Galaxy S26 Ultra de 1 TB tem menor preço do ano no Mercado Livre
O Galaxy S26 Ultra de 1 TB chega ao menor preço do ano no Mercado Livre a partir desta quarta-feira (12), por R$ 8.841. O topo de linha da Samsung, com 16 GB de RAM, fica bem abaixo do valor de lançamento, que passava de R$ 15 mil, e tenta tornar mais acessível o celular mais avançado da marca no Brasil.
Desconto leva celular de R$ 15 mil para faixa de R$ 8,8 mil
A oferta, destacada pelo Canaltech Ofertas às 14h06 de 12 de março de 2026, coloca o S26 Ultra de 1 TB como o modelo mais agressivo da linha em relação a preço e especificações. O aparelho volta a disputar a atenção de quem adia a troca de celular por causa da escalada de valores no segmento premium, em que lançamentos da própria Samsung já romperam com folga a barreira dos R$ 10 mil.
O corte para R$ 8.841 representa uma queda de mais de 40% em relação ao patamar inicial acima de R$ 15 mil. Na prática, consumidores que antes olhavam o S26 Ultra como um produto de vitrine passam a considerá-lo como opção real de compra, sobretudo quem depende do celular para trabalho, produção de conteúdo e uso intenso de aplicativos com inteligência artificial.
Tela de privacidade, câmera de 200 MP e foco em produtividade
O pacote em oferta é o mais completo da linha Galaxy S26 Ultra. O modelo traz 1 TB de armazenamento interno, voltado para quem grava vídeos em 8K, fotografa em 200 megapixels e instala muitos apps profissionais. Essa capacidade praticamente elimina a preocupação diária com espaço por vários anos, algo raro mesmo entre topos de linha.
A versão de 1 TB é também a única do S26 Ultra com 16 GB de RAM. A combinação com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy mira tarefas pesadas, como edição de vídeo no celular, jogos exigentes e recursos de IA que processam imagens, textos e comandos em tempo real. Em cenários de multitarefa, a promessa é de manter vários aplicativos abertos sem engasgos e com fôlego para futuras atualizações de software.
O aparelho estreia ainda a Tela de Privacidade, uma solução integrada que funciona como uma película eletrônica contra olhares laterais. O display escurece quando visto de lado, reduzindo a leitura de informações sensíveis no transporte público, em aviões ou em ambientes de trabalho compartilhados. Usuários podem configurar apps e notificações específicas para acionar o modo de privacidade apenas quando necessário, numa tentativa de equilibrar proteção e conforto visual.
No conjunto de câmeras, a Samsung reforça o salto em fotografia noturna. A lente principal, de 200 MP, registra aumento de 47% na captura de luz em relação à geração anterior, o que resulta em mais detalhes em cenas escuras e menos ruído. A teleobjetiva de 50 MP, voltada para zoom, tem ganho de 37% na entrada de luz, com a promessa de aproximações mais limpas em shows, eventos esportivos e paisagens noturnas.
Na gravação de vídeo, o S26 Ultra filma em 8K a 30 quadros por segundo com encoder APV e estabilização Superestável, que corrige trepidações e ajuda a manter o horizonte nivelado. O recurso mira criadores de conteúdo que já produzem diretamente no celular para plataformas como YouTube, TikTok e Reels, reduzindo a necessidade de acessórios extras para estabilização.
A tela AMOLED de 6,9 polegadas atinge brilho de até 2.600 nits, índice que mantém a visibilidade sob sol forte, cenário comum no Brasil. A bateria de 5.000 mAh trabalha com carregamento de 60 W, capaz de levar o aparelho a 75% em cerca de 30 minutos, o que reduz a ansiedade de ficar sem energia para quem passa o dia fora de casa.
Comparações internas e disputa no topo do mercado
Dentro da própria linha S26, o posicionamento da oferta chama atenção. Em relação ao Galaxy S26 de 512 GB, vendido a R$ 6.749, a diferença é de R$ 2.092. O acréscimo entrega o dobro de armazenamento, a câmera principal de 200 MP, além da Tela de Privacidade, ausente no modelo padrão. Para quem trabalha com vídeo e foto, esse conjunto tende a pesar mais do que a economia imediata.
O cenário fica ainda mais apertado para o Galaxy S26 Plus. Com preço de R$ 8.279, ele custa apenas R$ 562 a menos que o S26 Ultra de 1 TB. A diferença de valor coloca o Plus em uma zona desconfortável: o consumidor abre mão dos 16 GB de RAM, da câmera de 200 MP e do Privacy Display por uma economia relativamente pequena. Nesse intervalo, o Ultra assume o papel de escolha lógica para quem já está disposto a gastar perto de R$ 8 mil em um celular.
O movimento também fortalece o Mercado Livre como vitrine de eletrônicos de alto valor. Ao ofertar um topo de linha da Samsung com o menor preço do ano, a plataforma tenta se consolidar como destino para quem busca promoções agressivas sem depender apenas de datas como Black Friday. A estratégia aumenta a pressão sobre varejistas físicos e outros marketplaces, que passam a conviver com descontos expressivos fora dos grandes eventos.
Para a Samsung, a redução de preço ajuda a manter o S26 Ultra em evidência num segmento cada vez mais disputado, em que marcas chinesas pressionam com fichas técnicas fortes e valores menores. Ao aproximar o preço de um modelo de 1 TB do patamar de aparelhos com metade da capacidade, a empresa tenta defender sua posição no topo da pirâmide de Androids premium vendidos no país.
Pressão sobre o mercado e próximos movimentos
A oferta abre espaço para uma reação em cadeia. Concorrentes diretos da Samsung, como Apple e fabricantes chinesas de celulares avançados, monitoram o comportamento de preço no varejo online brasileiro. Se a procura pelo S26 Ultra crescer com o valor de R$ 8.841, outras marcas podem ser forçadas a rever posicionamentos ou antecipar cortes planejados para períodos promocionais.
O consumidor acompanha esse movimento com atenção. Quem adia a compra de um topo de linha pode enxergar na oferta do Mercado Livre um sinal de que a fase de celulares acima de R$ 15 mil começa a ceder espaço a uma disputa mais agressiva. A pergunta que fica é por quanto tempo esse patamar de preço se sustenta e se as próximas gerações manterão a estratégia de tornar o alto desempenho, a grande capacidade de armazenamento e recursos de privacidade menos restritos a uma minoria disposta a pagar o valor cheio de lançamento.
