devidamente repassados. Os trabalhadores também questionam a regularidade dos depósitos de encargos sociais.

Falta de combustível também está entre as reclamações

Além dos problemas salariais, os funcionários relatam dificuldades no abastecimento dos ônibus com óleo diesel, situação que pode comprometer a operação dos veículos.

O sindicato afirma que a empresa também teria descumprido compromissos assumidos durante uma paralisação anterior. As reivindicações incluem a regularização dos pagamentos e a apresentação de garantias para evitar novos atrasos.

A situação aumenta a preocupação dos trabalhadores, que cobram uma solução para as pendências financeiras, enquanto milhares de passageiros enfrentam dificuldades para utilizar o transporte coletivo.

Empresa ainda não apresentou solução confirmada

Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação de um acordo entre a direção da São José e os representantes dos rodoviários.

O sindicato informou que aguardava uma possível convocação da empresa para negociar os pagamentos de salários, benefícios, férias e encargos sociais.

A reportagem de O Liberal procurou representantes da empresa São José e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel), mas não havia obtido resposta até a publicação consultada.

Próximos passos

A continuidade da paralisação depende das negociações entre os trabalhadores e a empresa. A principal reivindicação é a regularização dos valores pendentes e a definição de medidas que garantam o cumprimento dos direitos trabalhistas.

Enquanto não houver confirmação sobre a retomada do serviço, os passageiros que utilizam as linhas 323, 324 e 912 devem acompanhar as atualizações sobre a circulação dos ônibus e considerar alternativas de deslocamento.

Não há, até o momento, um prazo confirmado para a normalização completa das atividades.

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