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Gol de Gabigol nos acréscimos garante empate de Santos e Corinthians

Gabigol marca nos acréscimos na Vila Belmiro e salva o Santos de derrota para o Corinthians na noite desta quinta-feira (23), pelo Campeonato Paulista. O gol assegura o 1 a 1 e rende um ponto importante na arrancada do Estadual.

Virada de roteiro nos minutos finais na Vila Belmiro

A noite parecia caminhar para uma derrota amarga do Santos em casa. O Corinthians controla o placar durante boa parte do jogo e segura a vantagem mínima, enquanto o time da Vila pressiona, erra nas conclusões e se irrita com o relógio. O roteiro muda apenas nos acréscimos do segundo tempo, quando Gabigol aparece na área, aproveita a última grande chance e empata o clássico.

A partida começa tensa, com divididas fortes e poucas brechas. O Corinthians sai na frente ainda no primeiro tempo, em jogada construída com paciência, e transforma o clima na Vila Belmiro. O Santos se vê obrigado a adiantar as linhas, arrisca mais e deixa espaços para os contra-ataques corintianos. A arquibancada reage a cada lance perdido com impaciência crescente.

Gabigol vive noite de insistência. Sai da área, abre pelos lados, volta para buscar jogo, desarma e reclama. As finalizações param na zaga, no goleiro e, em alguns momentos, no próprio nervosismo. O relógio passa de 40 minutos do segundo tempo e parte da torcida já se conforma com o revés diante de um rival direto por vaga na fase decisiva do Paulista.

O clima muda quando o árbitro sinaliza mais alguns minutos de acréscimo. O Santos se lança de vez ao ataque. A bola é levantada, o rebote fica vivo na área e encontra o camisa 10 em posição favorável. O atacante domina com pouco espaço, finaliza rasteiro e altera o ambiente em um instante: do silêncio irritado à explosão de gritos em segundos.

Empate pesa na tabela e na confiança dos dois lados

O 1 a 1 vale mais do que o ponto registrado na tabela. O Santos evita uma derrota em casa logo na primeira metade da fase de grupos do Paulista, que tem apenas 12 rodadas antes do mata-mata. Em um torneio curto, cada ponto perdido como mandante costuma cobrar preço alto na reta final. O gol de Gabigol mantém o time vivo na briga direta pelas primeiras posições da chave.

O empate reforça também o papel do atacante em momentos de pressão. Depois de semanas cercado por questionamentos sobre forma física, futuro e regularidade, o gol nos acréscimos recoloca seu nome no centro da conversa esportiva. Dirigentes e comissão técnica veem na reação da equipe um combustível extra para os próximos jogos. O elenco deixa a Vila com a sensação de que, mesmo em noite irregular, consegue responder em instante decisivo.

Para o Corinthians, o resultado tem sabor de oportunidade desperdiçada. A equipe segura a vantagem até os acréscimos, administra parte do segundo tempo e chega a ter chances de ampliar o marcador. A falha defensiva no lance final transforma três pontos encaminhados em apenas um, algo que pesa em um campeonato de turno único, em que a margem de erro é pequena.

A leitura interna tende a ser dura. Com o equilíbrio atual do Paulista, perder dois pontos no fim contra um concorrente direto complica o planejamento de pontuação mínima para avançar. A comissão técnica precisa reavaliar a postura da equipe nos minutos finais, quando recua demais, aceita a pressão e permite que o Santos concentre o jogo próximo da área corintiana.

Clássico projeta disputa apertada no Paulista

O empate na Vila Belmiro funciona como aviso antecipado sobre o que espera os grandes clubes paulistas nas próximas semanas. Com datas apertadas, elenco sujeito a desgaste físico e poucos jogos para recuperar tropeços, cada detalhe defensivo ou ofensivo ganha peso de decisão. A noite desta quinta-feira expõe como um descuido nos acréscimos altera não só a tabela, mas também o ambiente no vestiário.

Os próximos compromissos de Santos e Corinthians, já neste fim de semana, passam a ser encarados como teste imediato de reação. O Santos tenta capitalizar o gol de Gabigol e transformar o ponto conquistado em casa em sequência positiva, seja com ajustes na criação, seja com mais eficiência nas finalizações. O Corinthians busca resposta rápida para não carregar o empate como início de série negativa, algo que costuma pressionar comissão técnica e elenco em janeiro.

O clássico termina sem vencedor, mas abre uma pergunta que acompanha o Paulista desde as primeiras rodadas: qual dos grandes vai conseguir manter regularidade em um calendário curto e exigente. A resposta começa a ser construída já nos próximos 90 minutos.

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